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4 de out. de 2020

Os Abatidos 159 – Quintarelli Rosso del Bepi IGT 1999

 



3 de Outubro de 2020

Variedade:  Corvina, Rondinella e Molinara

Álcool:  15%

Vinificação:         Este IGT segue o mesmo processo de vinificação utilizado para os Amarones. Ele só é lançado em safras em que a qualidade das uvas não são consideradas pela família como adequadas para produzir seus renomados Amarones.

Maturação:  7 anos em botes grandes da Eslavônia.

Origem: Vêneto - Itália

Todo o bom conhecedor de vinhos certamente já ouviu falar ou conhece o que eu considero ser o melhor e mais tradicionalista produtor de Amarones da Itália. Giuseppe Quintarelli conhecido por elaborar vinhos dentro de um estilo clássico e de muita elegância. A produção de vinhos iniciou de forma artesanal com Silvio Quintarelli que no inicio dos anos 1900  plantava uvas como meeiro. Giuseppe só entrou em cena em 1950 já com seu próprio vinhedo e inovando no plantio de uvas estrangeiras mas focando principalmente na melhoria de qualidade dos Amarones dos quais se torou seu representante mais reconhecido. Bepi faleceu em 2012 e hoje a vinícola e tocada a 4 mãos por sua filha Fiorenza, seu marido Gianpaolo além  seus netos Francesco e Lorenzo que tive a oportunidade de conhecer durante visita que fiz a eles em 2011 quando tive a oportunidade de provar todos os seus rótulos em uma degustação inesquecível. Quem tiver curiosidade de ler o post de 2011 clique em https://tommasinovinho.com.br/2011/02/28/quintarelli-tradicionalismo-e

Preço: R$ 2.600,00

Onde encontrar: Mistral

O vinho provado apresentou cor granada, extra tinto com aparente halo de evolução. Olfativamente muito complexo, com predominância de cerejas no maraschino, figos secos, cogumelos secos, chocolate alcaçuz com leve notas de menta. Na boca elegante, tripé perfeito, bom corpo, seu final foi longo, macio e frutado e sottobosco. Incrível como um vinho com 15% de álcool seja tão equilibrado e leve na boca. Este vai ficar na memória ainda mais por ter sido tomado em um jantar comemorativo pelos 70 anos do amigo Sidney Forni organizado por  sua esposa Mariângela, e que além da minha presença e da Liliana contou com os sempre queridos Alberto e Rosi Baggiani.  Noite inesquecível.

Avaliação 5

26 de set. de 2020

Os Abatidos 158 – Alamos Catena Sauvignon Blanc 2012

 



25 de Setembro de 2020

Variedade:  Sauvignon Blanc

 Álcool:  12,5%

Vinificação:  Fermentado em tanques com temperatura controlada de no máximo 14° C

Maturação:  Sem passagem por madeira

Origem: Mendoza - Argentina

A Alamo wines tem vida própria, mas pertence ao grupo Catena Zapata. Localizada em Mendoza uma das poucas regiões vinícolas do mundo que ostentam a feliz combinação de altitude, clima, exposição solar e irrigação natural que geram vinhos de alta qualidade. A atual enóloga é Lucía Vaieretti que cresceu em Mendoza, participando do mundo do vinho junto a sua família que já cultiva vinhas na região há mais de 40 anos. As uvas utilizadas pela Alamos são provenientes em parte dos vinhedos da Catena Zapata localizados a uma altitude de 1000m – 1500m. O restante das uvas são adquiridas de viticultores com contratos de longo prazo e gestão técnica dos profissionais da Alamos. A atual linha de vinhos da Alamos tem os varietais Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah, Torrontés, Chardonnay, Sauvignon Blanc, o Seleccion Malbec, e o Red Blend.

 Preço: R$ 107

Onde encontrar: Mistral

O exemplar provado apresentou cor dourado brilhante ainda com reflexos esverdeados. Presença marcante de aromas minerais, pedra, molhada, talco, toque cítrico, ervas aromáticas lembrando louro, e leve fosforo. Na boca muito fresco vibrante, com ótima estrutura, e seguindo mais a linha de vinhos austeros. Um vinho com excelente custo benefício. Devo admitir que sou ou cada vez mais fã dos vinhos brancos elaborados na Argentina e no Chile por sua durabilidade e frescor.

Avaliação 3

16 de set. de 2020

Os Abatidos 158 – Alpha Centauri 2010

 



 

14 de Setembro de 2020

 

Variedade:  Sauvignon Blanc

 

Álcool:  12,5%

Vinificação:  Maceração a frio (8°C) por 12 horas.

Maturação:  Passagem de 8 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros.

Origem: Leyda - Chile

José Manuel Ortega Gil Fournier é um executivo espanhol que teve um sonho e com dedicação e muito trabalho o realizou. José Manuel é um ex executivo de multinacionais como a Goldman Sachs e do Banco Santander onde foi presidente  de uma filial do banco e responsável por investimentos na América Latina. Durante suas constantes viagens ficou impressionado com o potencial que países sulamericanos tinham na produção de vinhos e resolveu executar um ambicioso plano que foi de elaborar vinhos na Espanha ( Ribera del Duero) sua terra de origem , assim com no Chile ( em Maule para os tintos e em Leyda para os brancos) e na Argentina ( no Vale de Uco para os tintos e Salta para os brancos). Todos os vinhedos da Fournier são localizados em terras de altitude pois o objetivo principal dele sempre foi de elaborar vinhos de alta acidez e mais fáceis de beber. Em 2018 a vinícola na Argentina foi vendida para a família Agostino incluindo os 263 hectares adquiridos no início dos anos 2000 quando investiu mais de 20 milhões de euros na vinícola e vinhedos.

Preço: R$ 130

Onde encontrar: Vinci

O exemplar provado apresentou cor dourado brilhante. Seua aroma predominante foi de flores brancas, casca de limão, leve toque de toffe e muita mineralidade. Na boca alta acidez, seco, direto, boa estrutura e final de boca com pimenta branca, leve tostado e mineral. Um vinho  branco perfeito mesmo com seus 10 anos de garrafa, auentaria facilmente mais uns 4/5 anos. Valeu

Avaliação 3

11 de set. de 2020

Os Abatidos 157 –Barbera D’Alba Batasiolo Sovrana 2008

 


 

11 de Setembro de 2020

 Variedade:  Barbera

 Álcool:  14%

Vinificação:  Vinho fermentado em tanques de aço inox por 10 dias

Maturação: 40% do vinho passa por 12 meses de guarda em barricas francesas enquanto 60% do volume por botes da Eslavônia. O assemblage ocorre em tanques de aço seguindo daí  para engarrafamento

Origem: Piemonte – Itália

Beni di Batasiolo é a história da família Dogliani, que por quase cinquenta anos viveu o mundo do vinho em Langhe, os territórios que tornaram os vinhos piemonteses famosos em todo o mundo.Quando em 1978 Mattarino Dogliani comprou a histórica vinícola Kiola em La Morra da IDV (International Distillers Vintners, uma multinacional que opera principalmente na  área de destilados, os Dogliani já eram produtores de vinho. Da fusão da Kiola com a anterior atividade vitícola da família Dogliani, nasceu a Batasiolo. Hoje a Batasiolo conta com 140 hectares de terras sendo 120 plantados com vinhedos sendo o maior proprietário privado de vinhas cultivadas com Nebbiolo com cerca de 75 hectares repartidos por 7 vinhedos, todas localizadas na preciosa zona de Barolo: Batasiolo, Morino, Cerequio e Brunate em La Morra; Boscareto e a histórica Briccolina em Serralunga d’Alba; Bricco di Vergne e Zonchetta em Barolo, Tantesi e Bussia Bofani em Monforte d'Alba. Só de Barolos a vinícola produz 7 rótulos a saber: Batasiolo Barolo DOCG, Batasiolo Barolo Docg Reserva e cinco “Crus”, Cerequio, Bussia, Brunate, Briccolina e Boscareto.

Preço: R$ 130

Onde encontrar: Boccati

O exemplar provado apresentou cor rubi indo para granada, alta concentração de cor, e halo intenso de evolução. Olfativamente, com cereja no licor, balsâmico, flores escuras, e especiarias seguidas por aromas terrosos e presença de terciários. Na boca ótima acidez, taninos finos completamente domados, corpo amplo, ponta de álcool, persistência longa, final de boca trazendo de volta a cereja no licor e os aromas de sottobosco e muita suculência. Um barbera de alta qualidade, foi um prazer toma-lo. 

Avaliação 3

31 de ago. de 2020

Os Abatidos 156 –Moore’s Creek Tyrrell’s Wines 2010

 


 

28 de Agosto de 2020

 Variedade:  Cabernet Sauvignon

 Álcool:  13,5%

Vinificação:  Vinho fermentado em tanques de aço inox

Maturação:  Com passagem de 8 meses por barricas francesas e americanas sem informação de tempo de guarda

Origem: Hunter Valley - Austrália

A Tyrrell Wines foi fundada em 1858 pelo inglês Edward Tyrrell, Hoje é gerenciada por Bruce Tyrrell da quarta geração da família e seus filhos. A Tyrrell’s é conhecida internacionalmente por ter alguns dos vinhos mais premiados da Austrália, incluindo o icônico Vat 1 Semillon. Desde 1971, a Tyrrell's já recebeu mais de 5.600 troféus e medalhas e, em 2010, foi eleita "Vinícola do Ano" no Australian Wine Companion de James Halliday. A empresa possui 500 hectares de vinhedos em diferentes regiões da Austrália sendo a Semillion e a Shiraz as principais variedades plantadas,  produz  também uma vasta linha de vinhos, desde os ícones às linhas mais populares como é o caso da Moore's Creek, que leva o nome do riacho entre a vinícola Hunter  Valley e os  vinhedos da Penfolds

Preço: R$ 100

Onde encontrar: Vinhos do Mundo

O exemplar provado apresentou cor rubi, extra tinto, indo para granada, com leve halo de evolução. Olfativamente com cereja azeda, ervas aromáticas, flores escuras, violetas, pimenta do reinoe toque tostado que lembrou café. Na boca ótima acide, taninos finos, corpo médio , boa persistência, final de boca frutado com ligeira acidez volátil que não prejudicou o conjunto. Vinho básico, honesto fácil de beber e gostar com ótima relação custo benefício

Avaliação 3





31 de jul. de 2020

Os Abatidos 156 – Musar Jeune 2012


24 Julho de 2020

Variedade:  Cinsault 50%, Syrah, 30%, Cabernet Sauvignon 20%

Álcool:  13,5%

Vinificação:  O vinho é fermentado em cubas revestidas de cimento e engarrafado um ano após a colheita e liberado um ano depois. Não passa por filtragem nem por guarda em madeira.

Origem: Bekaa - Libano

Preço: R$ 250

Onde encontrar: Mistral

Pertencente à família Hochar a vinícola foi fundada em 1930, por Gaston Hochar quando tinha apenas 20 anos. Mesmo jovem Gaston se inspirou na  tradição vinícola secular do Líbano e de suas viagens a Bordeaux onde surgiu a ideia de elaborar grandes vinhos no estilo adotado nesta região francesa.Os bons vinhos elaborados pela família tornaram a marca famosa no mundo todo. Mais tarde em 1984 a revista Decanter nomeou Serge Hochar como “Homem do Ano” do mundo do vinho. Em 2006 a Musar passa a certificar seus vinhos como orgânicos. Em 2007 a Musar lança sua linha de entrada denominada Jeune de onde faz parte o vinho que degustei hoje.

O exemplar provado apresentou cor rubi intenso indo para granada com leve halo de evolução. Boa complexidade olfativa com predominância floral, fruta maduras como ameixa e cereja, especiarias, tâmaras, leve azeitona preta, e certa acidez volátil. Na boca , leve, ótima acidez, taninos resolvidos, corpo curto para médio, e final de boca com cereja no licor. Um vinho leve delicado com tudo em seu lugar, agradou demais.

Avaliação 3


28 de jul. de 2020

Os Abatidos 155 – Crasto Branco 2010



20 Julho de 2020

Variedade:  Gouveio, Roupeiro e Rabigato

Álcool:  12%

Vinificação:  Todas as uvas foram desengaçadas e prensadas e seu  mosto i transferido para uma cubas de inox onde permanecem a uma temperatura de 8ºC durante 48 horas até à sua decantação. Sua fermentação alcoólica ocorreu em cubas de inox com temperaturas controladas de 14º C durante um período de 45 dias.

Maturação:  Sem passagem por madeira.

Origem: Douro - Portugal

Preço: R$ 160

Onde encontrar: Qualimpor

Os primeiros registros conhecidos referindo a Quinta do Crasto e a sua produção de vinhos datam de 1615. Entre 1758 e 1761, o Marquês de Pombal mandou instalar no Douro 335 marcos – pedras graníticas com dois metros de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura – para delimitar aquela que seria a primeira região vinícola demarcada do mundo. Um marco pombalino, datado de 1758, pode ser visto na Quinta do Crasto junto à casa centenária. No início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da marca. Em 1981, Leonor Roquette, filha de Fernando, e o seu marido Jorge Roquette assumiram a propriedade e, com a ajuda dos seus filhos, deram início ao processo de remodelação e extensão das vinhas, bem como ao projeto de produção de Vinhos do Douro de Denominação de Origem Controlada (DOC). A empresa possui a Quinta do Crasto uma propriedade com 135 hectares sendo 74 dos quais ocupados por vinhas, a Quinta da Cabreira na sub-região do Douro Superior uma propriedade com 150 hectares de área total, 114 hectares dos quais  110 com vinhas novas e 4  com vinhas velhas.Vinha Maria Teresa ocupa uma área de 4,7 hectares, e finalmente a Vinha da Ponte com1.96 hectares, com mais de 40 anos.

O exemplar provado apresentou cor palha ainda com reflexos esverdeados apesar de ser um vinho com já 10 anos de vida. Olfativamente com predominância cítrica, ligeira ponta de frutas amarelas maduras e pedra molhada. Na boca muito fresco mas ao mesmo tempo com ligeira cremosidade , corpo médio persistência longa retrogosto mineral com presença de casca de limão e certa salinidade. Definitivamente parece mais jovem do que seus 10 , muito gostoso de tomar.

Avaliação 3

22 de jul. de 2020

Os Abatidos 154 – Peñalolen Syrah 2012



16 Julho de 2020

Variedade:  100% Syrah

Álcool:  15%

Vinificação:  Vinificação normal mas com extração lenta e longa, 32 dias de maceração, afinamento com claras de ovos, e leve filtragem para remover os sólidos.

Maturação: Passagem de 12 meses por barricas francesas de 2º e 3º uso.

Origem: Maipo - Chile

Preço: R$ 95

Onde encontrar: E Vino

O Clos Quebrada De Macul é uma vinícola de propriedade familiar que até um passado recente( 1970) vendia suas uvas para as principais vinícolas do Chile, mas acompanhando o “boom”dos vinhos chilenos, Isabelle e Ricardo Peña, uniram forças com o enólogo Ignacio Recabarren mais um investidor americano construindo em 1996 sua própria vinícola. Hoje são 3 vinícolas a saber: Viña Quebrada de Macul que elabora os vinhos Domus Aurea, Alba de Domus, e Stella Aurea, Vinha Paragua com vinhos elaborados só com uvas orgânicas que  elabora os vinhos Anka,e  Pargua, e finalmente a Viña Peñalolen que elabora os vinhos: Tez, Azul e a linha básica Peñalolen com os varietais Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Syrah, e Carmenere

O exemplar provado faz parte da linha de entrada da vinícola . Rubi extra tinto, sem halo aparente de evolução. Olfativamente intenso, com frutas negras maduras como Cassis, blackbarries, floral, eucalipto, especiarias e toque de carne, e tosta. Na boca potente, alta acidez, taninos finos ainda presentes, quente, final de boca frutado, com toque de café torrado e alcoólico. Vinho estilo fruit bomb novomundista de alguns anos atrás, não desaponta pois é muito bem elaborado, mas para mim peca no excesso de álcool que é marcante na hora de ser tomado. Mas acidez resolveria o problema, vinho para dias frios e comida pesada.

Avaliação 3

21 de jul. de 2020

Os Abatidos 153 – Martin Schaetzel Riesling Kaefferkopf Granit Grand Cru 2009



14 Julho de 2020

Variedade:  100% Riesling

Álcool:  14%

Vinificação:  As uvas de agricultura Biodinâmica foram colhidas manualmente prensadas a frio por 6 horas. O processo de fermentação ocorreu naturalmente com leveduras nativas.

Maturação: Curta passagem por barricas francesas

Origem: Alsácia França

Preço: 65 Euros na Europa

Onde encontrar: Não disponível no Brasil

Vinícola fundada em 1930 por Martin Schaetzel. Já em 1998 Jean Schaetzel decidiu converter a propriedade primeiramente para agricultura orgânica e depois biodinâmica qualificando-se para as certificações francesas AB) e Biodinâmica. Em 2016 Marc Rinaldi adquire a vinícola com a ideia de realizar seu projeto de fazer grandes vinhos escolhendo os melhores trechos de terra de sua propriedade, além de uvas de viticultores talentosos e comprometidos com a agricultura biodinâmica da região, destacando assim o caráter específico de cada terroir. Hoje a  Martin Schaetzel é a marca comercial da Kirrenbourg sas, uma subsidiária da Rinaldi.

É sempre uma experiência interessante provar um Grad Cru alsaciano biodinâmico. Quem já provou vinhos novos desta região ficam impressionados com a mineralidade traduzida pelos deliciosos aromas petrolatos e pela complexidade frutas, e  flores, o que fica ainda mais evidente em vinhos mais antigos pois esta casta envelhece muito bem. Mas a minha experiência com a Riesling tem me mostrado que que os grandes exemplares alemães permitam uma guarda maior do que a maioria dos alsacianos especialmente de alguns biodinâmicos. Este Martin Schaetzel veio a reforçar esta teoria. Não pretendo criar polemica sobre este assunto de biodinâmicos pois sou apreciador de muitos deles como os Barmes Buecher,os Zind Humbrecht, só para citar dois, mas este é o segundo produtor que provo e que seu grand cru envelheceu muito cedo, o que não deveria acontecer por serem vinhos Top de linha. Vamos a ele: Dourado brilhante. Aromas de frutas brancas cozidas, maçã, pera, tostado e toque petrolato. Na boca deliciosa acidez em corpo médio para longo com boa persistência e final de boca com fruta passada e tostado. Que pena!

Avaliação 2

20 de jul. de 2020

Os Abatidos 152 – Rosso di Montalcino Tornesi 2008



11 Julho de 2020

Variedade:  100% Sangiovese

Álcool:  14%

Vinificação:  Bombeamento intenso em temperatura controlada a 30 ° C, maceração média-longa nas cascas, seguido de fermentação malolática.

Maturação: Passagem de 6 meses por botes da Eslavônia

Origem: Toscana - Itália

Preço: 25 Euros na Europa

Onde encontrar: Não disponível no Brasil

Pequeno produtor chamado Gino Tornese que iniciou suas atividades em 1969, mas que só lançou seus vinhos comercialmente (um Rosso e um Brunello) no ano de 1993. Possui 5 hectares de vinhedos de agricultura orgânica sendo 1.2 hectares voltados para o sudeste a 500 metros acima do nível do mar. Só elabora vinhos com uvas produzidas por ele mesmo.

O vinho provado tinha cor granada, ralo, e halo intenso de evolução. No nariz frutas vermelhas maduras, cogumelos, flores secas, terroso e curioso toque salino. Na boca ótima acidez, taninos finíssimos, corpo médio, persistência longa, retrogosto com cereja no licor terciários e toque salgado.

Avaliação 3

17 de jul. de 2020

Os Abatidos 151 – Terradora Aglianico 2009



10 Julho de 2020

Variedade:  100% Aglianico


Álcool:  13%


Vinificação: Maceração nas peles por cerca de uma semana, fermentação a 20-25 ° C.


Maturação: Passagem de 6 a 8 meses por barricas francesas e tanques de inox.


Origem: Campania - Itália


Preço: R$ 210 em Dezembro de 2018 pela Cantu


Onde encontrar: Não disponível no Brasil


Tudo começou em 1978 com Walter Mastrobernardino introduzindo modernas técnicas de vinificação na região da Campania utilizando varietais autóctones da região como Aglianico, Fiano di Avellino, Greco di Tufo, Falanghina, Piedirosso, e Coda di Volpe. Seus vinhedos estão localizados em uma que região que preserva uma variedade de castas antigas, as mesmas que os gregos e os romanos plantaram, e que podem ser datadas de 800 a 750 a.C. Seus vinhedos encontram-se em encostas de vulcões adormecidos com seus solos vulcânicos ricos em calcário e argila. A vinícola está situada em Montefusco, na província de Avellino, que é a mais montanhosa entre os 5 distritos da Campânia. Sua arquitetura foi estudada para ser funcional aos processos de trabalho envolvidos nela, mesmo que, muitas vezes, se transforme em uma boa instalação de recebimento para os eventos anuais de vinho.


O vinho provado tinha cor granada, média concentração halo de evolução. Olfativamente trazendo cerejas, toque balsâmico, leve acidez volátil, violetas secas e muito café torrado. Na boca ótima acidez, taninos finos ainda presentes, seco, muito fresco, longo e retrogosto confirmando o olfativo. Um vinho fluido, vibrante bem gastronômico. Acompanhou bem meu frango a passarinho com bolinhos de arroz e escarola refogada com azeitona preta.
 
Avaliação 3


11 de jul. de 2020

Os Abatidos 150 - Dão Niepoort Conciso 2015



7 Julho de 2020

Variedade:  40% Baga e 30% Jaen e 30% de outras

Álcool:  12%

Vinificação: Com engaço para 50% das uvas e sem filtragem

Maturação: Passagem de 20 meses por toneis de carvalho.

Origem: Dão - Portugal

Preço: R$ 250

Onde encontrar: Grand Cru

A Niepoort e uma das vinícolas mais  tradicionais da região do Douro inaugurada por Franciscus Marius Niepoort em 1842, e que hoje sob o comando de Dirk Niepoort chega à sua 5 geração. Certamente a mais revolucionária geração da família pois o irrequieto Dirk e uma máquina criativa, uma pessoa com forte personalidade e opiniões, sempre baseadas em suas crenças e que nem sempre andam de mãos dadas com as tendências de mercado. Dentro do Douro Dirk tem se focado na produção de vinhos mais elegantes, na contra mão do que tornou a região famosa no mundo com seus vinhos frutados, potentes e alcoólicos. Mesmo fazendo parte dos Douro Boys, que tiveram este estilo como marca registrada Dirk sempre foi a ovelha negra por defender suas crenças e que hoje tem a preferência dos bons apreciadores de vinhos. Mas o incansável personagem não sossega e hoje já elabora e revoluciona os vinhos do Minho, da Bairrada e do Dão de onde vem o vinho que vamos provar hoje

Dão Niepoort Conciso 2015 apresentou cor rubi com traços violáceos, alta concentração e sem halo de evolução. Olfativamente, abriu com frutas negras frescas, mineral, e especiarias, cravo, e leve tostado. Decidi provar o vinho dois dias depois de aberta a garrafa e os aromas ganharam toques de grafite e flores secas. Na boca, alta acidez, taninos sedosos, corpo médio, persistência longa, e final de boca direto com frutas e mineralidade. Um vinho de boa complexidade olfativa, muito fácil de beber, e que atinge facilmente  o desejo e objetivo do produtor que é de elaborar um vinho que você possa tomar mais de uma taça.

Avaliação 3

25 de jun. de 2020

Os Abatidos 147 – Atrium Torres 2007



16 Junho de 2020

Variedade: Cabernet Sauvignon

Álcool:  14%

Maturação: Com passagem por barricas de carvalho

Origem: Penedés - Espanha

Preço: 10 Euros na Europa. Preço da época que estava disponível

Onde encontrar: Cantu traz hoje a linha de vinhos elaborados na Espanha pela Torres
Essa tradicional vinícola espanhola localizada em Penedes nasce em 1870 pelas mãos de Jaime e Miguel Torres. Em 1907 Juan Torres filho de Miguel, registra a marca Coronas presente até hoje na lista de vinhos elaborados pela Torres. Em 1942 inicia-se a reconstrução da vinícola destruída durante a guerra no ano de 1939. Em 1964 a vinícola inicia o plantio de uvas não autóctones espanholas como a Cabernet Sauvignon com a qual ganha destaque mundial. Em 1979 investe na primeira vinícola do Chile com capital estrangeiro. Em 1982 expande seus negócios com a construção de uma vinícola nos EUA. Em 1983 Miguel A Torres inicia o projeto de recuperação de uvas ancestrais da Catalunha. Em 1991 Miguel A Torres, atual CEO assume o cargo após a morte de seu pai. Em 2005 passam a elaborar vinhos em Ribera del Duero após a aquisição de vinícola e vinhedos, em 2007 na Rioja e em 2008 em Priorat . Miguel Torres Maczassek é nomeado Presidente Executivo de Miguel Torres Chile em 2010. Em 2014 expandem seus negócios para Rueda com aquisição de vinícola e vinhedos e em 2017 na Galícia Em 2018 o mesmo ocorre em Coster del Segres. Alta qualidade em seus vinhos e visão do futuro marcam a vitoriosa história desta marca. Ode será a próxima expansão ?

O vinho provado parece não mais fazer parte da linha de produtos da Miguel Torres da Espanha, pois não aparece mais em seu site,. Com cor rubi, extra tinto, leve halo. Olfativamente com predominância de aromas balsâmicos, ameixa preta baunilha, especiarias e toque vegetal. Na boca tripé acidez, taninos e álcool, correto, corpo médio para amplo, longo, retrogosto com frutas maduras e tostado. Um Cabernet perfeito sedoso com tudo no lugar sorte de quem ainda tiver uma garrafa desta na adega pois como dito acima não deve existir mais no mercado. Acompanhou muito bem costelinha da porco ao barbecue com beringelas à parmegiana.
Avaliação 3+

23 de jun. de 2020

Os Abatidos 146 – Haut Bacalan 2003



14 Junho de 2020

Variedade: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 15%, e Petit Verdot 5 %

Álcool:  13%

Maturação: Com passagem de 12 meses por barricas novas francesas

Origem: Pessac Léognan - Bordeaux – França

Preço: R$ 330

Onde encontrar: Fine Wines

Tudo começou em 1802 quando Charles Gonet iniciou sua própria a produção de champagne. Mais de um século e meio depois no ano de 1935 nasce Michel Gonet que hoje dá nome à vinícola. Diz a história que Michel nasceu com disfagia (bloqueio do esôfago), que o deixava incapaz de engolir alimentos Mas um “milagre”acontece quando o mesmo toma um gole de  sua champagnhe...e  ele passa a divulgar que : "Champagne me salvou". Em 1986, Michel se apaixona pela região de Bordeaux, e começa a planejar o desafio de produzir vinhos também nesta região, mas só no ano 2000 realiza seu sonho mas em grande estilo com a aquisição do Château Haut-Bacalan, e Château d'Eck, e finalmente em 2014 o Château Haut-Brana. O Haute Bacalan continua familiar estando já em sua sétima geração, possui 7 hectares de vinhedos todos já em processo de certificação orgânica.

O vinho provado tinha cor granada, extra tinto, e halo de evolução.  Nariz, com predominância floral, rosas, frutas vermelhas maduras, ameixa seca, especiarias, caixa de charuto, e toque mineral. Na boca, ótima acidez, taninos resolvidos, corpo intenso, estruturado, final de boca macio, suculento com fruta vermelha madura e toques terciários. Um vinho tradicionalista com boa estrutura em seu momento correto de consumo. Aberto pelo meu irmão Alessandro em nossa primeira visita presencial após o evento Covid 19, mas tudo obedecendo as restrições e cuidados necessários nestes tempos difíceis, distância de 3 metros entre as mesas, uso de máscara, álcool gel etc etc etc. Devo dizer que foi muito bom voltar a tomar bons vinhos juntos.  

 Avaliação 3+

19 de jun. de 2020

Os Abatidos 145 – Peter Lehmann Shiraz Eight Songs 2002




13 Junho de 2020

Variedade: Shiraz

Álcool:  14,5%

Maturação: Com passagem de 18 meses por barricas francesas

Origem: Barrosa Valley - Austrália

Preço: USD 35 na Europa

Onde encontrar: Sem importador no Brasil no passado trazido pela Decanter

A região de Barossa Valley surgiu por volta de 1840 fundada por imigrantes alemães e ingleses dos quais muitos deles já iniciavam o plantio de seus vinhedos. Alguns destes vinhedos históricos foram mantidos por várias gerações até os dias de hoje e uma das famílias foi a de Peter Lehmann um dos pioneiros da região. A família Lehmann era produtor de uvas, mas se viu forçado a entrar na produção de vinhos em 1970 quando houve um excesso de produção de uvas e os produtores de vinhos se recusaram a cumprirseus contratos com 140 famílias de agricultores. Peter decidir pegar um empréstimo no banco e construiu uma pequena vinícola chamada de Masterson  elaborando vinhos com suas uvas e de seus outros amigos agricultores.  Muitos deste produtores vendem suas uvas até os dias de hoje a Lehmann. Somente em 1980 Peter decide mudar o nome da vinícola de Masterson para Peter Lehmann. O vinho tomado foi a última safra elaborada por Peter que se aposentou no mesmo ano. 

O vinho provado tinha cor granada, alta concentração, e halo de evolução.  No nariz, maduro com frutas vermelhas com ligeira evolução, ameixa seca, pimenta do reino, toque de menta e terroso. Na boca, ótima acidez, taninos resolvidos, corpo médio, final de boca vibrante com fruta vermelha evoluída terroso e chocolate. Um vinho austero e mais elegante do que volumoso, como era de se esperar de um Shiraz australiano, às cegas passaria fácil por um exemplar do velho mundo. O vinho foi aberto ontem por ocasião do encontro visrual da confraria Wine Street que tinha como tema Syrah vss Shiraz. O restante da garrafa foi consumido para acompanhar um Cheeseburger com cebolas carameladas caseiro que fiz hoje para o almoço. Foi ótimo acompanhamento.

 Avaliação 3+

18 de jun. de 2020

Os Abatidos 145 – E.S. Vino Reserva 2011



11 Junho de 2020

Variedade: Cabernet Sauvignon

Álcool:  14 ,5%

Maturação: Com passagem de 4 meses por barricas francesas e americanas

Origem: Mendoza - Argentina

Preço: R$ 70 

Onde encontrar: Tahaa Importadora e Mega Adega Kanguru

Este vinho é elaborado por Rogelio Rabino com ajuda de Mathias Michelini na vinícola Sophenia onde o rótulo mais uma vez homenageia as filhas de um dos fundadores (Eugênia e Sophia) que já haviam sido usadas anteriormente para criar o nome da vinícola. Fundada em 1997 por Roberto Luka, e Gustavo Benvenuto, a Finca Sophenia tem seus vinhedos localizados em Gualtallary mais precisamente a 1.200 metros de altitude do Vale de Tupungato , na região de Mendoza. Os vinhos são produzidos com uvas colhidas de vinhedos próprios somando 130 hectares plantados em solos franco arenosos, pedregosos. A vinícola possui certificação de sustentabilidade que confirma o compromisso de sempre gerar o menor impacto possível na sociedade local, trazendo viabilidade econômica, e cuidando do meio ambiente.

O vinho provado tinha cor rubi, extra tinto com leve halo de evolução. Olfativamente marcado pela presença de aromas lembrando ameixa preta, pimenta do reino, chocolate amargo, ervas aromáticas e tostado. Na boca alta acidez, taninos finos ainda presentes corpo e persistência média, final de boca frutado com ligeira acidez volátil, que acaba deixando o vinho mais vibrante para acompanhar a comida. Um vinho de entrada muito bem elaborado com ótima relação de custo benefício.

 Avaliação 3

15 de jun. de 2020

Os Abatidos 144 – Vertice 2005



9 Junho de 2020

Variedade: Carmenere e Syrah

Álcool:  14 ,5%

Maturação: Com passagem de 18 meses por barricas francesas

Origem: Apalta – Colchagua - Chile

Preço: R$ 270 

Onde encontrar: Cantu

A Ventisquero é uma vinícola relativamente nova no cenário vitivinícola chileno pois ainda não completou 20 anos. Mas devo dizer que é uma história de sucesso. Lembro que conheci esta marca em uma apresentação deles na extinta SBAV, e que gostei tanto de seus vinhos que comprei uma caixa. Foi lá também que conheci o seu enólogo Felipe Toso, uma pessoa de simples trato mas de muita visão e capacidade. Passaram uns anos e recebi um gentil convite para conhecer a vinícola, e lembro ter ficado encantado com a vista a Apalta, uma das regiões de vinhedos mais bonitas que conheci, lembro da degustação que fizemos no mirante que a vinícola construiu no alto de seus vinhedos, lembro também de Felipe nos  confidenciando seus sonhos de produzir novos vinhos em áreas mais altas, detalhando suas expectativas dos futuros vinhos a serem produzidos. Bem hoje Felipe já realizou todos aqueles sonhos mas continua sonhando e realizando e a linha de vinhos expandiu muito sem perder o padrão de qualidade. Hoje a Ventisquero possui 5 linhas de vinhos: Ventisquero, Kalfu, Ramirana, Yali, e Root:1. Na linha Ventisquero existe um grupo de vinhos denominados íones  formada pelos exemplares: Pangea, Enclave, Tara, Herú, e Vertice, o vinho tema deste post. 

O vinho provado tinha cor rubi indo para granada, de média concentração, halo de evolução aparente. Abriu com ligeira redução mas após 20 minutos no decanter abriu toda sua complexidade olfativa, cerejas maduras, flores secas, toque balsâmico, ligeiro eucalipto, pimenta do reino, café e baunilha. Na boca, perfeito, tripé acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, corpo médio, persistência longa e final macio sedoso. Um grande vinho. Quem me conhece sabe que não sou apreciador da variedade Carmenere que neste vinho divide com a Syrah seu blend, mas neste caso o resultado é tão   bom que só posso fazer elogios. Alguns poderão perguntar, mas 14,5% de álcool não é muito? Juro que não percebi a presença do mesmo. Que bom que ainda tenho mais uma garrafa só que da safra 2007, só que esta quero abrir com meus confrades, pois meus amigos precisam curtir este vinho comigo. Parabéns Felipe.

 Avaliação 4

14 de jun. de 2020

Os Abatidos 143 – Château Puycarpin - Bordeaux Supérieur 2009



8 Junho de 2020

Variedade: 80% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon

Álcool:  14 %

Maturação: Com passagem de 8 meses por barricas

Origem: Bordeaux – França

Preço: R$ 188 

Onde encontrar: Zahil

A Grand Vines de Gironde foi fundada em 1820 pelo Barão Alfred de Luze com o nome de  Maison A. de Luze & Fils, Alfred foi um negociador visionário e hábil, sendo um dos pioneiros a desenvolver o comércio de importação / exportação de vinho de Bordeaux. Além de montar filiais em todo o mundo ele e seus filhos adquiriram o Château Paveil, o Château Malleret, a Maison Chantecaille, e a Maison Lalande. Em 1980 a empresa foi adquirida pela gigante Remy Martin, que em seguida adquire também La Grand Cave. Finalmente em 1991 nasce a "Grands Vins de Gironde" fusão de várias casas comerciais, Como especialista em vinhos de Bordeaux, o “Grands Vins de Gironde” passa a oferecer todas as denominações em mais de 70 países. Sua força de produção e as habilidades de suas equipes fizeram com que se tornasse uma das principais casas comerciais do mercado de Bordeaux. Em 1996 com a aquisição da Société des Vins Mousseux, o grupo conseguiu diversificar sua gama para incluir o novo segmento de espumantes. Finalmente em 2011 A Casteja Holding Company, especialista no setor vinícola e dona de várias propriedades, comprou o GVG Group.

O vinho provado tinha cor granada de média concentração. Olfativamente frutado, ameixa preta, cereja, flores lembrando rosas, couro, pimenta preta, e leve tostado. Na boca delicado, bom balanço entre acidez, taninos e álcool, longo final, macio confirmando a ameixa e o couro. Um vinho simples, mas extremamente agradável e fácil de gostar.  

Avaliação 3

10 de jun. de 2020

Os Abatidos 142 – Livon Collio Pinot Grigio 2010



8 Junho de 2020

Variedade: Pinot Gigio

Álcool:  12,5 %

Maturação: sem passagem por madeira

Origem: Friuli - Itália

Preço: Euros 12  

Onde encontrar: Não disponível no Brasil

Vinícola fundada por Dorino Livon em 1964 com a filosofia de elaborar vinhos de alta qualidade, já em 2008 os filhos Valdeo e Tonino assumem a frente da vinícola e promovem um agressivo programa de expansão, adquirindo terras no Borgo Salcetino localizado na Toscana, no coração do Chianti Classico e da Fattoria Colsanto, na Úmbria, no município de Bevagna (PG) na área DOCG Montefalco, e finalmente a antiga Locanda Villa Chiopris também no Friuli. Hoje os dois irmãos continuam gerenciando as 4 vinícolas mas já contando com a ajuda da terceira geração formada por Rosella, Matteo e Francesca. A Livon elabora hoje três linhas de vinhos: A Collio com 11 rótulos, a Cru com 9 rótulos, e a Grand Cru com 6 rótulos.

Vinho de cor palha indo para dourado, brilhante. Olfativamente muito limpo trazendo melão, mineral como pedra molhada, grafite, e leve cítrico sem presença de terciários. Na boca, alta acidez, seco, corpo médio, estruturado, final fresco mineral e com desaque para as frutas amarelas maduras. Considerando ser um vinho da linha de entrada devo admitir que é um belíssimo exemplar ainda mais por já ter 10 anos de vida mantendo a integridade de frutas, e muita mineralidade, enfim um vinho direto de alta qualidade e que aguentaria ainda mais tempo em garrafa. Adoraria provar um Cru ou um Grand Cru com guarda ainda maior.

Avaliação 3

3 de jun. de 2020

Os Abatidos 141 – Espirit Gassier Rose 2016



3 Junho de 2020

Variedade: Grenache, Cinsault, Syrah e Vermentino

Álcool:  12,5 %

Maturação: sem passagem por madeira

Origem: Provence - França

Preço: R$ 190

Onde encontrar: Inovini

Vinícola fundada por Anthony Gassier em 1982 em Puyloubier na Provence. Hoje é gerenciada por Georges Gassier da 5ª geração da família, a Gassier possui 40 hectares de vinhedos aos pés do Monte Sainte Victoire a poucos quilômetros de Aix en Provence, contando com três apelações de origem da Provence. Uma delas reconhecida em 2005 é Côtes de Provence Sainte-Victoire considerada uma das mais preservadas da França e classificada como reserva natural: "Grand Site de France". A propriedade recebeu certificação de cultivo orgânico desde 2016.

Vinho de cor rosé claro lembrando casca de cebola, brilhante. Olfativamente mineral, morango, melancia, cítricos doces, e noz moscada. Na boca, vigoroso, alta acidez, bom corpo e textura, longo, final fresco e muito mineral trazendo de volta os cítricos doces como grapefruit e mexerica. Um rosé de alta qualidade que realmente fez minha cabeça, um ótimo representante dos vinhos da Provence.

Avaliação 3