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2 de fev. de 2018

O atordoante Champagne Marie Noelle Lerdu Blanc de Noirs


Sou fã assumido de borbulhas ainda mais morando no Brasil com suas altas temperaturas. Entretanto na hora de tomar espumantes sou obrigado a fazer uma separação: uma coisa é tomar estes vinhos refrescantes no dia a dia, e digo que existe uma infinidade de ótimos produtos disponíveis no mercado pra este fim. Outra coisa e a de curtir a complexidade e a maturidade dos grandes Champagnes, alguns Franciacortas, Trentinos e outros restritos exemplares.  No final de 2017 reunimos nossa Confraria dos Vinhos Naturebas para nossa última degustação do ano. Conversando com um dos participantes perguntei se por ventura ele já havia provado os Champagne de Marie Noelle, e em resposta recebi um sorriso e um brilho nos olhos. Não só tomei como recentemente tive o prazer visitar esta produtora foi a resposta. Mas melhor ainda foi a pergunta que veio a seguir  “quer que eu traga o champa dela para nossa degustação? “. No dia de nosso encontro seis espumantes naturais devidamente embrulhados em papel alumínio, muita descontração, e começa o espetáculo: Os dois primeiros são servidos já tirando suspiros dos presentes, mas ai chega o terceiro espumante e silencio se faz à mesa, seguido de uma série de comentários como: o que foi isso? Que maravilha. Esta só pode ser um champa etc etc etc. Segue o jogo e os outros espumantes são servidos, mas na verdade o jogo já tinha acabado. No Striptease das garrafas a verdade vem à tona o monstro da noite  aparece, o Marie-Noelle trazido pelo confrade Ibrahim a quem todos agradecem a generosidade. Para mim um dos três melhores vinhos por mim  tomados em 2017. Abaixo a relação dos espumantes apenas para matar a curiosidade de quem tenha  interesse  em saber os coadjuvantes.

1 - Nedjma Le Raisin et L’Ange 2015, Gilles et Antonin Azzoni, 13%, Ardeche Vin de France, 65% Viognier 35% Sauvignon Blanc
2 - Agrapart 7 Crus Brut, Agrapart, 12%, Champagne
3 - Cuvée du Goulte Grand Cru 2010, Marie-Noelle Ledru 12%, Blanc de Noirs, Ambonnay
4 - Vouvray Brut Biologique, Domaine VIgneau Chevreau 11,5%
5 - Musso de Casarojo Brut, Casa Rojo 11,5%, Cava, Macabeo 
6 - L’Art des Loups 2010, Domaine de Nerleux 13%, Cremant de Loire, Chenin/Chardonnay 


Alguma informações que talvez possam ajudar a entender o porquê do encantamento do grupo por este champagne

     - Ambonnay é território de verdadeiros ícones como: Krug,  Egly-Ouriet, e  outros como Benoit Marguet, Paul Déthune, e  Eric Rodez.  
         -  Marrie possui 2,5 hectares de vinhedos sendo 2 de Pinot Noir e meio de Chardonnay.os vinhedos são orgânicos e o processo de produção não tem manipulação.
       - Marrie praticamente faz tudo sozinha, estando presente em todos os processos de produção, desde os tratos culturais dos parreirais ao processo de produção contando com a ajuda de reduzido time de auxiliares quando necessário.
     -  Produz pequenas quantidades marcadas pela alta qualidade e não pretende aumentar a produção nem mesmo os canais de distribuição.

Dica: Se você achar alguma garrafa dela em alguma de suas viagens ao exterior não vacile, compre e depois de tomar pode me agradecer há há há

Saúde e um ótimo 2018


7 de out. de 2014

Françoise Gay et Filles Beaune 1er Cru “Les Teurons” Viellies Vignes 2009


Françoise Gay et Filles Beaune 1er Cru “Les Teurons” Viellies Vignes 2009 – 13% de álcool -Produtor mais focado no Mercado interno possui 7 hectares em Chorey-les-Beaune Um passeio de cavalo pelo bosque comendo cereja madura. Aromas de sottobosco, frutas com ligeira evolução, e couro . Na boca aveludado, redondo com taninos empoeirados ainda presentes, mais uma garrafa que foi mais rápido do que devia acompanhou beef bouguignon .

25 de abr. de 2014

Moulin-à-Vent des Hospices de Romanèche-Thorins

A semana foi bastante intensa por conta da Expovinis onde tive a oportunidade de provar alguns vinhos surpeendentes, entre eles um Cru de Beaijolais meio fora do padrão, mas que me agradou muito:
Moulin-à-Vent des Hospices de Romanèche-Thorins  2010 com 12,5% de álcool

Vinho curioso que não sofreu  maceração carbônica, comum aos Beajujolais e passou por estagio em barricas, o que também não muito comum para estes vinhos. Visualmente rubi, ralo, sem halo de evolução. No nariz me lembrou  um Pinot Noir com muita frutas negras maduras, morango, couro e sottobosco. Na boca ótima acidez, taninos sedosos, corpo médio , final longo e retrogosto confimando o nariz  mas trazendo uma  ponta de alcaçuz. Enfim um Bom "Pinot Noir" da Borgonha elaborado com outra uva a delicada Gammay . Vale a pena provar 

11 de jun. de 2012

Clos de Vougeot 1998 Domaine Mugneret- Gilbourg


Clos de Vougeot 1998 Domaine Mugneret- Gilbourg Vosne Romanée - 13% de álcool. Tradicional produtor da área de Vosne Romanée, em atividade desde 1933, e que após a morte de Georges passou a ser  gerenciado por Jacqueline (esposa), e posteriormente pelas filhas  Marie Christine e Marie Andrée – Rubi indo para granada, ralo, complexo, frutas negras maduras, cereja no licor, couro, especiarias, e leve mineral. Na boca acidez correta, trazendo muito frescor, taninos finos, corpo médio, elegante, final de boca ainda austero com predominância de frutas negras e tabaco. Vinho já maduro que amaciou quase totalmente a tanicidade e voluptuosidade caracteristica dos Vosnee Romanée. DeliciosoNota 93/100

7 de jun. de 2012

Michel Gros Grand Maupertuis Grand Cru Vosne Romanée



Clos de Vougeot 2000 Domaine Michel Gros Grand Maupertuis Grand Cru Vosne Romanée 13% de álcool. Tradicional produtor da área de Vosne Romanée , já em sua 6a geração – Granada de média concentração, complexo, ameixa preta, couro,pimenta e toque terroso. Na boca acidez não pronunciada, taninos doçes,corpo médio, muito sedoso, final de boca com ligeiro floral. Vinho pronto, delicioso, mas se tivesse um pouco mais de acidez seria quase perfeito. Nota 93/100