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21 de nov. de 2016

Visitando o Douro pela Jovem Pan

O Douro visto da Quinta dos Murças 

Hoje vou dedicar meu post ao segundo tema de minha recente viagem a Portugal “o Douro” e para quem já conhece esta região o que falarei hoje não será nenhuma novidade. O Douro é para mim a mais linda região vinícola do mundo, tendo como destaque as bucólicas encostas, do rio que lhe dá o nome, sempre decoradas por centenas de Quintas e seus coloridos vinhedos que vão mudando de cor com o passar das estações. Lá tivemos o prazer de visitar duas Quintas, a do  Crasto, para mim a de mais  bela vista das quintas de lá, e a dos Murças hoje de propriedade da Herdade do Esporão. No Crasto fomos recebidos pelo sempre alegre e dinâmico Thomas Roquette (uma figuraça) em delicioso almoço, e pelo gentil e prestativo Pedro Guedes de Almeida durante nossa visita e estada na Quinta. Uma visita com o tratamento VIP que já nos acostumamos a receber quando vamos a Portugal, com muitas histórias, boa comida e ótimos vinhos!

Sobre os vinhos
Bem sou suspeito para falar dos vinhos desta região, pois aprecio demais sua capacidade de guarda e sua complexidade aromática, tive uma prova disto em degustação de safras antigas que fizemos na Quinta Crasto durante jantar com o Pedro Guedes. Fomos surpreendidos  com o vivo e fresco Crasto Branco 2008, o sedoso Crasto Tinto 2003, ambos vinhos de entrada da casa que aqui no Brasil custam por volta de R$ 80 a garrafa, e que estavam perfeitos para o consumo  mesmo com seus longos anos de garrafa que não é comum para os vinhos mais básicos,  na sequência um o complexo, maduro e ainda frutado Tinta Roriz de 1997 que foi aclamado pelo grupo que me acompanhava,  e para finalizar um dos épicos da casa o inconfundível e único Maria Teresa 2003, um vinho pronto para beber mas que estou certo que atingirá seu ápice daqui uns 5 anos. Claro que durante nossa estada tivemos a oportunidade de provar todos os vinhos da casa, tanto durante nossa visita pela adega, como durante as degustações programadas e nos almoços, mas fiz questão de destacar os exemplares do jantar que me ajudam a explicar uma coisa muito importante, que quando o produtor é bom os resultados são vistos especialmente em duas frentes: a qualidade de seus vinhos de entrada e a capacidade de envelhecimento dos mesmos e ainda mais da sua linha TOP. E por ai que se separam os homens dos meninos.
Jantar na Quinta do Crasto

Ainda sobre os vinhos elaborados no Douro devo dizer que hoje em dia eles me agradam ainda mais do que na época do boom dos denominados  vinhos novomundistas. E explico, hoje a maioria deles  estão mais elegantes e menos pesados, mas ainda mantendo o vigor e o grande potencial de  guarda. P que os tornam mais fáceis de beber e de acompanhar as deliciosas comidas regionais. Da segunda visita ( Quinta de Murças) que produz o conhecido Assobio , e o complexo Murça Reserva,  vou concentrar minhas linhas nas  novidades da vinícola,  neste mês de Novembro fazem o  lançamento de 3 novos rótulos , que nos, felizardos, conseguimos provar em avant premier:  o elegante Minas elaborado com uvas que vem dos lotes mais altos dos vinhedos, o estruturado Margem que como o nome já diz vem dos lotes perto da margem do rio, e o TOP de linha VV47 2012 proveniente de uvas do melhor lote dos vinhedos, bem no estilo dos Crus franceses. Estes novos vinhos passam a integrar o portfólio da Qualimpor no ano de 2017. Não esquecendo todos os vinhos que levam o nome de Quinta de Murças são elaborados com uvas de cultivo orgânico e fermentados com leveduras indígenas
Curtindo o Douro da piscina da Quinta do Crasto

DICAS
Pernoite na Quinta do Crasto, uma das vistas mais bonita do Douro com direito a um banho de piscina sem fim com vista para o rio Douro inesquecível.
Passeio de barco Frienship. Imperdivelmente bucólico
Estada no tradicional Vintage House Hotel no Pinhão. Um luxo só.
Passeio de trem pelas costas do Douro. Encantador
Sem comentários rss !

OBS: Todos os vinhos tanto da Quinta do Crasto como da Quinta da Murça são distribuídos no Brasil com exclusividade pela Qualimpor, mais informações chequem no site abaixo.
Aproveito para agradecer a calorosa recepção que tivemos nas duas quintas.


Qualimpor : Site - www.qualimpor.com.br  - Fone (011) 5181 4492

18 de nov. de 2016

Viagem a Portugal representando a Radio Jovem Pan


No mês passado tive o prazer de visitar  alguns produtores em diferentes  regiões de Portugal a convite da Qualimpor . Fiz a viagem representando a Rádio Jovem Pan, o que  gerou cinco matérias para o programa Enoteca Jovem Pan comandada pelo meu caro amigo Esper Chacur .Três delas já foram editadas e as últimas duas deverão estar no ar ainda dentro deste mês . Aproveito portanto, para publicar  um resumo do que tive a oportunidade de lá vivenciar e que serviu de base para as cinco entrevistas .
 A viagem foi realmente deliciosa e com uma programação bem intensa  -  No primeiro dia visitamos a vinícola Esporão no Alentejo
No segundo um passeio turístico por Lisboa visto termos 2 jornalistas mais voltados para o turismo
No terceiro dia visita à Quinta do Ameal na região do Minho
No quarto dia um passeio pela  encantadora Bairrada
No quinto visitamos as instalações da Taylors no Porto
No sexto dia a icônica Quinta do Crasto no Douro
E finalmente no sétimo a Quinta de Murças  braço do Esporão no Douro

QUINTA AMEAL


 Gostaria de  iniciar o relato pela visita à Quinta Ameal na região do Minho e dos vinhos verdes, uma área conhecida sempre por vinhos simples mas que depois da internacionalização da Alvarinho surgiu para o mundo com grandes brancos, especialmente os Alvarinhos. Hoje a mídia especializada em vinhos conhece e reverencía a região mais pelos seus  ótimos Alvarinhos, especialmente os do enólogo Anselmo Mendes responsável pela grande virada desta região. Pois ele foi o consultor escolhido e contratado pela Quinta do Ameal  para elaborar os vinhos da casa, mas saindo do novo lugar comum e utilizando-se da casta  Loureiro,  uma varietal que encontra no Vale do Lima citado como o local perfeito para que esta mostre todo seu potencial.  Esta vinícola boutique, que certamente vai se tornar referência, elabora apenas quatro vinhos brancos, sendo um deles de sobremesa. O segredo para trabalhar com a Loureiro? Estar no terroir certo, reduzir a produtividade de 15 toneladas por hectare para 5 toneladas , e adotar a agricultura orgânica que  permite ao vinho expressar este maravilhoso terroir, que como dito anteriormente e confirmado pelo simpático proprietário Pedro Araujo , é o melhor de Portugal para a branca Loureiro.

Vinhos Provados
Provei os 4 vinhos da casa :
O Quinta do Ameal Clássico 2015  Um vinho sem passagem por madeira, floral, vibrante, boa estrutura  e grande frescor, e que foi meu favorito.
O Quinta do Ameal Solo 2014 também sem passagem por madeira, mas com fermentação malolática que o tornou  mais macio e amanteigado que o primeiro.
 Ameal Escolha 2014 Um vinho um pouco mais complexo marcado pelas flores brancas, frutas amarelas e ligeiro toque defumado, com boca mais ampla com final defumado confirmando o nariz.
Finalmente o Ameal Special Harvest 2007 um vinho de sobremesa surpreendente com aromas bem delicados de mel compota de laranja, e uma boca elegante onde a acidez foi predominante amaciando o dulçor característico dos vinhos de sobremesa.
O que achei da Loureiro
Já havia provado esta variedade por duas vezes sem ter ficado muito impressionado com seus vinhos, mas devo admitir que os exemplares desta vinícola foram um surpresa agradável, e me agradaram muito. Pesquisando posteriormente sobre a uva ficou confirmado que as uvas do Vale do Rio Lima são realmente diferenciadas, além disto como já informado anteriormente a a Quinta de Almeal sabedora que a variedade e muito produtiva vem reduzindo sua produtividade de 15 para 5 tons por hectare e com isto ajudando sua concentração e consequentemente melhorando a qualidade dos vinhos produzidos. Não provei safras velhas mas Pedro me assegurou que depois de 5 anos o vinho ganha nuances de petrolato bem em linha com o que ocorre com os Alvarinhos e os Riesling

DICAS

 Minha dica para quem gosta de um turismo requintado é certamente ficar na Quinta que possui cinco  suites maravilhosas fruto da reconstrução de antigas casas totalmente remodeladas com uma arquitetura  moderna, e contando com todos os itens de conforto dos melhores Hoteis de Charme. Imperdível. E não esqueçamos os vinhos da Ameal são importados pela Qualimpor.
Alma

Já que não fizemos um programa só sobre Lisboa gostaria de deixar  duas dicas de locais para comer na capital portuguesa: A primeira é o restaurante Alma, do chef Henrique Sá Pessoa localizado na Rua Anchieta 15 no  Chiado candidatíssimo a estrela Michelin neste ano, cozinha contemporânea criativa e saborosa com excelente carta de vinhos


A outra dica fica por conta da tradicional Cervejaria do Ramiro inaugurada em 1956 e que para mim é uma das melhores opções para quem gosta de um bom peixe em Lisboa Rua Almirante Reis número 1 .


No próximo post vamos falar sobre nossa visita a Quinta do Crasto. Aguardem 

14 de mar. de 2016

Salcheto Grandes Vinhos preocupados com o meio ambiente

Michele Manelli

Um produtor  com 30 anos para a região da Toscana pode não significar muita coisa  pois grande parte da vinícolas locais são centenárias, nobres, e iconográficas . Mas a jóvem  Salchetto já esta posicionada entre as mais promissoras produtoras de vinho de Nobiles di Montepulciano pelo total comprometimento a suas crenças e pelos resultados que só podem ser comprovados ao se tomar seus vinhos, e isto fica ainda mais patente quando  temos a oportunidade de provar safras mais antigas. A Salcheto é uma vinícola biolôgica e biodinâmica  considerada referência em gestão ambiental integrada (  GHG, Acqua, Biodiversità) , foi também a primeira vinícola do mundo a obter o certificado  de Carbon Footprint para suas garrafas de vinhos (de acôrdo com o padrão ISO 14064, nel 2011). Seus vinhos  são elaborados integralmente sem sulphitos  e  sempre com leveduras indigenas . A vinícola é de propriedade da companhia internacional de vinhos Lavinia mas gerenciada pelo enologo Michele Manelli que nos atendeu em nossa recente visita a suas instalações  em Montepulciano. A visita ocorreu em Fevereiro  durante  minha viagem para atender aos Anteprimas Toscanos . Para esta ocasião Michele preparou uma vertical  com 17 Nobiles Salcheto e dois Nobiles Salco , Vamos às safras provadas  :



1) Nobile Salcheto 1997 - Rubi indo para granada, halo de evolução. Vinoso, couro, terroso madeira velha. Boca perfeita , taninos finos, corpo médio , retrogosto  frutado com evolução e ligeiro tostado Mesmo tendo sido uma safra quente o tempo de guarda o deixou perfeito para o consumo ,foi um de meus favoritos  91/100
2)Nobile Salcheto 1998 - Rubi indo para granada , extratinto,  intenso ,halo de evolução. Tabaco, frutas vermelhas maduras, couro, balsâmico. Ótima acidez, taninos finos,  bom corpo, final de boca complexo e maduro . Vinho mais elegante certamente por ter sido safra mais fresca, foi meu vinho favorito do painel 92/100
3) Nobile Salcheto 1999 – Granada intenso, halo de evolução. Bret, couro, gas,  frutas vermelhas maduras com evolução. Na boca, austero, boa acidez,  taninos finos , menos estrutura na boca ,mais delicado , final de boca fresco mesmo tendo sido uma  safra quente . Delicioso 92/100
4) Nobile Salcheto 2000 - Granada ,intenso, halo de evolução. Funghi, couro, frutas vermelhas maduras . Ótima acidez, taninos marcados, corpo médio, quente , final de boca intenso  com frutas maduras e  taninos ainda pegando . Vinho de safra muito quente  88/100
5) Nobile Salcheto 2001 – Rubi, alta concentração, leve halo. Frutas negras maduras tostado, ligeiro couro. Boa acidez, alcoolico, taninos finos, corpo longo, redondo, final de boca com fruta doce . Uma  safra dificil onde os proidutores tiveram que selecionar as melhores uvas, mas escolhidas foram boas 89/100
6) Nobile Salcheto 2002 – Granada, média concentração, halo de evolução intenso.  Frutas negras maduras, herbáceo, couro, e  tostado. Ótima  acidez, taninos  presentes, bom corpo,  final de boca agradavel e gastronômico, e ligeira rusticidade. Uma safra úmida com muita que fez com que muitos nem se atrevessem a produziram  os Nobiles . 88,5/100
7) Nobile Salcheto 2003 - Granada ,média concentração, halo de evolução. Olfativamente mais cansado,  fruta cozida, couro, leve terroso. Boa acidez taninos ainda verdes , alcoolico,  corpo médio para amplo, retrogosto com frutas  cozidas, meio flat sem muitos atrativos  87/100
8) Nobile Salcheto 2004 – Granada,concentrado, halo de evolução.Olfativamente herbáceo, fruta vermelha madura, picante, terroso. Ótima acidez, taninos intensos , corpo médio, final de boca frutado, fresco e tânico. Por ser uma safra  normal para a região esperava um vinho mais  elegânte. 88,5/100
9) Nobile Salcheto 2005 – Rubi indo para granada, mais ralo, halo de evolução. Nariz intenso , frutas vermelhas maduras, herbáceo, terroso,e couro. Boca ainda rascante, corpo médio, retrogosto frutado, acidez ok , final de boca bem rustico. Outra safra ok mas vinho sem grandes destaque  88/100
10) Nobile Salcheto 2005 ( Magnum)   - Rubi indo para granada ralo, leve halo.  Nariz fechado, couro,  frutas maduras ,com toques de violetas . Boa acidez, taninos ainda verdes,  corpo médio , final fresco e frutado. Mesma safra que o anterior mas pareceu mais limpo e equilibrado pois perdeu a rusticidade 89/100
11) Nobile Salcheto 2008 - Granada ,ralo, halo de evolução. Frutas vermelhas  maduras, herbáceo, leve tostado. Boa acidez,  ponta de álcool,  suculento, corpo médio , retrogosto frutado com ligeirar adstringência .  Uma  safra que muitos comparam a de 1998 nem quente nem fria, deve melhorar com mais uns  2 anos de garrafa. 89/100
12) Nobile Salcheto 2009 – Granada, ralo, halo de evolução. Floral , frutas vermelhas maduras, tostado e terroso. Ótima acidez, taninos verdes , corpo médio ,suculento , ligeiro amargor. Uma  safra quente  mas nem tanto gerando  vinhos leve e macios 88/100
13) Nobile Salcheto 2010 - Rubi indo para granada, leve halo.  Frutas negras frescas, herbáceo, violetas e certa mineralidade. Boa acidez, ponta de álcool,  taninos finos presentes , corpo médio,  final de boca frutado , com bom equuilibrio.. Mesmo jóvem  este vinho agradou bastante , promete, safra considerada perfeita  na região. 89,5/100
14) Nobile Salcheto 2011 – Rubi, média concentração sem halo.  Fruta negra confitada tostado. Na boca,  boa acidez, fresco, agradavel, taninos presentes mas finos ,corpo médio retrogosto frutado,  promete . Uma safra quente mas para mim o vinho estava perfeito, só pedindo tempo de guarda em garrafa 90/100
15) Nobile Salcheto 2012  Rubi, ralo, sem halo. Olfativamente com frutas negras maduras, menta, violetas e ponta salgada,  mineral. Boa acidez, taninos  presentes , corpo médio, retrogosto frutado , agradavel  .  Mais uma safra quente mas menos que o ano de 2011 foi considerada safra 5 estrelas . 89/100
16) Nobile Salcheto 2013   Rubi, média concentração, sem halo. Frutas negras frescas, menta, mineral , e salgado . Na boca, alta acidez ,taninos verdes, corpo médio, retrogosto frutado e tânico  . Uma safra onde as uvas maturaram menos que a média  gerando vinhos mais tânicos .  88/100

17) Nobile Salcheto 2014 Rubi ,média concentração, sem halo. Fruta azeda ,menta, mineral Boa acidez, taninos verdes,corpo médio , retrogosto frutado e tanico ainda cheio de arestas .   Safra  modesta marcada pelas  frutas. 87/100
18) Nobile Salco 2006 - Rubi indo para granada. Fruta negra madura , herbáceo ,violetas,  tostado, e tabaco. Ótima acidez, tanino presente, corpo intenso, retrogosto frutado, redondo sedoso ,pronto para beber 90/100
19) Nobile Salco 2007 Rubi indo para granada brilhante, halo de evolução. Olfativamente trazendo frutas negras primarias, tabaco, tostado,  terroso, e ponta de alcaçuz. Na boca  sedoso, boa acidez , ainda quente,  taninos presentes , corpo intenso, final  de boca  frutado e seco. 89/100

Particularmente nunca havia tomado os vinhos deste produtor,e muito me impressionou a capacidade de guarda dos mesmos ,ainda mais pelo fato de não conterem sulfitos. Destaque para os vinhos mais maduros que agora estão entre 15 e 20 anos de guarda , que considero ser o timing ideal para estes vinhos toscanos de primeira linha como Nobile, Brunello , Chianti Classicos Riserva e Supertoscanos.  Certamente a partir de agora a Salcheto fará parte dos vinhos de  minha adega, por falar nisto já tenho meu primeiro exemplar  um 2011 para ser tomado daqui uns 10 anos .


Salchetto – Site : www.salcheto.it

9 de fev. de 2016

Pois Pois 5 Final - Vinhos Verdes


Foi por causa desta região que muitos de nós passaram a conhecer os vinhos portuguêses ainda na época onde as importações de vinho eram difíceis  por estas bandas . Quem não lembra dos famosos Casal Garcia, Gatão, Casal Mendes , Calamares, Magriço que eram comemorados nas mesas dos portugûeses que aqui viviam e brasileiros que davam seus primeiros passos no mundo dos vinhos europeus , dentre eles eu. Localizada no norte de Portugal na fronteira com a Espanha , onde encontramos  Melgaço e Monção ,  a oeste onde é banhado pelo oceano Atlântico até perto da cidade do Porto, e ao centro em volta do rio Minho que banha seu lindo vale. A denominação é dividida em 9 sub regiões ( Monção, Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Baião, Paiva e Amarante, seu clima é predominantemente úmido, com  solos  quase totalmente graníticos . As principais castas brancas são a complexa Alvarinho, a Arinto, Avesso, Azal, Loureuro, e Trajadura. Entre as tintas, a maioria ainda pouco conhecidas:  Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro, Pedral, Rabo de Anho, e Vinhão.  Para aqueles que só tomaram os rotulos acima citados, que eram marcados pelos aromas perfumados, pela levesa, frescor, certa agulha, certamente se surpreenderão com a complexidade e qualidade dos atuais Alvarinhos, Loureiros, e Arintos, para mim uma das 5 melhores origens ede vinhos brancos do planeta. Foi nesta região tivemos duas visitas:

Quinta da Lixa de propriedade da famila Meireles , moderna extremamente bem administrada, preocupada com o meio ambiênte e com extremo cuidado com todos os detalhes que fazem parte do processo produtivo ,desde os tratos culturais à embalagem final de seus produtos, e com a grande vantagem , expressa em sua Missão, de comercializar os vinhos, de uma forma COMPETITIVA.
Foi no moderno Hotel Monverde no qual nos hospedamos, uma das propriedades  desta vinicola  que tivemos uma intensa prova  de sua linha de vinhos, muito bem conduzida pelo enólogo da casa o competente e didático Carlos Teixeira, e que já aproveito para recomendar para aqueles que decidirem visitar a região.  Meus favoritos: Quinta da Lixa Branco um corte com Loureiro 45% Trajadura 40%  e Alvarinho 15%  , e Quinta da Lixa Loureiro 2015 ambos ao custo de 5 Euros.

Sera que o Hobbyt morava por aqui ?
No dia seguinte nossa última parada e desta vez na estupenda sede da Quinta da Aveleda que pertence a famila Guedes desde 1870 e que mereceu  atenta e minuciosa visita guiada pelo gestor de clientes Francisco Guerreiro, que calmamente nos contava as inúmeras  historias que o local carrega consigo. Como a Janela Manuelina do séc. XVI: onde, segundo a história, D. João IV terá sido aclamado Rei de Portugal, mais tarde, oferecida a Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, que a transportou para os jardins da Quinta da Aveleda. Outras construções  visitadas, foram as casinhas que eu apelidei de Casinhas do Hobbyt, e  uma torre marcada pelo simbolismo, a Torre das Cabras contando com três andares para albergar cabras anãs. Estas cabras são símbolo de fertilidade e abundância, que a famila sempre quiz preservar.
  De seu exemplares  degustados  me agradaram muito o Aveleda Branco 2014, um corte de Loureiro 80% e Alvarinho 20%  com 11,5% de alcool , e como nao podia ser diferente do delicioso Follies Touriga Nacional 2011 .


E foi assim com muito frescor,  histórias e descontração que esta viagém se encerrou. Meus agradecimentos  a Vini Portugal pelo gentil convite, a Sônia pela paciência e um até breve afinalPortugal merece ainda mais visitas  Pois Pois .

7 de fev. de 2016

Pois Pois “4” a Riqueza do Douro


Quando voce fala em vinhos portuguêses hoje em dia o Douro brilha e reluz, seus vinhos estruturados enchem a boca dos consumidores que os  colocam junto a orígens como Bordeaux, Brunello di Montalcino, Ribera del Duero , Maipo, e Napa Valley. Seus potentes vinhos foram responsáveis por uma verdadeira revolução no mundo vitivinícola português e hoje são campeões em prêmios e ainda mantendo uma  boa relação de custo benefício quando comparados com algumas   das orígens citadas. Além de grandes vinhos a região é reconhecida como tendo as mais belas paiságens vinicolas do mundo, especialmente as quintas que margeiam o Rio Douro, e foi nesta pujante mas ainda bucolica região que completamos a 4ª etapa de nossa viagem pelas terras de Camões. O Douro  está localizado no nordeste de Portugal na bacia hodrogáfica  do rio que  lhe dá o nome e circundado  por montanhas que tornam seus diversos terroir um pote de riquesas devido seus diferentes tipos de solo, altitude e exposição solar. É dividido em 3 sub regiões:  Baixo Corgo região mais fria que tem impacto do oceano Atlântico e por tanto ser responsável pela produção de vinhos de estilo mais leve e fino, Cima Corgo a maior da 3 sub regiões tem a cidade de Pinhão como centro , não sofre interferência dos ventos oceânicos deviado a proteção da montanhas que a circundam, seus vinhos são mais estruturados e intensos, e finalmente o Douro superior localizado a leste junto a fronteira com a Espanha e que tem o clima mais quente e a menor precipitação de chuva dentre as sub regiões sendo responsável por alguns vinhos muito estruturado e quentes . As variedades tintas mais populares da região são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Roriz, entre as brancas destacam –se a Malvasia Fina, Gouveio, Viosinho, Códega e Malvasia Rei. Durante nossa passagem por estas paragens  tivemos a oportunidade de visitar 4 produtores : Quinta do Crasto,Quinta dos Avidagos, Quinta da Gaivosa, e Quinta Santa Eufêmia , vamos a alguns  detalhes que marcaram cada uma delas:  
Tudo iniciou na Quinta do Crasto, definitivamente a vista mais bonita entre os produtores do Douro, lá fomos recebidos pelo enólogo Manuel LoboVasconcellos que nos serviu 7 de seus vinhos onde o maior destaque ficou para o Quinta do Crasto Tinta Roriz 2013 com 14,5% de álcool dos quais sao produzidas apenas 4.800 garrafas . Vino ainda jovem mas com muitas camadas aromáticas  e uma boca gorda , exuberante e gastronômico , ao custo de  40 Euros.  


Próxima parada , Quinta dos Avidagos, onde pousamos. De propriedade da família Nunes de Matos a emprêsa tem quatro quintas sendo a mais antiga adquirida em 1685. Por muitos anos produziram apenas vinhos do porto, mas desde  2001 decidiram elaborar vinhos tranquilos com responsabilidade enolôgica do badalado  Ruy  Cunha . Seus vinhos são marcados pelo estilo estruturado que tanto divulgou a região no mundo, entretanto meu favorito foi o Branco 2014, um corte de Malvasia fina, Gouveio, Arinto e Viozinho que esbanjou mineralidade e frescor . Devo destacar a hospitalidade  do casal, com quem tivemos um delicioso jantar além da beleza da casa pricipal de sua velha quinta totalmente reformada para receber os turistas que os visitam, certamente uma parada obrigatoria para os arquitetos amantes de vinhos . 


A seguir, pelo menos para mim, a esperada visita a Quinta da Gaivosa, um de meus produtores favoritos do Douro, onde  fomos  atendidos pelo dinâmico e generoso Domingos Alves de Souza que já nos esperava sob a chuva que caia no dia da visita.” Vocês querem conhecer a Quinta” foi sua primeira pergunta após nos receber com um caloroso abraço. A resposta foi um sim “preocupado” pois conhecia a quinta de fotos  e por saber ser bem ingreme,” vamos de Jeep” diz ele descontraido , quando vimos  o” Jeep” ficamos  um pouco mais preocupados pois era uma BMW X5 , ai  imaginei se ele ia realmente entrar nas estreitas trilhas da quinta. Pois foi !! com direito a curvas feitas com interminaveis idas e voltas , paradas para fotos, definitivamente momentos emocionantes e inesquecíveis.
 Na volta visita a sua linda e nova adega, e a seguir  degustação onde ele fez questão de servir sua linha inteira  de onde destaco pelo menos 3 vinhos maravilhosos: O primeiro foi  o Personal Alves de Souza 2006 Branco elaborado com 10 castas autoctones provenientes de vinhas velhas , vinificadas no processo dos hoje “suoer In” Vinhos  Laranjas, ou Âmbar , um vinhos marcado pelo aroma oxidativo de grande frescor e estrutura , como ainda não está no Brasil me senti obrigado a trazer uma garrafa desta jóia para dividir com os amigos, o segundo vinho não poderia deixar de ser o tradicional Quinta da Gaivosa que nos foi servido em sua safra 2009 como sempre um exemplo de equilibrio e complexidade e elegância, finalment o Abandonado  da Safra 2011, um vinho aveludado, rico , com tremendo potencial de guarda. Para finalizar a visita um almoço em familha comandado por dona Lucinda esposa  e que contou com a presença da Mariana filha, e Pedro genro. Uma visita inesquecível que espero poder repetir sempre que for para o Douro. Meus agradecimentos caro Domingos.

Finalizando nossa estada no Douro fomos conhecer a Quinta Santa Eufêmia vinícola  fundada em 1864 em local repleto de marcas da história  como o o marco pombalino de numero 27 de 1756 , um dos muitos implantados pelo Marques de Pombal para demarcar  a região, a capela farol que ajudava os navegantes do Douro da época, e até mesmo o lagar de granito de propriedade da vinícola e que está em uso até hoje para a pisa das uvas .   Esta vinícola posue 45 hectares de vinhedos que produzem  anualmente entre 80 a 120 mil garrafas de Porto e  120mil garrafas de vinhos tranquilos. Gostei muito de seus vinhos tranquilos mas foram os portos que me fizeram colocar a mão no bolso e compra 3 deles para minha adega: um fresco Porto White 10 anos por  12 euros, um delicioso Tawny 20 anos por  25 Euros , e alucinante Tawny 30 anos por 56  Euros.
Manuel e os vinhos da Quinta do Crasto

Vinhos da Quinta dos Avidagos

O Personal Alves de Souza
Porto Colheita 2004 da Santa Eufêmia 


Após este longo e delicioso dia, só mesmo um  descansinho na van rumo a região dos  Vinhos Verdes nossa próxima parada . Até 

3 de mar. de 2013

Clos Sainte Hune - Um verdadeiro Riesling Bone Dry

Hubert Trimbach e Walter Tommasi

Trimbach Clos Sainte Hune Riesling 2007 13% de álcool


Anteontem tive o imenso prazer de visitar  a Maison Trimbach e ser recebido pelo simpaticíssimo Hubert Trimbach para uma degustação de sua linha inteira de vinhos . Começamos pelos mais básicos da casa , passamos para os Reservas e dai para a linha TOP onde o grande destaque foi realmente o Clos Sainte Hune   elaborado com uvas do vinhedo de Rosacker com 1,6 hectares , e plantas com idade acima de 50 anos pertencentes à família a mais de 200 anos. Produção anual 8 mil garrafas. Provei este jovem promissor logo após duas safras do Trinbach Riesling Cuvée Frederic Emile um de 2007 e outro de 2006 onde para mim o primeiro foi bem superior ao segundo pela extrema elegância e mineralidade , mas vamos falar desta maravilha que particularmente considero entre os 2 melhores Riesling produzidos na Alsácia. Dourado bem ralinho e brilhante. Olfativamente profundo com muita mineralidade e já com os aromas de petrolato que só surgem depois de pelo menos 4/5 anos de garrafa, pedra de isqueiro, e lá no fundo uma ligeira camada de fruta lembrando pessego branco. Na boca extremamente prazeroso e elegante, acidez cortante, estruturado, final de boca longo com muita meneralidade, extremamente refrescante como um banho de agua fria depois de uma sauna.Fantástico.  On my cellar now.

28 de fev. de 2013

Anteprima Chianti Classico day 2



Pela correria das viagens durante os anteprimas toscanos acabei não publicando meus favoritos do segundo dia de degustação das provas do Chianti Classico realizadas em Firenze. Tivemos das 9,30  até as 14 horas para provar os vinhos incluindo uma curta parada pala almoço e dentro deste tempo inda consegui degustar 60 vinhos que somados aos 90 do primeiro dia fecham 150 exemplares . Vamos aos meus favoritos deste segundo dia :

 

CHIANTI CLASSICO RISERVA

 

- Fattoria di Vegi Silvio Chiostri 2006 ( 92% Sangiovese 3% Colorino 3% Ciliegiolo 2% Canaiolo) 14 mil garrafas produzidas por ano - 13,5% de álcool – Castellina in Chianti – Nota 91 /100

 

- Fattoria Le Fonti 2010 - (100% Sangiovese - 6 mil garrafas produzidas por ano -13,5%  - Amostra de Botte sem álcool  declarado – Poggibonsi – Nota 91 /100

 

- Agricoltori del Chianti Geografico Montegiachi 2010  (95% Sangiovese 5% Colorino) 26 mil garrafas produzidas por ano -13,5%  da álcool - Gaiola in Chianti – Nota 90 /100

 

- Monterotondo Seretina 2010 ( 95% Sangiovese 5% Malvasia Nera) 2 mil garrafas produzidas por ano -14%  da álcool – Gaiola in Chianti – Nota 90 /100

 

- Colle Bereto 2010 (100% Sangiovese) 20 mil garrafas produzidas por ano -14 %  da álcool - Radda in Chianti – Nota 90

 

- Vignavecchia Vigneto Odoardo Beccari 2009 - (90% Sangiovese 10% Canaiolo) 11 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  da álcool – Greve in Chianti – Nota 90/100

 

- Vigna Montepaldi Tagliafune 2009 - (90% Sangiovese 10% Merlot) 40 mil garrafas produzidas por ano -14 %  da álcool – San Casciano in Val di Pesa – Nota 90/100

 

CHIANTI CLASSICO

 

- Colle Bereto 2010 – (97% Sangiovese 3 Colorino) 20 mil garrafas produzidas por ano - 13,5 %  de álcool – Radda in Chianti – Nota 91/100

 

- I Fabri Lamole 2010 - (100% Sangiovese) 8 mil garrafas produzidas por ano -13 %  de álcool – Greve in Chianti – Nota 91/100

 

- Le Cinciole 2010 - (100% Sangiovese) 30 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  de álcool – Panzano in Chianti – Nota 91/100

 

- Castello di Cacchiano 2008 - (95% Sangiovese 5% Canaiolo Malvasia Nera e Colorino) 40 mil garrafas produzidas por ano -14,5 %  de álcool – Monti in Chianti – Nota 91/100

 

- Castel  Ruggero 2010 – (100% Sangiovese) 10 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  de álcool – Antela – Nota 90/100

 

- I Fabbri  2010 (95% Sangiovese 5% Canaiolo) 12 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  de álcool – Greve in Chianti – Nota 90/100

 

- Il Barletaio 2010 - (100% Sangiovese) 6 mil garrafas produzidas por ano -14 %  de álcool – Radda in Chianti – Nota 90/100

 

- Canonica a Cerreto 2009 - (90% Sangiovese 10% Merlot) 100 mil garrafas produzidas por ano -14 %  de álcool – Castelnuovo Berardenga – Nota 90/100

 

- Castello D’Albola 2009 Le Ellere (100% Sangiovese) 30 mil garrafas produzidas por ano -13 %  de álcool – Radda in Chianti – Nota 90/100

 

- Castello di Starda Malaspina 2008  (95% Sangiovese 5% Merlot) 24 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  de álcool – Gaiola in Chianti – Nota 90/100

 

- Castelli di Grevepesa Clemente VII 2010  (100% Sangiovese) 250 mil garrafas produzidas por ano -14 %  de álcool – San Casciano in Val di Pesa – Nota 89/100

 

- Castello della Peneretta 2010 - (85% Sangiovese 10% Canaiolo 5% Colorino) 65 mil garrafas produzidas por ano -13,5 %  de álcool – Barberino Val d’Elsa – Nota 89/100

 

- Fietri 2008 - 85% (90% Sangiovese 5% Merlot 5% Alicante Bouchet) 1 mil garrafas produzidas por ano -14,5 %  de álcool – Gaiole in Chianti – Nota 89/100

 

- Podere Il Pallazzino Argenina 2008(95% Sangiovese 5% outros vinhedos) 25 mil garrafas produzidas por ano -14 %  de álcool – Monti in Chianti – Nota 89/100

19 de fev. de 2013

Os melhores do primeiro dia do Anteprima do Chianti Classico



Hoje foi o primeiro dia de um dos anteprimas que participarei neste ano, o Chianti Classico Collection 2013, como sempre realizado na cidade de Firenze na antiga estação Leopolda. É um evento muito bem organizado conjuntamente pelos Consórcios do Chianti Classico, Nobile di Montepulciano e Brunello di Montalcino. 

O evento recebe mais de 200 jornalistas  do mundo inteiro representando por volta de 30 países que são convidados pela organização, esses se juntam aos jornalistas italianos para a prova dos lançamentos de cada região acima mencionada. No caso do Chianti Clássico este ano serão por volta de 500 rótulos dos 365 engarrafadores que fazem parte do consórcio. Neste primeiro dia na parte da manhã entre os Chianti Classicos e os Chianti Classicos Riserva degustei 90 rótulos dos quais  citarei abaixo aqueles que mais me agradaram. Alem do tasting matinal a tarde foi dedicada a visitar os stands dos produtores onde alem dos Chianti os mesmos puderam  também apresentar seus IGTs . Vamos então aos meus vinhos favoritos de hoje :

CHIANTI RISERVA
Mannucci Droandi Ceppeto Riserva


Mannucci Droandi Ceppeto Riserva 2008 ( 90% Sangiovese 10% Merlot) 7mil garrafas produzidas por ano -  14,5% de álcool – Mercatale Valdarno - Nota 92/100

Poggerino Riserva Buggialla 2008 ( 100% Sangiovese)  6,5 mil garrafas produzidas por ano -  14,5% de álcool – Radda in Chianti -  Nota 92/100

Renzo Marinai Riserva 2008 ( 90% Sangiovese 10% Cabernet Sauvignon) 10 mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool – Panzano in Chianti - Nota 92/100

Il Molino di Grace Il Margone 2007 ( 100% Sangiovese) 5 mil garrafas produzidas por ano -  14% de álcool – Panzano in Chianti - Nota 91/100

Riserva Brancaia 2010 (80% Sangiovese 20% Merlot) 50 mil garrafas produzidas por ano -  14,5% de álcool - - Radda in Chianti - Nota  91/100

Riserva Castellare di Castellina 010 (97% Sangiovese 5% Canaiolo) 15mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool – Castellina in Chianti - Nota 91/100

CHIANTI CLASSICO
Isole Olena 

Chianti Classico DOCG Isole e Olena 2011 (80% Sangiovese, 15% Canaiolo, 5% Syrah) 120 mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool - Barberino Val d'Elsa – Nota 91/100

Il Molino di Grace 2009 – ( 100% Sangiovese) 60 mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool – Panzano in Chianti - Nota 90/100

Castello di Volpaia 2011 (90% Sangiovese 5% Merlot, 5% Syrah) 120 mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool – Radda in Chianti - Nota 90/100

Castello di Monastero  Chianti Classico DOCG 2011- (85% Sangiovese, 8% Cabernet Sauvignon, 7% Merlot) – 50 mil garrafas produzidas por ano - 13,5% de álcool - Radda in Chianti – Nota 90/100

Chianti Classico DOCG  Rocca di Montegrossi 2011 (90% Sangiovese, 5% Colorino, 5% Canaiolo) -50 mil garrafas produzidas por ano -  13,5% de álcool - Gaiole in Chianti Nota 90/100

Chianti Classico DOCG Albore 2011 (90% Sangiovese, 10% Cabernet Sauvignon) 10 mil garrafas produzidas por ano -  14% de álcool - San Casciano in Val di Pesa – Nota 90/100

Carpineto Chianti Classico DOCG 2011 – (80% Sangiovese, 20% Canaiolo ) – 120 mil garrafas produzidas por ano 13% de álcool - Greve in Chianti – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Castellare  2011 - ( 95% Sangiovese, 5% Canaiolo) - 115.000 mil garrafas produzidas por ano 13,5% de álcool - Castellina in Chianti – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Casuccio Tarletti 2011 – (100% Sangiovese) 3mil  garrafas produzidas por ano , amostra de botte sem alcool informado- Castelnuovo Berardenga – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Fattoria Le Fonti                2011 (100% Sangiovese) 80mil  garrafas produzidas por ano, amostra de botte sem alcool informado - Poggibonsi – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Viticcio   2011 (95% Sangiovese, 5% Merlot) – 120 mil  garrafas produzidas por ano, amostra de botte sem alcool informado -  Greve in Chianti – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Monteraponi 2011 (97% Sangiovese, 3% Canaiolo) - 35 mil  garrafas produzidas por ano, amostra de botte sem alcool informado - Radda in Chianti – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Montesecondo 2011(80% Sangiovese, 15% Canaiolo, 5% Colorino) 9 mil  garrafas produzidas por ano, amostra de botte sem alcool informado - San Casciano in Val di Pesa – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG Podere Castellinuzza 2011 (95% Sangiovese, 5% Canaiolo) - 6 mil  garrafas produzidas por ano -13,5% de álcool - Greve in Chianti – Nota 89/100

Chianti Classico DOCG L'Aura 2011(100% Sangiovese)    30 mil  garrafas produzidas por ano, amostra de botte sem alcool informado - Castellina in Chianti – Nota 89/100