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26 de ago. de 2020

Lyrica Rosé, um espumante que promete muito

 


A Decanter organizou em na semana passada uma degustação virtual para o lançamento do novo espumante da Vinícola Hermann o Lyrica Brut Rosé. A prova foi conduzida pelo sommelier Tiago Locatelli, e teve a participação do querido Adolar e do Livio Hermann que nos forneceram muitas informações sobre o seu projeto de produção. O novo espumante é elaborado com uvas da região de Pinheiro Machado, um antigo projeto de Dorina Lindemann, que tinha como objetivo a produção de mudas especialmente de castas portuguesas em terras brasileiras, implantado no ano de 2000 em 100 hectares das quais 22 plantadas com videiras. Com a morte do marido de Dorina a área foi colocada à venda e Adolar decidiu adquirir e revitaliza a mesma, que hoje conta com as seguintes variedades plantadas: Chardonnay, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Alvarinho, Cabernet Franc, Syrah, Merlot, Touriga Nacional e Aragones. O Lyrica Rosé se junta ao Lyrica Crua, e a Lyrica Brut, mas os Hermann já prometem mais uma novidade em breve, um espumante de alta gama, vamos aguardar. Na prova do espumante me encantou seu contraponto olfativo que por um lado traz o dulçor da fruta vermelha madura, como  morango e a cereja azeda, e de outro o delicioso amargor da amêndoa o que o deixa muito balanceado, sem ter o muitas vezes comum enjoativo excesso de fruta. Na boca corretíssimo, acidez na medida certa, ótima mousse, corpo médio e final de boca refrescante e gastronômico. Vale a pena provar. Preço de venda R$ 109.

Decanter: Site - www.decanter.com.br – Fone (011) 3702 2020

2 de jul. de 2020

Urgente ! Niepoort agora está com a Grand Cru



A Grand Cru continua surpreendendo na expansão de seu portfólio. Este mês comemorou a chegada de Dirk Niepoort e seus maravilhosos vinhos, e para formalizar o acordo organizou uma degustação virtual com a presença de importante grupo de jornalistas e do próprio Dirk na data de ontem. Tivemos a oportunidade de provar 5 vinhos que já estão disponíveis no Brasil da lista de 15 rótulos que marcaram o início de atividades com a Grand Cru. Dois da região do Dão: Niepoort Dão Tinto, e Dão Conciso, e mais 3 da região do Douro: Conversa, Vertente, e Redoma. Além do Douro e do Dão a importadora já conta com os vinhos do porto e com os vinhos do Minho mas já  promete receber até o final do ano os exemplares produzidos na região da Bairrada. Claro que a linha de vinhos da Niepoort é muito ampla e nem todos os rótulos por ele produzidos chegarão a nos, então vamos conhecer o que já temos disponível: Niepoort Conversa Tinto 2017; Niepoort Conversa Branco 2018; Niepoort Douro Redoma Tinto 2016; Niepoort Redoma Branco 2018; Niepoort Redoma Reserva Branco 2017; Niepoort Docil Loureiro Vinho Verde 2018; Niepoort Batuta 2013; Vertente 2016 e as famílias de vinho do Porto: Ruby, Tawny e Dry White.
Quem conhece Dirk sabe que ele é uma pessoa de fortes convicções e que não se importa nem tem medo de remar contra a maré, caso esteja convicto de sua verdade. Muitos o chamaram de ovelha negra por ter enfrentado de frente a onda de vinhos bombadões que tato ajudaram a fazer a fama a região do Douro, mas eu prefiro chama-lo de ovelha de ouro, pois com sua verdade de produzir vinhos fáceis de beber e que não fiquem restritos a apenas 1 ou 2 taças pelo excesso de álcool, foi pioneiro na produção de vinhos mais leves e tradicionais onde a acidez é mais importante do que o álcool e que hoje fazem a cabeça dos formadores de opinião e consumidores de vinhos finos. Em nosso papo de ontem nos confidenciou como uma frase de seu pai o impactou em sua filosofia de elaboração de vinhos. Perguntado o que seria um vinho bom seu pai respondeu: é aquele que mais você bebe melhor fica”.  OBS importante a Niepoort possui 62 hectares no Douro, 17 na Bairrada e 15 no Dão todos com agricultura BIO, assim como grande parte dos produtores independentes que vendem uvas para eles. As quase 2 horas de conversa certamente dariam mais umas boas 4 páginas de matéria, que prometo mesmo que parcialmente colocar em algum outro post, visto a ideia de hoje era informar da parceria e resumir os vinhos que provamos ontem e que já estão disponíveis na Grand Cru.

Vamos aos vinhos degustados
Dão Niepoort Rotulo Tinto 2016 – Corte de Touriga Nacional, Jaen, e Tinta Pinheira com 13% de álcool, PH de 3,89 sem passagem por madeira. Vinho fresco de entrada, média concentração, marcado por aromas balsâmicos, pimenta preta, e aromas florais, ótima acidez, taninos domados, leve frescor, e um pouco mais austero. R$ 140







Dão Nieport Conciso 2015 – Corte de Baga, Jaen, e outras, com 12% de álcool, PH de 3,8 com passagem de 20 meses por toneis de carvalho, vinificado em lagar com 50% de engaço, sem filtração. Violáceo, ralo, sem halo. Frutas negras frescas, mineral, e especiarias, cravo, e leve tostado. Na boca alta acidez, taninos sedosos, corpo médio, persistência longa, e final de boca direto com frutas e mineralidade. R$250






Niepoort Conversa 2018 – Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e outras, com 13,3% de álcool, PH 3,66 e curta passagem de 50% por barris de carvalho francês usado, e 50% em cuba de inox. Violáceo ralo, sem halo. Frutas vermelhas, floral intenso, ervas aromáticas, e notas minerais. Boca leve, boa acidez, taninos finos, final de boca bem frutado. Vinho de entrada de linha com ótima relação custo benefício R$ 130






Niepoort Vertente 2016 – Corte de Tinta Roriz, Touriga Franca e outras, com 12,5% de álcool, PH 3,57 e passagem de 20 meses em barricas de carvalho francês, normalmente este vinho é elaborado com vinhos que poderiam fazer parte do Batuta. – Rubi, boa concentração de cor, muito leve halo. Olfativamente, com presença de cereja, ameixa, ervas aromáticas, mineral, e leve tostado. Na boca, boa estrutura e acidez, taninos já integrados, persistência longa e final de boca elegante, mas definitivamente pedindo mais tempo de garrafa. Belo vinho.  R$ 250




Niepoort Redoma Tinto 2016 – Corte de Tinta Amarela, Touriga Franca, Rufete, Tinta Roriz, e Tinta Cão, com 12% de álcool, PH 3,64 e passagem de 20 meses por toneis de carvalho, vinificado em lagar com 100% de engaço. Violeta, boa concentração sem halo de evolução. Vinho jovem, mas já com diversas camadas olfativas que iniciam com ervas aromáticas, e frutas negras, passando para intenso floral, pimenta preta, balsâmico, e mineral lembrando pedra molhada. Na boca harmonioso, ótima acidez, taninos finos ainda presentes, corpo médio, sem presença aparente de álcool, longo, final de boca fresco, leve e frutado. Um vinho com muita personalidade que gostaria de tomar daqui uns 4/5 anos. Muito mais elegante e fácil de beber do que o último exemplar que tomei que infelizmente não lembro a safra, talvez 2009.

Parabéns a Grand Cru por mais esta grande conquista, e ao Dirk pela competência, coragem e humildade. Saude !

Grand Cru: Site - www.grandcru.com.br  - Fone 0800 666 1004

9 de jun. de 2020

Total Vinhos uma nova importadora (3)



E lá vamos nos encerrar este post triplo que teve como objetivo apresentar os 3 vinhos que tivemos oportunidade de provar no encontro virtual organizada pela importadora Total Vinhos, hoje vou comentar o Nuevo Mundo Carmenere elaborado por uma de minhas vinícolas favoritas do Chile a De Martino . A apresentação deste exemplar foi feita por Marco De Martino proprietário da vinícola que leve seu sobrenome.

De Martino
A De Martino foi fundada em 1934 e continua sendo uma vinícola familiar até os dias de hoje em sua 4ª geração. Tudo iniciou no mesmo ano quando Pietro De Martino chegou ao Chile da Itália e decidiu procurar um lugar tão único quanto o vinho que ele sonhava em fazer. A Ilha de Maipo. A De Martino foi a primeira vinícola a exportar um vinho elaborado com a varietal Carmenere do Chile em 1996. Foram também pioneiros no trabalho em vinhedos centenários no vale do Itata, incorporando técnicas de vinificação antigas que estabelecem um precedente na indústria. Certamente o trabalho iniciado pelo enólogo Marcelo Retamal abriu as portas para o reconhecimento dos vinhos naturais no Chile, hoje Marcelo é uma referência no assunto e conta com a ajuda de  Jaime de la Cerda nos projetos da vinícola. A De Martino tem 5 linhas de vinhos: A De Martino Series Legado com 6 rótulos, a De Martino Series 347 com 5 rótulos, a De Martino Series Estate com 4 rótulos. A série Single Vineyards com 4 rótulos. A série De Martino Itata Gallardia com 3 rótulos, e a série Itata Viejas tinajas com 2 rótulos. A série De Martino Old Wines com 4 rótulos, e finalmente a Nuevo Mundo tema de nossa prova de hoje que tem 3 rótulos, vamos conhecer algumas características que marcam esta nova linha: Viticultura orgânica (certificada) desde 2001.Gestão de eficiência da água usada nos  vinhedos, também tratam toda a água usada no processo de produção, que volta para a rede. Leveduras indígenas sem correções na vinícola. Envelhecimento em cubas de cimento, aço inoxidável e barris usados. Certificação 100% Carbono Neutro - Primeira vinícola da América do Sul a ter certificação Carbono Neutro.

Vinho provado: Nuevo Mundo Carmenere 2016 – Elaborado com uvas da região do Maipo 100% Carmenere, com 13% de álcool, leveduras indígenas sem correções ou adição de enzimas, o vinho passa também por estágio de 12 meses em barricas de origem francesas e cubas de concreto. De cor rubi, média concentração, sem halo. No nariz frutas negras confitadas, limpo, leve toque vegetal, especiarias e delicado tabaco. Ótima acidez, taninos finos, corpo médio, final frutado com ligeiro herbáceo. Particularmente não sou um apreciador desta variedade que para mim sempre traz frutas adocicadas enjoativas, pimentão verde, e amargor final na boca, mas devo reconhecer que este exemplar conseguiu me agradar. Certamente manteve as características da variedade mas foi mais delicado o que definitivamente amenizou ou anulou os pontos anteriormente mencionados os quais não me agradam no conjunto desta variedade. O vinho tem também uma boa relação de custo benefício.
Preço: R$ 89 mas atualmente em promoção por R$ 76

Total Vinhos: Site- www.totalvinhos.com.br – Fone (011) 4963-1142

7 de jun. de 2020

Total Vinhos uma nova importadora (2)



Conforme informado anteriormente durante a apresentação virtual da qual participei na semana passada, e organizada pela Total Vinhos tivemos a apresentação de 3 vinhos: o primeiro foi o Chardonnay Ritual da Veramonte, tema de nosso post de ontem, hoje vou postar o Pedra Cancela da gigante portuguesa Lusovini.  Para a apresentação deste exemplar estavam presentes a falante Sónia Martins e o tranquilo Pedro Dourado ambos enólogos desta importante vinícola portuguesa.

Lusovini
A Lusovini vinhos de Portugal e um dos grandes produtores das terras de Cabral e que iniciou suas atividades na região do Dão mas que aos poucos expandiu sua  participação para novas áreas como Bairrada, Douro, Alentejo e Vinhos Verdes, além de elaborar vinhos do Porto. A Lusovini tem diversos projetos, com mais de 80 rótulos de diferentes vinhos, sendo o do Dão o mais desafiador e de maior notoriedade, o Pedra Cancela que já tem 20 anos de estrada  iniciou como um projeto familiar e hoje já conta com 75 hectares de vinhedos todos dentro do conceito de agricultura orgânica e certificação oficial a dois anos.

Vinho provado : Pedra Cancela Eco - Friendly 2014 – Elaborado com uvas da região do Dão das variedades Touriga Nacional, Alfocheiro, Tinta Roriz, e Jaen com 13,5% de álcool, utiliza-se de leveduras indígenas que segundo Sonia são obtidas dos próprios vinhedos de onde provem as uvas que serão usadas na confecção dos vinhos, o vinho passa também por estágio de 6 meses em barricas de origem francesa, mais um ano de garrafa. De cor rubi, alta concentração, sem halo. Ofativamente com predominância floral, vinoso, frutas negras frescas, vegetal e tabaco. Na boca, acidez média, taninos finos, corpo médio e retrogosto trazendo as frutas negras e o tabaco. Um vinho limpo, refrescante, fácil de gostar

Preço R$ 160 mas atualmente em promoção por R$ 120

Total Vinhos: Site- www.totalvinhos.com.br – Fone (011) 4963-1142

17 de abr. de 2020

Trivento lança seu branco de Malbec






 A Trivento Bodegas e Vinhedos é uma das vinícolas da gigante Concha Y Toro, fundada em 1996 na cidade de Mendoza na Argentina. Hoje possui por volta de 1.600 hectares de parreirais divididos em dez vinhedos, distribuídos em quatro microrregiões distintas: Vale do Uco (581 Ha) Vale Luján-Maipú (530 Ha), Vale do Leste (238 Ha) e Vale do Norte (230 Ha). A vinícola sempre adotou a filosofia de criar vinhos de ótima qualidade a preços acessíveis, e este tem sido o caminho que pavimentou seu sucesso. A Trivento teve como alicerce essa ampla variedade de terroir, uma vinícola dotada de equipamentos de tecnologia de última geração, e uma postura sempre focada na inovação. O tempo passou e a gama de vinhos se expandiu consideravelmente e hoje conta com as seguintes linhas: Trivento Reserva com 8 rótulos, Trivento Private Reserva, Trivento Golden Reserve com 3 rótulos, Trivento Gaudeo Single Vineyard com 3 rótulos, e finalmente o Trivento Eolo, ícone da marca.
E foi a Trivento que quebrou a monotonia destes tempos de Corona Virus, usando a inovação, tanto na elaboração de um vinho branco com uvas tintas usando a icônica Malbec argentina, como no modelo de divulgação. Para tanto convidou 6 jornalistas especializados em vinhos que, sob a coordenação do enólogo Germán di Cesar, utilizando o app Zoom,  provaram o vinho lançado em suas casas ou escritórios  e debateram o mesmo durante uma hora.
Vamos a alguns detalhes deste exemplar:
Trivento White Malbec 2019
A ideia surgiu do programa interno de criatividade da Trivento Winds of Opportunity. Em uma das reuniões surgiu a ideia de elaborar um vinho branco com a Malbec, cepa mais representativa da vinícola e da Argentina. O lançamento do vinho, inclusive, entraria no mercado em 2020 com uma ação de responsabilidade social: arrecadando fundos para permitir ao menos 50 bolsas anuais de estudo, para pessoas necessitadas
O Vinho
Origem da uva: Valle de Uco e Luján de Cuyo, Mendoza
Colheita manual a partir da primeira semana de fevereiro
Vinificação: Prensagem, fermentação alcóolica em tanques de aço inoxidável por um período de 15 dias
Teor de álcool: 12%
Acidez Total: 6,82 g / l
Açúcar residual: 5, 25 g/ l
Preço de venda R$ 60
Meus comentários sobre o vinho provado: No aspecto visual me lembrou mais um rosé estilo Provença. Olfativamente muito agradável com presença de acerola, morango maça verde e toque floral. Na boca boa acidez, ligeira presença de taninos, corpo médio, final de boca fresco com toque vegetal e novamente acerola. Definitivamente um vinho de ótima relação custo benefício
@triventowines  @conchaytoro 

7 de mar. de 2020

Os vinhos do Sr Bulgheroni





Passado um ano volta ao Brasil o simpático Stefano Capurso responsável por divulgar os vinhos de Bulgheroni no mundo, e foi com ele e um grupo de jornalistas do vinho de São Paulo que tive o prazer de almoçar durante esta semana. Apenas para relembrar Bulgheroni é um milionário argentino que colocou boa parte de sua fortuna na aquisição de ótimas vinícolas em diferentes países: a saber, no Uruguai Garzon e Bodegas Brizas, na Argentina Vistalba, Argento, e Sarmiento, nos Eua Bulgheroni Estate, e Renwood, na Itália Dievole, Brizio, e Meraviglia , na Austrália Greenock, e na França Chateau Langalerie, e Chateau Suau. Durante a apresentação tivemos a oportunidade de provar os vinhos italianos do grupo ou seja: Os Chiantis da Dievole, os Brunellos da Brizio e os IGTs da Meraviglia, todos eles elaborados dentro dos conceitos de agricultura orgânica sob consultoria do mestre Antonini que levou todos os vinhos das vinícolas adquiridas a um novo e mais alto patamar de qualidade.

Dievole  possui 625 hectares de terras  dos quais 157 com vinhedos para produção de Chianti Classico, e 53 para seus IGT todos vinificados em concreto e maturados em bottes da Eslavônia sem tosta.  Elaboram 5 rótulos: Chianti Classico,  Chianti Classico Riserva 900,  Chianti Vigna Sesscina Gran Selezione, um  vinho branco e um Vin Santo.


Vinhos provados:
Chianti Classico 2015 – Corte com 90% de Sangiovese, 6% Canaiolo,e 4% Colorino, com 13,5% de álcool, e passagem de 14 meses por bottes francesas. -  Rubi, média concentração, sem halo. Fruta negra fresca, ameixa, violetas, mineral, terroso e tostado. Ótima acidez, taninos presentes finos, corpo médio retrogosto frutado com delicado tostado.. Pronto para beber mas com bom potencial de guarda. - 89/100 - R$ 208

Chianti Classico Riserva  2015 -Corte com 95% de Sangiovese, 3% Canaiolo e 2% Colorino, com passagem de 18 meses em bottes francesas mais 6 meses de garrafa, 14% de álcool. - Granada ralo halo intenso. Frutas vermelhas maduras, balsâmico, violetas, tostado terroso, toque de especiarias. Ótima acidez, taninos finos, corpo médio, retrogosto harmonioso,  com fruta mais evoluída, vibrante e final terroso e tostado. 90/100 - R$ 344

Podere Brizio  - Possui 27 hectares dos quais 12 hectares já contam com vinhedos todos da variedade Sangiovese, dentro da filosofia da agricultura orgânica, sem uso de fertilizantes ou aditivos químicos. Elaboram 3 rótulos:  um Rosso, um Brunello, e um Brunello Riserva.


Vinhos provados:

Brunello di Montalcino Brizio 2013   - Varietal 100% Sangiovese com 38 meses de passagem por bottes francesas mais 6 meses de garrafa, 14% de álcool. – Rubi, ralo, leve halo. Violetas, frutas negras, especiarias, cha preto, e herbáceo lembrando menta. Ótima acidez, taninos finos, suculento, corpo médio, estruturado, retrogosto, frutas vermelhas maduras e menta. 92/100 - R$ 520

Brunello di Montalcino Brizio 2015 -  Varietal 100% Sangiovese com 38 meses de passagem por bottes francesas sem tosta, mais 6 meses de garrafa, 14% de álcool. Rubi indo para granada, média concentração, leve halo. Frutas vermelhas, cerejas, amoras, violetas, terroso, chá preto, tosta bem leve, e alcaçuz. Ótima acidez, taninos presentes muito finos, corpo médio , elegante final de boca harmonioso, uma delicia 93 -  R$ 520

Tenuta Meraviglia – Localizada em Bolgheri a vinícola possui  380 hectares dos quais 31 com vinhedos plantados com  Cabernet Franc, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah, Vermentino e Viognier. A Tenuta Meraviglia elabora um Rosé, um Vermentino e dois Rossos.


Vinhos provados:

Meraviglia Bolgheri Rosso 2016   - Corte com 70% Cabernet Franc e 30% de Cabernet Sauvignon com passagem de 12 meses por barris de carvalho francês sem tosta, e 14% de álcool. - Rubi extra tinto sem halo.  Fechado, framboesa, mineral, grafite, e floral. Boa acidez, taninos resolvidos, corpo médio, ponta de álcool, retrogosto frutado e tostado 89/100 – R$ 266

Meraviglia Bolgheri Superiore  Maestro di Cava 2016 – Varietal 100% Cabernet Franc com passagem de 24 meses por  barris de carvalho francês sem tosa, e 14% de álcool  -  Rubi, média concentração  sem halo. Fruta negra fresca, mineral, floral,  pimentão,e grafite. Na boca ótima acidez, taninos finos, corpo médio, fresco, elegante, final de boca mineral tan8nos finos. Um vinho vertical direto muito fresco e elegante.  93/100 – Ainda sem preço definido.

Os vinhos destas 3 vinícolas são importados exclusivamente para o Brasil pela World Wine que tem em seu portfólio mais d e 1.500 rótulos de 200 diferentes produtores de 13 países.

World Wine: Site – www.worldwine.com.br. Fone (011) 4003-9463

7 de fev. de 2020

Mini Vertical de El Principal para começar o mês

Gustavo Guzman e Walter Tommasi


Estive ontem com Gustavo Guzman enólogo responsável pela elaboração dos vinhos da Viña El Principal, desde 2005, que esteve no Brasil em visita oficial a sua importadora exclusiva, a Decanter. A Vinícola El Principal foi fundada em 1992 pelo enólogo Jean Paul Valette, antigo dono do famoso do Château Pavie e por Jorge Fontaine, dono da Fazenda El Principal que deu nome a vinícola homenagem ao Cacique Picunche Andetelmo, “El Principal”, dono das terras que hoje abrigam a empresa. Hoje a vinícola pertence a ao alemão Jochen Dohle e ao chileno Said Handal, que possuem 90 hectares localizados no Vale do Alto Maipo (D.O Maipo Andes) no vinhedo chamado de Andetelmo Estate aos pés da Cordilheira dos Andes, entre 750 e 950 metros acima do nível do mar. Guzman fez uma apresentação técnica explicando em detalhes as alterações de processo e de composição das variedades por conta das alterações climáticas deixando claro sua busca por exemplares menos pesados, mais em linha com as demandas atuais do mercado mundial de vinhos.  A vertical contou com quatro exemplares que irei descrever a seguir:


El Principal 2012 – Corte com 93% Cabernet Sauvignon, 7% Petit Verdot, 15% de álcool, e 18 meses de barrica francesa. - Rubi, extra tinto leve halo. Frutas negras maduras, tostado, pimenta preta, menta, e tabaco. Na boca tripé correto, boa acidez, taninos resolvidos, corpo médio, para amplo, pontinha de álcool, que não incomodou, final de boca sedoso macio frutado com toque chocolate. Um vinho pronto muito harmonioso, carnudo, dentro do que muitos chamam de estilo mais pesado, mas que para mim estava perfeitamente balanceado e sua janela correta de consumo. 92/100





El Principal 2013 – Corte com 87% Cabernet Sauvignon, 9% Petit Verdot, 4% Cabernet Franc, 15% de álcool, e 20 meses de barrica francesa. - Rubi extra tinto sem halo. Vegetal, fruta negra, mineral, grafite, e pimenta. Boa acidez, mais estruturado, taninos finos ainda presentes, bom corpo, fresco, final fruta negra, chocolate amargo, e muita mineralidade. Um vinho mais direto e certamente de maior potencial de guarda do painel, mas em minha opinião ainda não pronto para consumo 91/100

El Principal 2014 – Corte com 90% Cabernet Sauvignon, 7% Petit Verdot, 3% Syrah, 14,5% de álcool, e 20 meses de barrica francesa.  - Rubi com toques violetas, extra tinto, sem halo.  Fechado, couro, frutas negras, e tostado. Ótima acidez, taninos presentes, corpo médio, retrogosto frutado e mineral com amargor final. Foi a safra que menos me agradou com algumas arestas para serem resolvidas. 89/100
El Principal 2015 – Corte com 92% Cabernet Sauvignon, 5% Petit Verdot, 3% de Syrah, 15% de álcool, e 20 meses de barrica francesa.  – Cor de sangue, intenso, sem halo. Fruta vermelha, cassis, herbáceo, mineral, e pimenta do reino. Ótima acidez, taninos finos presentes, corpo médio para curto, final de boca frutado e fresco. Um vinho mais vertical, e extremamente agradável, fácil de beber bem no estilo mais leve que domina o mercado hoje em dia.  92 /100.






O preço de venda para consumidor final do El Principal é de R$945 para a safra 2014, em breve prevista chegada da safra 2015.
Após a vertical foi servido um delicioso almoço preparado pela chef Ana Saffier com Tartar de Salmão, Strudel de Cogumelos e Magret de Pato, acompanhados de um maravilhoso Verdejo Kinê 2018 que postarei em breve, e dois tintos , o Calicanto 2017, e o Memórias 2016. Vale a pena conhecer .

Decanter- Site: www.decanter.com.br – Fone (011) 3760 0000

24 de jan. de 2020

Os dupla poda da Casa Verrone na Brindisi



Que surpresa agradável! Casa Verrone é uma vinícola paulista  localizada na serra do Cipó (Serra da Mantiqueira) na cidade de São José do Rio Pardo em terras localizadas a 850 metros de altura. Fruto de um sonho e paixão de Marcio Verrone que em 2009 decidiu plantar vinhedos nos 12 hectares de terra adquirida. Para elaborar o vinho Marcio contratou o enólogo Cristhian Sepulveda que adotou o processo chamado de “dupla poda”que nada mais é do que  alterar a época de colheita da uva do verão para o inverno, aproveitando assim os dias mais quentes e de maior insolação, que propiciam  maior teor de açúcar na uva.  A colheita no inverno também possibilita que esta seja feita na época mais seca do ano onde os problemas com doenças são diminuídos. Os vinhos de Verrone também fazem parte dos chamados “vinhos de altitude que colocaram os exemplares catarinenses na dianteira da produção de vinhos mais frescos e elegantes no panorama dos vinhos nacionais.  Os vinhos da Verrone são distribuídos pela Brindisi dos simpáticos Carla e Luiz que organizaram almoço de apresentação de alguns de seus rótulos para um grupo seleto de jornalistas especializados em vinho de São Paulo e que também contou com a presença de Márcio Verrone e do enólogo Christian. 


Vamos aos vinhos provados:


Espumante Casa Verrone Sauvignon Blanc Sur Lie - Com 12% de álcool, e 12 meses de contato com as lias, sem degorgement, e sem adição de licor de expedição. - Palha claro, opaco, ótima perlage, bolhas pequenas. Marcado pelo aroma das leveduras, terroso, frutas amarelas como abacaxi e maracujá, toque cítrico, e leve floral. Acidez cortante, seco, perlage intensa mais grossa, corpo intenso, final fresco e com toque de pêra. Agradou demais para mim um dos destaques. R$ 116






Casa Verrone Colheita Especial Viognier 2018 - Com 14% de álcool, e passagem de 1 ano por barricas. Dourado, brilhante. Floral intenso, hortelã, leve iodo, talco, e tostado. Acidez média, alcoólico, frutado ligeiro amargor final. R$ 77









Casa Verrone Syrah  Speciale 2018 – Com 14% de álcool e passagem de 1 ano por barricas francesas. - Rubi violáceo, alta concentração de cor, sem halo.  Complexo, cereja, pimenta do reino, flores escuras, chocolate, e menta. Ótima acidez, taninos finos, corpo médio, retrogosto frutado com especiarias e terciário. Vinho muito bem balanceado já pronto para o consumo, um de meus favoritos. R$ 135







Casa Verrone Cabernet Sauvignon e Franc Gran Speciale 2018 – Com 14% de álcool e passagem de 1 ano por barricas francesas de primeiro uso. – Rubi, média concentração, sem halo. No nariz, menta, fruta negra, grafite, alcaçuz e toque de baunilha. Na boca ainda jovem, boa acidez, encorpado, boa estrutura fresco, final frutado e presença mais intensa de terciários. Precisa de mais uns 4/5 anos de guarda, grande potencial. R$ 198






Parabéns ao Márcio e ao Christian pelos excelentes vinhos, e a Carla e ao Luiz pela divulgação e representação.



Brindisi – Site: https://brindisivinhos.com.br – Fone (011) 2548 6044

17 de jan. de 2020

Las parajens de Zuccardi



A vinícola Zuccardi foi fundada por Alberto Zuccardi em 1963, expandiu com a genialidade de José Luiz seu filho, e agora a cada dia mais a terceira geração toma o lugar de comando da empresa. José Luiz conseguiu um grande feito pois seus 3 filhos tocam diferentes áreas da empresa. A filha Julia comanda a área de turismo e os 3 restaurantes do grupo, o filho Miguel gerencia a área de azeites, e finalmente Sebastian a área de vinhos. Foi com Sebastian também conhecido como Sebá que tivemos um delicioso almoço por conta de sua visita de final do ano passado.  Sebá é um jovial, estudioso, e dinâmico que preferiu estudar agronomia em vez de enologia pois sempre acreditou que grandes vinhos são fruto da matéria prima utilizada e não de manipulação no processo de vinificação. Ele diz que seus vinhos tem personalidade pois refletem o terroir por ele escolhido e a uva que mais se adequa a este loca. A natureza deve ser respeitada pois não podemos transformar a mesma, temos que aceitar suas características e para mim conhecer os vinhedos e fundamental. As uvas que saem de nossos vinhedos determinam que vinho vamos produzir, e conhecer nosso terroir nos diz quais e como os vinhedos devem ser tratados. Sabá não acredita que o futuro da vinicultura argentina deve ser a de se focar em varietais, mas sim nas regiões de onde as uvas são plantadas, e seus novos vinhos provam sua teoria.

Vamos aos vinhos provados:

 (Vinos del Pueblo)

Poligonos Parajem Altamira Malbec 2017, sem madeira. Violáceo, extra tinto, sem halo. Frutas negras, herbáceo, leve acidez volátil,e  floral delicado. Boa acidez, taninos presentes ainda secantes, corpo médio, final frutado e mineral. Vinho ainda jovem que pede guarda. - R$ 300
Poligonos Tupungato Alto Malbec 2017 – Violáceo, boa concentração. Olfativamente direto, mineral, fruta negra fresca, grama cortada e grafite. Ótima acidez, vibrante, taninos presentes, bom corpo, final estruturado e bem balanceado. R$ 299

(Vinos de Parajem) Seriam vinhos de Terroir

Aluvional Parajem Altamira Malbec 2014 – Rubi, média concentração sem halo. Fechado, fruta negra, ligeiro dulçor, mineral, e grafite. Ótima acidez, taninos delicados, corpo médio, retrogosto frutado, macio, delicado, com ligeiro toque de madeira. Um vinho elegante fino feminino. R$ 899
Aluvional Gualtallary 2015 – Violáceo, média concentração sem halo. Olftivamente mais floral, frutas negras frescas, e mineral. Ótima acidez, taninos ainda presentes, corpo médio, final de boca vibrante, com leve salgado, e grafite. Um vinho vertical, profundo, me lembrou Cabernet Franc.  R$ 899

( Vinos de Finca) Seriam vinhos de vinhedo específico dentro do Terroir

Zuccardi Finca Piedra Infinita 2014 - Rubi, média concentração, sem halo. Complexo, especiarias, floral, frutas negras, pimenta, toque herbáceo. Ótima acidez, taninos doces, vibrante, final de boca fruta negra e toque herbáceo, e mineral. Um vinho com diversas camadas olfativas, e maravilhosamente equilibrado na boca, pronto para consumo, foi meu favorito para os dias de hoje. R$ 1.289
Zuccardi Finca Piedra Infinita 2016 – Rubi, violáceo extra tinto, sem halo. Fechado, herbáceo, couro, fruta negra fresca, mineral. Na boca, mais austero, alta acidez, taninos ainda não prontos, corpo médio, final frutado e toque de alcaçuz, e pólvora. Um vinho mais austero, com tremendo potencial de guarda prometendo mais evolução com o passar dos anos em garrafa. Seria minha compra para tomar daqui uns anos. R$ 1.289

Supercal Piedra Infinita Parajem Altamira 2016 – Violáceo, extra tinto, sem halo. Ervas aromáticas, frutas negras, mineral, salgado. Acidez cortante, taninos finos, corpo médio, vibrante, delicado, retrogosto frutado e salino. Um vinho único, elegantíssimo ainda não disponível no Brasil mas será o mais caro do painel.
Uma apresentação sensacional onde Sebastian nos mostra este promissor novo mundo do vinho argentino, parabéns por desbravar novas paragens.

Grand Cru: Fone - 0800 777 8558 – Site: https://www.grandcru.com.br

4 de dez. de 2019

Paul Hobbs concentra suas linhas de vinho com a Grand Cru



Todos os anos, no mês de Novembro, Paul Hobbs visita o Brasil sempre trazendo novidades: nos últimos dois anos nos informou sobre seu investimento com a produção de Riesling na região de Nova York em parceria com Selbach, e no ano seguinte seu projeto de produção de vinhos na Armênia. Mas este ano a novidade foi a concentração das linhas de vinho com apenas um importador no Brasil, e a escolha recaiu sobre a Grand Cru, que desde já nos promete preços mais competitivos. Esta decisão tem muito a ver com a relação de amizade de Paul com Mariano que se iniciou ainda em 2002 quando o este provou seu primeiro Cobos safra 1999 na Argentina e passou a representar Hobbs neste país, depois com a abertura da Grand Cru no Brasil, também teve a preferência de Hobbs. Paul continua  sendo uma pessoa muito dinâmica, mesmo com seus 66 anos, ele sonha mas não para por aí, ele investe em seus sonhos e os torna realidade, basta ver todos os negócios que ele toca nos dias de hoje: Vinícolas na California, na Argentina, em Cahors na França, na Armênia, na Galícia, e em Nova York. De outro lado mostra seu lado perfeccionista na elaboração de seus vinhos com a escolha dos terroir adequados para cada uma das variedades que elabora, e com processos de produção cuidadosos e adequados a estas variedades. Muita gente que não conhece seus vinhos e processos o rotulam com produtor de vinhos bombados, mas quem o acompanha de perto sabe que seus vinhos são cada vez mais naturais e elegantes. Ontem tive o prazer de rever Paul que desta vez veio acompanhado pelo enólogo Andrés Vignoni e pelo agrônomo Facundo Impagliazzo em delicioso e descontraído almoço durante o qual degustamos os seguintes exemplares:


Crossbarn Paul Hobbs Chardonnay Sonoma Coast 2017- Varietal 100% Chardonnay 92% fermentado em tanques de inox e 8% em barricas, com 5 meses de sur lie e sem passagem por madeira na guarda- Dourado, brilhante. Nariz delicado, marcado por pera abacaxi, flores brancas e mineralidade lembrando pedra molhada. Na boca, ótima acidez, corpo médio, untuoso sem ser pesado retrogosto de abacaxi e ligeiro tostado. Ainda sem preço definido , na antiga importadora sai por R$ 288 . Pode parecer caro mas vale a pena





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Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2016- Varietal 100% Pinot Noir com passagem de 10 meses por barricas francesas sendo 45% novas. Violáceo, ralo, sem halo. Framboesa, tostado, hortelã, sangue, couro. Na boca ótima acidez, taninos finos, corpo médio, retrogosto frutado e fresco. Um Pinot muito leve, elegante, encantador, foi destaque. Ainda sem preço definido, na antiga importadora sai por R$ 728.








Bramare Cabernet Franc Chañares Estate 2016 – Varietal 100% Cabernet Franc com passagem de 18 meses por barricas francesas sendo 55% novas. – Rubi, alta concentração, sem halo. Frutas negras, especiarias doces, canela, tomilho, toque mineral, grafite, leve floral e tostado. Ótima acidez, seco, tanino ainda presente, corpo médio, retrogosto mineral , ferroso e frutado.  Na Grand Cru por R$ 679





Bramare Malbec Rebon Estate 2016 – Varietal 100% Malbec com passagem de 18 meses em barricas francesas sendo 55% novas – Rubi, extra tinto, sem halo. Grafite, fruta negra, cereja, couro, leve chocolate escuro, otima. Na boca, ótima acidez, taninos resolvidos, boa estrutura, final de boca facil, fácil, elegante com boa concentração. Um Malbec único, com a parte olfativa mais horizontal e direta lembrando um Cabernet Franc e boca generosa  e sedosa, pronta para o consumo. Gostei muito. Na Grand Cru por R$ 679






Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Napa Valley 2015 - Varietal 100% Cabernet Sauvignon com passagem de 20 meses por barricas francesas sendo 71% novas. – Rubi, extra tinto sem halo. Diversas camadas aromáticas, azeitona preta, fruta negra, pimenta, tabaco, grafite, ligeiro salgadinho , e toque mentolado. Na boca, estruturado, boa acidez, frutado, intenso, e final de boca untuoso, complexo. Este é seu Cabernet de entrada de linha mas com a assinatura de Paul Hobbs, delicioso.






Grand Cru: Site- www.grandcru.com.br. Fone 0800-777-8558

30 de nov. de 2019

Vinho verde cada vez mais presente nas taças do mundo



Muita gente se surpreende quando prova um  vinho verde e nota que ele não é verde! Mas porque se chama Vinho Verde então? A própria Comissão De Viticultura da Região dos Vinhos Verdes  responde: Porque ele sempre foi considerado um vinho muito fresco e os portugueses decidiram nomina-lo desta forma, e o nome foi tão marcante que hoje existe uma região no norte de Portugal na província do Minho chamada Vinho Verde. Nesta região os vinhos tem dois selos de garantia ou seja Vinho Verde, e Minho. 

Vamos conhecer um pouco mais desta deliciosa região: A área possui 7 mil Km 2, e dentro dela 21 mil hectares são plantados com vinhas. Aos vinhos verdes tem 9 sub regiões, a saber: Moção e Melgaço, Lima, Bato, Cávado, Ave, Souza, Paiva, Baião e Amarante sendo a primeira a que produz os melhores exemplares. A DO Vinhos Verdes possui 47 diferentes castas de uvas enquanto a IG Minho tem 68 castas. No total são 18 mil viticultores, 600 dos quais também engarrafadores que produzem 93 milhões de litros  de vinho por ano sendo 86% de vinhos Brancos, 7% de Tintos, e 7% de Rosé, e que além de atender o mercado interno também colocam seus vinhos em mais de 100 países no mundo. 
As principais castas são: Brancas- Alvarinho, Arinto, Avesso, Azal, Batoca, Loureiro e Trajadura. Nas tintas- Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro,Pedeiro, Pedrl, Rabo de Anho e Vinhão também conhecido por Souzão.  Na semana passada tive o prazer de participar de um almoço de divulgação dos vinhos desta região, realizada pela Comissão e que na data foi representada por Daria Ferreira e Gonçalo Rowett ambos da área de Marketing, com os quais provamos: 



Quinta D’Amares 2018 - Um corte com 50% Loureiro e 50% Arinto, sem passagem por madeira com 12% de álcool e acidez total de 6,5. Um vinho de cor palha brilhante, com grande presença de aromas florais, cítricos, e ponta de cereais. Na boca ótima acidez, corpo médio final fresco, e fácil de beber.

Don Diogo 2017 - Varietal 100% Arinto  sem passagem por madeira, com 12,5% deálcool e 6,6 de acidez total. palha brilhante. Olfativamente com frutas amarelas, frutas cítricas doces, e maça. Ótima acidez, harmonioso, estruturado, bom corpo, retrogosto frutado com boa persistência da boca.

Covela Avesso 2017 – Varietal 100% Avesso sem passagem por madeira,com 12,5% de álcool e 6,2 de acidez total.- Palha, ralo, brilhante. Predominância de aromas minerais, pedra molhada, grapefruit e ervas aromática. Na boca direto, acidez e corpo médio, retrogosto mineral prometendo guarda.

Soalheiro 2018 - Varietal 100% Alvarinho sem passagem por madeira com 12,5% de álcool e 6,1 de acidez total. Palha ralo e brilhante. Nariz mineral, e cítrico. Na boca, boa acidez, estruturado, vibrante, final longo e gastronômico.

Vinhos Verdes é certamente uma das melhores regiões do mundo para vinhos brancos, sempre marcados pelo frescor, muitos para consumo rapido, e algumas jóias como os Alvarinhos, Loureiros e Avesso que envelhecem com muita dignidade. Se você ainda não provou coragem vá em sua loja ou importadora favorita e compre sua primeira garrafa, garanto que não será a última

VINHOS VERDES – Site www.vinhoverde.com