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6 de jul. de 2020

Como ajudar os necessitados tomando vinho



Como jornalista especializado em vinhos, com o passar do tempo acabei fazendo parte de diversas confrarias, uma delas já comemorando 20 anos de existência com reuniões mensais. Com o advento da pandemia nossos encontros presenciais foram colocados em cheque, e tivemos que criar alternativas satisfatórias para dar sequência a nossos deliciosos encontros. A primeira alternativa encontrada foi a de nos reunirmos virtualmente, com cada confrade degustando um vinho escolhido para o tema definido pelo grupo, por exemplo Cabernet Sauvignon do novo mundo, tintos da Espanha, etc. Nesses encontros cada participante degusta o vinho por ele escolhido em sua casa sem declarar o rotulo, dá as suas impressões sobre o mesmo, e os outros confrades tentam descobrir a origem, ou a sub região, a variedade da uva e assim por diante. Claro que não tem o mesmo encanto de uma degustação às cegas com diversos vinhos a serem provados, mas como eu diria, é isso que temos para o momento. Entretanto, mais recentemente, tivemos uma ideia mais participativa: comprar pequenas garrafas de 100 ml e um “confrade organizador” compra os vinhos ou centraliza o recebimento dos exemplares enviados pelos outros participantes, enchendo as garrafinhas, numerando-as, e finalmente enviando as mesmas a cada membro do grupo. Com isto voltamos a fazer nossas reuniões com os vinhos servidos às cegas, para serem discutidos por cada um de nós durante a reunião virtual. Certamente um passo à frente. Claro que nossas degustações não ficam apenas na discussão dos vinhos, temos momentos de descontração e momentos de conversas sérias, e em uma delas meu irmão sugeriu fazer uma degustação às cegas para angariar fundos para ajudar pessoas necessitadas. O modelo foi o seguinte: ele escolheu 6 exemplares de vinho de sua adega e os doou para nossa degustação, cada um dos 7 participantes pagou R$ 250 ou mais, sendo os fundos angariados revertidos para uma ONG chamada Arte na Lata.  

Como boas ideias devem ser copiadas, já separei na minha adega 6 exemplares de vinhos nacionais TOP com idade acima de 10 anos. Eles farão parte de nosso próximo encontro, que já está fechado com 7 participantes, e é com alegria que informo que já temos mais um candidato para organizar outra degustação. Viu como é fácil? Aproveito então para sugerir a vocês, amigos do vinho, que se juntem para fazer algo similar ou simplesmente escolham uma entidade para doar um pouco de seu suado dinheiro para alguém que está passando maus momentos. Caso não conheça alguma instituição sugerimos a Arte na Lata, garanto que o organizador  pesquisou muito sobre a entidade antes de escolhe-la como recebedora de nossa colaboração. Conheça um pouco mais sobre eles  https://www.artenalata.org.br

Agora vamos matar a curiosidade citando  vinhos degustados e os resultados:
VINHOS POR ORDEM DE SERVIÇO
1 - Faustino I Gran Reserva 2008 – Rioja
2 - Carmelo Rodero Crianza 2008 – Ribera del Duero
3 - Montal Garnacha  2008 - Tierra de Castilla
4 - Dido La Universal 2008 – Montsant
5 - Dominio de Tares Cepas Viejas 2008 - Bierzo        
6 - Castel dell Remei Oda 2008 – Costers del Segres

RESULTADOS
A classificação média do grupo: 1º lugar o Dominio de Terez, 2º  Dido, 3º  Faustino I, 4º  Carmelo Rodero, 5º  Castel dell  Remei e 6º Montal .

Minha Classificação: 1º Lugar Dido, 2º Dominio Terez, 3º Faustino I, 4º Carmelo Rodero,5º Castel dell Remei, 6º Montal .

Boa semana a todos e por favor se cuidem, ajudem o próximo, mas não deixem de tomar bons vinhos.  

27 de fev. de 2020

Anteprima Nobile di Montepulciano safras 2016 e 2017


Walter Tommasi, Marcelo Copello, e Eduardo Milan 

Quem já esteve em Montepulciano certamente pode confirmar  a presença de vinícolas históricas algumas delas dentro dos muros desta linda cidade, mas pouca gente sabe que seus vinhos já foram a grande referência de vinhos de alta qualidade bem a frente dos hoje badalados, Brunellos , Supertoscanos e até mesmo dos Chianti Clássicos que dia a dia ganham projeção mundial. Antigos documentos de 790 depois de Cristo comprovam a doação de vinhedos para a igreja, e outros de 1350 estabelecem as cláusulas de comércio de vinhos de Montepulciano. Até mesmo Voltaire em seu livro “O Candido” menciona a comida da Lombardia e os vinhos de Montepulciano. A denominação Vino Nobile começa a ser utilizada em 1787, mas sua DOC é somente confirmada em 1966 após a oficialização do Consórcio do Vinho de Montepulciano, e sua DOCG chega em 1980. 

Esta matéria será o início de uma série de postagens sobre os principais Players desta região toscana, mas para tanto vamos iniciar conhecendo alguns números importantes:
Área Total 16,5 mil hectares sendo 1,4 mil hectares plantados com vinhedos.
Produção  de vinhos DOCG (Vino Nobile) em 2019 - 6.220.783 garrafas.
Produção  de vinhos DOC (Rosso) em 2019 -2.660.862 garrafas
Número de produtores – 78 sendo todos membros do Consórcio

Nas Anteprimas deste ano a maioria dos produtores apresentaram seus Nobiles e Selezione de 2017, e os Riserva de 2016. A safra 2017 mesmo tendo 5 estrelas pelo Consórcio, foi um ano muito difícil com perdas de produção ficando entre 30 e 45 % dependendo da localidade. Os bagos de uva foram menores do que a média trazendo uma relação de casca e polpa mais intensa para a casca o que gerou vinhos mais tânicos, por outro lado o teor de açúcar foi médio para médio alto que levou a elaboração de vinhos de corpo médio. Ofativamente apresentaram uma predominância frutada onde a maturidade excessiva foi destaque. Provei 30 vinhos desta safra e devo dizer que não entendi as 5 estrelas dadas a ela. A maioria dos vinhos por mim provados apresentou aromas de frutas vermelhas maduras quase cozidas. Na boca acidez menor do que esperada, taninos muito intensos e secos e corpo médio. Por outro lada a safra de 2016 que recebeu 4 estrelas do consórcio foi  de um ano difícil, caracterizado por estresse hídrico e térmico limitado (para os experts locais lembrou a safra de 2013), propícia à produção de vinhos qualidade, mas que exigiu um gerenciamento cuidadoso da colheita  e da classificação rigorosa das cachos colhidos. Desta safra provei 17 exemplares do Nobile Riserva que para mim comprovaram a prova do ano passado quando degustei 29 Nobiles que em geral me agradaram mesmo que apresentassem um excesso de taninos e um ligeiro amargor final. Parece que o tempo de guarda em barrica fizeram bem pois arredondaram os vinhos. 

Meus destaques do ano foram:
NOBILE RISERVA 2016: Carpineto, Bindella, Boscarelli, Il Molinaccio La Poiana, Le Bertille, Tenuta Trerosse Simposio, e Icario Vitaroccia. 
NOBILE  e SELEZIONE 2017:  Dei, Boscarelli, Gattavecchi,Poliziano, Valdipiata Tenuta D’Alfiero, e Lunadoro Pagliareto.

No próximo post vamos conhecer um dos principais produtores da região e os comentários dos vinhos dele por mim provados.

26 de abr. de 2019

Serenissima degusta Soave



A Sereníssima foi a primeira confraria de vinhos que tive o prazer de fazer parte e a qual ainda pertenço, ela iniciou suas atividades por volta do ano 2000, e desde lá o grupo se encontra mensalmente sem falhas na casa de um dos confrades ou em restaurante. Por incrível que possa parecer ainda não conseguimos cobrir todas as variedades, e desta vez conseguimos reunir 8 rótulos de Soave. Esta denominação engloba vinhos brancos produzidos na província de Verona na região do Veneto. O vinho é elaborado com a Garganega que deve participar entre 70% e 100%, assim como com a Trebbiano di Soave, Chardonnay, e Pinot Bianco, que em conjunto não podem superar os 30%. Estes vinhos costumam ser marcados por aromas florais, pêssego e frutas secas como amêndoas, na boca não tem acidez elevada, mas tem bom frescor além de serem refinados, e com muita mineralidade. O Soave pode ser encontrado em três categorias: Soave Docg, Soave Docg Classico, e Soave Riserva. Como sempre nossa degustação foi realizada às cegas, vamos conhecer os vinhos provados por ordem de serviço:
Vinho 1 – Corte Giara Allegrini DOC 2017 - Composição: 80% Garganega, 20% Chardonnay- Trazido pelo confrade Miguel Lopes importado no Brasil pela Grand Cru com 12,5 de álcool R$ 90. – Marfim, ralo, brilhante. Cítrico, mineral, leve floral, e pólvora. Boa acidez, corpo médio, final de boca fresco, leve. Vinho básico para o dia a dia – Minha nota 86 – Nota média do grupo 86,7








Vinho 2 – Otto Prá DOC Clássico 2014 - Composição: 100% Garganega - Trazido pelo confrade Paulo Sampaio, importado para o Brasil pela Vin D’Ame com 12,5 de álcool – R$ 159. – Dourado brilhante. Fruta branca de caroço, floral, grafite, mel, defumado, mineral. Na boca, ótima acidez, corpo médio, redondo, final frutado com toque de amêndoa e levedura. Vinho com boa estrutura bem balanceado. – Minha nota 89 – Nota média do grupo 88






Vinho 3 – Sereole Bertani Soave DOC 2017- Composição: 100% Garganega. - Trazido pelo confrade Aguinald Zackia não disponível no Brasil, 13% de álcool – Marfim, ralo, brilhante. Fechado, mineral, cítrico, melão. Boa acidez corpo médio para longo final de boca fresco e mineral. Um vinho de boa estrutura, mas discreto no nariz e na boca.- Minha Nota 88 - Nota do Grupo 87 






Vinho 4 -Calvarino Pieropan DOC Clássico 2008 – Composição 80% Garganega e 20% Trebbiano di Soave, trazido pelo confrade Walter Tommasi não disponível no Brasil, com 12,5 % de álcool. - Complexo, floral, fruta amarela madura com ligeira evolução, cítrico, sottobosco. Na boca sedoso acidez e álcool em perfeita harmonia, corpo médio, final elegante e fino com notas frutadas e amêndoa. Um senhor vinho, maduro, complexo, mostrando todo o potencial da garganega para envelhecer bem. Minha nota 91 – Nota média do grupo 89.





Vinho 5 – San Michele Ca Rugate DOC Clássico 2013 -Composição: 100% Garganega, trazido pelo confrade Fabio Miolo importado no Brasil pela Vin D’Ame com 12,5% de álcool – R$ 129 – Durado brilhante. Cítrico, pimenta branca, floral delicado, camomila e mineral. Vinho com ótimo balanço de boca, corpo médio final frutado com ligeiro dulçor. Tem como ponto alto o equilíbrio de boca. Minha nota 90,5 – Nota média do grupo 88






Vinho 6 – Inama Vin Soave DOC Clássico 2010 - Composição: 100% Garganega, trazido pelo confrade Alessandro Tommasi importado para o Brasil pela Mistral, com 12% de álcool. R$ 185 – Dourado brilhante. Mineral, herbáceo, floral, e nota láctea. Ótima acidez encorpado, longo final de boca frutado com ligeira evolução e manteiga. Vinho mais pesado, mas com ótimo balanço de boca.  Minha nota 91 – Nota média do grupo 87. 






Vinho 7 - Staforte Prá DOC Clássico 2012 - Composição 100% Garganega, trazido pelo confrade Walter Fonseca, importado para o Brasil pela Vin D'Ame com 13% de álcool R$ 279 - Palha intenso com toque verdeal. Compleo, floral, fruta branca madura, pera, pêssego, camomila, mineral e toque de grafite. Na boca, ótima acidez, seco, intenso, corpo médiopara amplo, retrogoso confirmando as frutas brancas e toque lácteo.Um bellíssimo vinho. Minha nota 90 - Nota média do grupo 89,5




Vinho 8 – Adalia Soave Singan 2016 - Composição: 100% Garganega, trazido pelo confrade Beto Acherboim, não disponível no Brasil. Minha nota 87,5- Palha verdeal, brilhante.Limpo, mineral, mexerica, flores brancas. Na boca acidez contida, corpo média, final cítrico. Vinho onde ficou marcada a falta de acidez. – Minha Nota 87 - Nota média do grupo 86








A Classificação final foi a seguinte:
1 lugar Staforte Prá Soave DOC Clássico 2012
2 lugar Calvarino Pieropan Soave DOC Clássico 2008
3 lugar San Michele Ca Rugate Soave DOC Clássico 2013
4 lugar Otto Prá Soave DOC Clássico 2014
5 lugar Inama Vin Soave DOC Clássico 2010
6 lugar Sereole Bertani Soave DOC 2017
7 lugar Corte Giara Allegrini Soave DOC 2017
8 lugar Adalia Soave Singan 2016

Foi um grande prazer receber a Serenissima, agora em meu novo Chateau !!! Agradecimento especial à Liliana que novamente se superou com o prato que compatibilizou com nosso tema. Bacalhau à Zé do Pipo delicioso.
Até o mês que vem

21 de fev. de 2018

Grand Tasting Vernaccia di San Gimignano



Todos os anos durante os Anteprimas Toscanos o Consórcio da Vernaccia de San Gimignano organiza um “blind  tasting” de seus vinhos onde os exemplares locais são comparados com outras origens importantes do mundo. Já participei de degustações históricas como no caso dos Vernaccia versus Gruner Vertliner  assim como de outras origens estrangeiras, mas nunca comparando-os a denominações italianas. Este ano a escolha do coordenador Daniele Cernilli, diretor da Dr Wine, recaiu exatamente sobre vinhos de outras denominações italianas.  Foi uma degustação às cegas muito didática onde ficou mais fácil reconhecer as Vernacccias por sua característica e a consistência em contraste as características bem diferenciadas dos vinhos das outras regiões: Os vinhos foram servidos em pares, sendo um Vernaccia e outro de diferente região da Itália,  e após os jornalistas especializados presentes expressarem sua opinião  Danielle informava os vinhos degustados, fazia comentário técnico do vinho visitante, passando ai a palavra ao produtor local para que este desse detalhes de sua vinícola e do vinho servido . Vamos aos seis desafios:

1-      Grilo Baglio Del Cristo di Campobello 2016 – Sicília X Vernaccia La Lastra Riserva 2015
2-     Vernaccia Teruzzi & Puthod Riserva 2015 X Soave Clássico Pieropan Cavarino 2015 Veneto
3-     Verdicchio Matelica Riserva Mirum La Monacesca 2015 – Marche X Vernaccia Sanice Cesani Riserva 2014
4-     Custoza Superiore Ca Del Magro Monte Del Fra  2015 – Veneto X Vernaccia Il Colombaio  di Santa Chiara 2014
5-     Friulano Mario Schiopetto 2016 –Friuli X Vernaccia Vigna a Solatio Casale Falchini Riseva 2016
6-     Vernaccia Panizzi Riserva 2008 X Greco di Tufo Vitorio di Meo 2007- Campania



Meus destaques entre as Vernaccias para:  Teruzzi & Puthod, Sanice Cesani, Il Colombaio di Santa Chiara, e Panizzi.

Meus destaques entre as outras origens : Friulano Mario Schiopetto, Soave Pieropan, e Verdicchio La Monacesca.

18 de dez. de 2013

A vez dos laranjas do Friuli




Como bom friulano sou apreciador e divulgador dos vinhos produzidos nesta fronteiriça região italiana. Conhecida na era romana como Forum Iulii sempre teve como característica a miscigenação sendo sua população é uma salada mista de italianos, austríacos e eslovenos. No mundo do vinho a região é reconhecida como produtora dos melhores exemplares de vinho branco produzidos na Itália e suas principais uvas sempre foram as autóctonas Ribolla Gialla, Friulano e a Picolit , esta mais utilizada para vinhos passitos para sobremesa. A uns dois meses atrás recebi uma nota do amigo Marcus Morelli  me pedindo algumas dicas de viticultores pois em viagem pela região ele gostaria de aproveitar e conhecer alguns deles. Com muito prazer dei minhas indicações tanto do lado italiano como do lado esloveno. A duas semanas atrás Marcus volta a me contactar com o intuito de nos reunirmos para tomar as preciosidades garimpadas por ele durante a viajem, convite aceito imediatamente. Pois bem ontem a noite a coisa ocorreu, e para a surpresa dos presentes, bem pelo menos a minha, a prova foi focada em vinhos naturebas friulanos, e admito que a partir de ontem fiquei um pouco mais laranja. O Marcus realmente garimpou coisas únicas tanto de produtores conhecidos por aqui como é o caso do Gravner, de figuras únicas como o caso do Radikon e de pequenas boutiques como o Aquila del Torre.  Para completar o painel e nos dar uma referência  do que estamos acostumados a tomar MM também  abriu um Chablis e um Eiswein austríaco . Vamos aos vinhos provados nesta noite natureba que contou com a presença do Marcus , Daniel ,  Oswaldo e Márcia, André, Grenfel , Marcio, e este que vos escreve

Vamos aos vinhos: 

Painel 1 

Picolit Seco Aquila del Torre - Dourado, boa concentração, brilhante. No nariz, pera cozida, mineral, pedra molhada, mexerica, e própolis. Na boca, boa  acidez, toque amanteigado, redondo, bom corpo, retrogosto com pera e ligeiro salgado. Um vinho interessante parece não ter muita acidez, mas esta aparece do nada logo após ser tomado. Foi meu favorito do painel pela unicidade.






Michel Chablis Grand Cru 2010 - Amarelo palha, brilhante. Mineral, cítrico, pimenta branca, ligeiro floral. Ótima acidez, seco, tânico, fresco, balanco de boca perfeito, retrogosto mineral, com toque de maresia. Um Chablis delicioso, refrescante , mas para mim precisando de mais uns 2 anos de garrafa.  Grande vinho








Painel 2 Os Gravner

Gravner Ribolla  Anfora 2004 – Laranja, claro,  brilhante Olfativamente marcado por pêssego, nozes, e toque mineral.  Na boca boa acidez, tânico, corpo médio, redondo, final de boca fresco bem palatavel. Vinho pronto para beber, um pouco mais fácil. 

Gravner Anfora  2005 - Laranja mais escuro, Olfativamente  austero, grapefruit, nozes, grama seca, e mineral. Na boca, alta acidez, tânico, corpo mais intenso, retrogosto com  Grapefruit. Um vinho mais vivo que o anterior. Inicialmente muito nervoso, picante, ganhou muito como tempo em taça . ( meu favorito deste painel) 

Gravner Anfora  2004 -  Laranja, intenso, brilhante. Nariz com grande complexidade, floral,cítrico,  erva doce, pêssego, e gesso. Na boca ótima acidez, mais amigável,  corpo médio, final de boca agradável com cítrico doce lembrando mexerica. Um vinho camaleão que não parava de mudar na taça.  Meu favorito do painel


Painel 3 Radikon – 3 safras elaboradas com o mesmo corte (chardonnay, pinot grigio e sauvignon blanc)

 

Radikon Oslavje Radikon 2004 - Laranja, brilhante No nariz,mexerica, mineral,e ligeira goiaba. Na boca, ótima acidez, corpo médio, retrogosto damasco e toque mineral salino.

 

 

 

 

 

Radikon Oslavje Radikon 2001 - Laranja mais escuro, Floral, mexerica, maçã, mineral, salgadinho. Alta acidez, tânico, vigoroso, encorpado, retrogosto  frutas cítricas mexerica, final de boca muito agradável.


 Radikon Oslavje Radikon 2000 – ( 10 anos em bottes) - Laranja avermelhado, com certa opacidade. Nariz complexo, austero, borracha, gás, grapefruit, damasco seco, e cinzas. Alta acidez, ligeiro tanino, suculento, ótimo balanço de boca, redondo, final de boca com ervas, e amêndoas . Sem notar aromas de madeira para mim ficou a certeza de que descanso em madeira neutra faz um tremendo bem para este vinho. Completamente diferente dos irmãos com 3 anos de madeira , se mostrou mais complexo e austero. WOTN

 

 

 

Painel 4 Picolit Doce 4 safras


Picolit Aquila del Torre 2004 – Laranja indo para âmbar média concentração. Figo seco, melaço, rapadura, damasco, e cítricos doces. Alta acidez, frutado ponta de álcool, retrogostro com  pêssego em calda. Lembra mais um vinho novo mundo mais potente


Picolit Aquila del Torre  2002 - Âmbar esverdeado mais ralo que o 2004 . Delicado , pêssego, mel, ligeiro oxidativo, floral . Na boca, acidez correta, elegante,  redondo, leve tanicidade, corpo médio retrogosto com  pêssego em calda mas menos doce que o anterior, e toque de amêndoa.  WOTN entre os doces


Picolit Aquila del Torre  2008 - Laranja, ralo brilhante. Mineral, figo em calda, ligeira mineralidade, toque citrico. Boa acidez, tânico, corpo médio, retrogosto  frutado novamente lembrando figo.  Ótimo balaço de boca. Meu segundo favorito entre os doces


Picolit Aquila del Torre  2009

Amarelo escuro brilhante. Olfativamente menos rico, herbáceo, pouca fruta, certa mineralidade e ligeira oxidação. Na boca,boa acidez,  pouco corpo, leve,  delicado, retrogosto com toque de madeira  queimada. Bem diferente dos 3 anteriores

 

Eswein Hopler – Pinot Noir 2009 – Áustria – Amarelo escuro com ligeiro reflexo alaranjado, escuro,  brilhante. Olfativamente, arruda,  frutas passas, uva, figo, toque fresco de hortelã. Na boca , ótima acidez, fresco, delicado, corpo médio, retrogosto  frutado com toque de hortelã ,. Vinho delicado bem  fácil de beber .

Um agradecimento especial ao Marcus Moretti por nos viabilizar esta prova tão única e com um grupo tão agradável.

 

10 de dez. de 2013

Os bons vinhos de antigamente ...

Da esquerda para direita: Javera, André, Victor,Cesar, Pailo, Esper, Alessandro e Walter


Sensacional degustação de ontem a noite no Zucco com nossa “Confraria das 2as feiras” Tema: Vinhos fora da curva ( aquele vinho que você tem na adega que tem um certo medo de abrir pela idade), ou aquela procedência única, ou aquele varietal raro, enfim algo esquisito. Foi recomendado aos que se decidiram por vinhos mais velhos que levassem um reserva , afinal a noite era de festa ( foram levados mas não abertos pois os titulares deram conta do recado com galhardia ). OBS: Degustação feita as cegas 

Vamos aos vinhos provados 

1) Guillaume de Vergy Blanc de Blanc Brut –  Espumante de bom custo beneficio – Trazido pelo confrade Jávera

2) Vega Sicilia Único  1990 - Ribera del Duero ,Espanha – Álcool 13,5 % - O melhor vinho da noite,  perfeito balanço de boca exepcional, complexidade olfativa integra. -  Trazido pelo confrade Mauad








3) Châteauneuf-du-Pape Pere Anselme 1985 - Rhone, França - 14% - A surpresa da noite, suculento, elegante e muito vivido com ligeira evolução de frutas muito agradável - Trazido pelo confrade W Tommasi








4) Chateau Figiac 1980 - Bordeaux França  -Álcool ? – Um bebê ! O que foi isso ? Um 1980 com cor rubi. Aromas florais intensos ( rosas, e violetas) , estrebaria, boca fresca e elegante !! Trazido pelo confrade Alessandro 








5) Le Paradis  Malbec 2001- Cahors França - 13,5 % - Um Malbec com acidez, o que mais podemos pedir !!! - Trazido pelo confrade Cesar









6) Montchenot 1978 Gran Reserva  20 anos - Mendoza Argentina  – 12,9% - Um verdadeiro heroi da resistência, já com evolução adiantada, notas de vermute mas com acidez maravilhosa. - Trazido pelo confrade André 








7) Domus Aurea 2007 - Maipo Chile – 15% - Um Arnold Schwarzenegger passeando por uma loja de cristais , belo vinho mas certamente “over ” comparado com os outros do painel. Mas teve qualidades - Trazido pelo confrade Paulo 








8) Emidio Pepe Montepulciano D’abruzzo 2004 - Abruzzo Itália – 13% - Um vinho austero com muitas frutas negras de bosque, floral lembrando violetas, alta acidez, muito fino, e que certamente ainda precisa de um tempinho de garrafa parea atingir seu ápice. Delicia - Trazido pelo confrade Esper






9) 11 Filari Primitivo di Maduria dolce naturale tenuta di San Marzano - Puglia Itália - 13,5% - Um vinho com personalidade própria, longe dos docinhos, alta acidez, tânico, gostaria de prova-lo com doces portugueses . Trazido pelo confrade Esper

Apenas como curiosidade, terminada nossa degustação e ainda sem saber o rotulo de cada um dos vinhos decidimos perguntara a cada confrade seus 3 vinhos favoritos e o resultado final foi o seguinte:
Vega Sicilia Único  1990 – 7 citações
Chateau Figiac 1980 – 5 citações
Châteauneuf-du-Pape Pere Anselme 1985 – 4 citações
Emidio Pepe Montepulciano D’Abruzzo 2004 – 3 citações
Montchenot 1978 Gran Reserva  20 anos – 1 citação
Le Paradis Cahors Malbec 2001 – 1 citação

Vida longa a Confraria das 2as que no ano que vem já decidiu se expandir para 3as, 4as, etc etc etc