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15 de out. de 2010

VINHO DO MÊS - OUT/2010.


Brunello Di Montalcino 123 - DOCG 2001

Brunello, Montalcino, Toscana, Itália, nomes e regiões que imediatamente trazem a nossa mente, sofisticação, tradição, natureza, muita alegria, e são esses atributos que referenciam o nosso vinho do mês desta edição. O produtor, Azienda Solaria é de propriedade de Patrizia Cencioni que com seu toque feminino acompanha pessoalmente o gerenciamento da empresa assim como todo o processo de produção. A Azienda Solaria está localizada no flanco sul das colinas de Montalcino, com superfície total de 50 há, das quais, apenas oito são utilizadas com vinhedos Sangiovese Grosso, e que dá origem a um dos melhores Brunello di Montalcino produzidos hoje na Itália. O exemplar surpreende a todos pelas suas características olfativas dos antigos Brunellos e pelo fato de já estar pronto para beber, certamente o melhor dos dois mundos, o tradicionalista e o modernista. O Solaria passa por 24 meses de descanso em barris de carvalho Esloveno e barricas de carvalho Frances e mais seis meses de garrafa antes de ir para o mercado e tem 14% de álcool. Sua alta qualidade já lhe rendeu 91 pontos do crítico Robert Parker e due bicchieri pelo Gambero Rosso.
O exemplar provado apresentou a característica cor granada, com média intensidade e halo de evolução aparente. Olfativamente complexo, ameixa preta, caramelo,couro, café, trufas e um ligeiro toque mentolado. Na boca seu tripé acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, encorpado, muito persistente e retrogosto que confirma o olfativo com ameixa preta e toque de alcaçuz.
O Brunello é um vinho altamente gastronômico e compatibiliza bem com carnes vermelhas, especialmente selvagens de pelo e de pena, com pratos preparados com funghi, e tartufo, alem de  queijos como pecorino toscano, gorgonzola e o parmigiano reggiano ( Walter Tommasi – Editor e palestrante )

Preço de tabela do Importador - R$ 294,70

Interfood Classics
Rua Borges de Figueiredo 1133 – Mooca
Televendas (011) 2602 7255 ou 2607 5131

10 de jun. de 2010

VINHO DO MÊS - JUNHO/2010 - W TOMMASI.

  
Quinta Nova Touriga Nacional Douro DOC
 
A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo ganhou forte destaque em 2007 quando lançou seu vinho Quinta Nova Grande Reserva 2005. Na ocasião, foi agraciado com diversos prêmios no mercado mundial de vinho, sendo também o grande ganhador da primeira degustação da Free Time que teve como tema os vinhos TOP do Douro. Seu novo lançamento, Quinta Nova Touriga Nacional, segue a tradição dos grandes vinhos produzidos pela empresa e com isso ganha o nosso destaque para ser o Vinho do Mês da revista nesta edição. A Quinta Nova fica no coração do vale do Douro, conta com 85 hectares de vinhas classificadas com letra A, produzindo algumas das melhores uvas tintas na região. A empresa, que pertence à família Amorim, tradicionais produtores de rolhas de cortiça, é hoje uma das maiores e mais dinâmicas multinacionais de origem portuguesa. Em seu portfólio constam: a liderança da indústria da cortiça, o turismo rural, os têxteis, produtos naturais de excelência e várias outras iniciativas. Desde 2000 sob o comando de Luisa Amorim, a empresa vem fazendo elevados investimentos na viticultura, como a plantação de 55 hectares, o restauro da antiga adega de 1764 e a total reconstrução da antiga casa senhorial, transformando-a no primeiro hotel vínico em Portugal.
O Quinta Nova Touriga Nacional é um vinho 100% varietal, com a casta considerada por unanimidade como a mais nobre de Portugal e certamente a que mais tem sido testada com sucesso em outros países. Produzida com uvas do talhão da Pisca, passa por estágio em barricas de carvalho novo francês por dezessete meses. Lançado pela primeira vez com uvas da colheita de 2006, tem como enólogo responsável Francisco Montenegro e produção limitada a 2.250 garrafas. O exemplar provado foi produzido com uvas da colheita de 2007 e apresentou as seguintes características: cor violácea com alta intensidade, sem halo. Aromaticamente complexo, trazendo predominância frutada (frutas negras e vermelhas bem maduras), toque herbáceo, baunilha e café. Na boca, muito intenso, tem o tripé acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, longa persistência, trazendo ainda um retrogosto frutado que confirma o olfativo. Minha recomendação de compatibilização com alimentos para este vinho recairia para um Carneiro ensopado (Walter Tommasi – Editor e palestrante). O exemplar da safra de 2006 já participou de concursos internacionais, tendo sido medalha de ouro pela revista Wine & Spirits e medalha de prata no International Wine Challange Competition, em Londres. A linha de vinhos da Quinta Nova é trazida ao Brasil pela pujante Importadora Vínea, do nosso caro amigo Walter Souza.

VINEA – Rua Manoel da Nóbrega 1.014 – Paraíso – Fones: Televendas (011) 3059-5205 e Loja (011) 3059-5200. Site www.vinea.com.br e Email: televendas@vinea.com.br
  

1 de abr. de 2010

VINHO DO MÊS (IMPORTADO) - ABRIL/2010.

Château Montviel 2005
Vignobles Péré-Vergé


Chegou a vez de conhecermos mais uma preciosidade da França, especificamente da região de Pomerol, que, com seus 800 hectares, é a menor região delimitada de Bordeaux e dominada em sua maioria por propriedades familiares. Mesmo que não exista um ranking ou uma classificação oficial para seus vinhos e não se encontre entre os opulentos châteaux tradicionais do Médoc, a região abriga alguns dos mais famosos e reconhecidos vinhos do mundo, é de lá que vem o Château Montviel, nosso vinho do mês desta edição. Em 1985 a tenaz Catherine Péré-Vergé, sua atual proprietária, herdeira da Cristal d'Arques, uma grande empresa produtora de cristais da Europa, adquiriu o Château Montviel, mudou-se para o Pomerol e de lá construiu uma sólida reputação, dedicando-se a conduzir seu Château com o objetivo de criar um grande vinho. Para tanto não mediu esforços e contratou ninguém mais do que a grande estrela do mundo do vinho da França, o enólogo Michel Rolland, seu amigo de longa data, para assumir a função de enólogo consultor, e o resultado não poderia ser outro, o Château Montviel. O sucesso foi imediato e fez com que madame Catherine, já em 2002, se animasse a fazer nova aquisição, dessa vez o Château Le Gay, um grande Pomerol, localizado em meio às mais celebradas propriedades desta appellation, como o Pétrus, Lafleur e Vieux Château Certan, dividindo com eles o mesmo terroir e clima. Logo após se encantou e adquiriu uma pequeníssima propriedade em Lalande Pomerol, o Château La Gravière, de apenas 2 hectares. Para finalizar, idealizou um dos mais ambiciosos projetos dos últimos anos – a Bodega Monteviejo, em Mendoza, na Argentina.

Mas vamos falar de nosso Château Montviel, um típico bordalês da margem direita do rio Gironde, tendo em sua composição 80% de Merlot e 20% de Cabernet Franc, com uvas colhidas manualmente e provenientes de vinhedos próprios que contam com 7,5 hectares plantados. São produzidas 30 mil garrafas/ano e seu envelhecimento é feito por 18 meses em barricas de carvalho francês. A empresa produz também o La Rose de Montviel, com produção anual de 18 mil garrafas.

O exemplar por nós degustado apresentou cor granada de boa intensidade e leve halo de evolução. Olfativamente complexo, destacando-se as frutas, framboesa e amora, e trazendo toques florais de rosas, especiarias, couro, sottobosco e um tostado muito agradável lembrando moca. Na boca bem estruturado, mantendo a maciez do terroir, acidez correta, taninos intensos mas muito finos, persistência longa e um retrogosto evocando café e alcaçuz. Por sua estrutura recomendaria este vinho com um bom Cassoulet ou com Tornedos de filé-mignon ao molho de mostarda, ou mesmo uma boa sopa de feijão com linguiça defumada. ( Walter Tommasi – Editor e palestrante )


Os vinhos do grupo Vignobles Péré-Vergé são importados para o Brasil com exclusividade pela dinâmica importadora baiana, Ana Import.

Ana Import – São Paulo – Rua das Macieiras, 21- Casa Verde – Fone (011) 3951-4333 – e mail anadeandrade@anaimport.com.br

Ana Import – Bahia – Av. Euclydes da Cunha, 170 - Graça – Fone (071) 3337-1111 – site www.anaimport.com.br

VINHO DO MÊS - FEVEREIRO/2010.

PÉREZ CRUZ LIGUAI 2005

Vamos começar o ano com uma bodega boutique que me encantou desde o primeiro gole, a Pérez Cruz, uma jovem vinícola que só lançou seus primeiros vinhos em 2002. Localizada no Vale do Maipo, especificamente na área de pré- cordilheira conhecida como Alto Maipo, região de destaque na produção de grandes ícones tintos chilenos. A empresa possui 140 hectares próprios em Fundo Liguai de Huelquém, a 45 km de Santiago, e nele planta as variedades Cabernet Sauvignon (70%), Carmenere (10%), Merlot (5%), Syrah (5%), Cot (5%) e Petit Verdot (5%).

Com alta tecnologia que inclui, para seus vinhos top, um processo de movimentação totalmente feito por gravidade, que evita o bombeamento do vinho, melhorando desta forma sua qualidade–, , produz 120 mil garrafas por ano. Sua equipe é também nota de destaque, pois, além de ter o competentíssimo Germán Lyon como enólogo chefe, conta também com a consultoria do mestre Álvaro Espinoza e de Juan Carlos Faúndez ,um time de fazer inveja a qualquer grande produtor.

A nossa indicação para vinho do mês vai para o Pérez Cruz Liguai 2005, que significa bruxo, advinho na língua Mapuche, um corte com 40% de Syrah, 35% de Cabernet Sauvignon, e 25% de Carmenère com 14,5 graus de álcool, produzido com uvas de baixo rendimento (3,5 tons/eha) que lhe garante uma maior estrutura. O vinho passa por 30 dias de maceração, sua fermentação alcoólica ocorre em cubas de inox e a fermentação malolática em tonéis de carvalho, sendo posteriormente envelhecido por 16 meses em barricas de carvalho. Este vinho recebeu 91 pontos pelo crítico Robert Parker e 92 pontos pela Wine Enthusiast. O exemplar provado apresentou cor rubi com toques violáceos, alta concentração de cor e ligeiro halo de evolução. Olfativamente intenso, com frutas negras maduras, amoras, tostado, madeira antiga, pimenta- preta, floral lembrando lavanda, e um ligeiro toque mentolado. Na boca, tripé acidez, álcool e taninos, perfeitamente equilibrado, persistência longa e retrogosto frutado confirmando o olfativo. Por sua estrutura recomendaria este vinho com pratos preparados com cordeiro ou carne vermelha mais condimentada.

(Walter Tommasi – Editor e palestrante)


Os vinhos da Pérez Cruz são trazidos ao Brasil pela também jovem importadora paranaense Wine Company, da simpática Angela Mochi, que coincidentemente iniciou suas atividades em 2002.


Preço de tabela: R$ 195,00

Wine Company

Av Maringá 4.000 – Pinhais – Paraná

Fone: (041) 3601- 1300 – Site www.winecompany.com.br

e mail: vendas@winecompany.com.br

29 de jan. de 2010

VINHO DO MÊS - DEZEMBRO/09 - Champagne Philipponnat Brut Royale Réserve (Importado)

Fim de ano pede alegria, festa, champagne, por esta razão resolvemos destacar um dos melhores champagnes brut distribuídos no Brasil. Ele é produzido pela tradicional Maison Philipponnat, dirigida por Charles Philipponnat, herdeiro de cinco séculos de uma longa tradição familiar e membro da 15ª geração dessa família com toda uma história na região de Champagne. Suas uvas provêm do vinhedo orgulho da casa, o Clos de Goisses, em Mareuil-sur-Aÿ, localizado nas margens do Marne, numa encosta particularmente favorecida por ser face sul sempre ensolarada, onde todas as uvas são colhidas manualmente. São 20 hectares de vinhedos premier e grand cru próprios, onde se encontram a Maison e suas cavas. A empresa produz hoje meio milhão de garrafas, que são distribuídas para mais de 50 países. Reconhecida mundialmente pelo seu “Estilo Philipponnat”, tem como conceitual o equilíbrio entre a intensidade e o frescor, por isso seus champagnes têm predominância da uva Pinot Noir com 70 %, o que lhe traz a intensidade, complementada pela Chardonnay com 30 %, que lhe confere frescor. A maioria de seus vinhos safrados e originários do Clos de Goisses é vinificada em madeira visando ganhar complexidade e evitando a fermentação malolática, mantendo assim um desejável frescor e a acidez.O exemplar que provamos apresentou cor palha com ótima mouse e perlage pequeno e intenso. Olfativamente complexo, com aromas lembrando leveduras, nozes, frutas brancas, maçã, melão, cítricos e um toque de buttermilk. Acidez correta, untuosidade, corpo leve, persistência longa e retrogosto frutado.Aconselho compatibilizar o Champagne Philipponnat em combinações tradicionais como: ostra, caviar e pratos feitos com cogumelos. Mas, nas festas de fim de ano, a combinação perfeita será a todo o momento com as pessoas que você ama, mas não esqueça a temperatura de serviço: entre 5 e 7 graus. Boas Festas !!!
Preço de tabela: R$ 240,00 a garrafa
Terroir Importadora Ltda.
www.terroirvinhos.com.br
Loja Jardins – Avenida Europa, 580 – Jardins – Fone: (011) 3087-8300Loja Centro – Rua Aurora, 872 – Centro – Fone: (011) 2109-1500

VINHO DO MÊS - OUTUBRO/09 - Brunello Di Montalcino Caparzo 2003 (Importado)

O conceito desta página é de sempre indicar aos nossos leitores grandes vinhos e, dentro do possível, que tenham um ótimo custo-benefício. O vinho desta edição é considerado pelos especialistas como o mais tradicional e requintado da região da Toscana, um Brunello di Montalcino. Nosso exemplar escolhido foi o Brunello di Montalcino da Tenuta Caparzo, um vinho de altíssima qualidade, com a tipicidade dessa DOCG e de preço acessível. O produtor, dentro dessa região, pode ser considerado como relativamente novo, pois iniciou suas atividades em 1960, mas seu processo de vinificação segue a tradição dos grandes Brunellos e tem como meta principal a manutenção da tipicidade, mas nem por isso deixando de incorporar o que existe de melhor tanto nos tratos culturais como nos processos de produção. O Caparzo é produzido de acordo com o disciplinar dessa DOCG, que exige que o vinho tenha 100% de uva Sangiovese Grossa e que elas sejam colhidas dentro da região demarcada. Sua vinificação ocorre em tanques de aço inox e seu amadurecimento, por três anos nas tradicionais “botti ” de 50 a 80 hl da Eslovênia e também em barricas francesas de 30 hl da Allier, além disso mais 12 meses em garrafa antes de ser colocado no mercado. O produtor nos garante que a durabilidade do vinho vai de 20 a 40 anos dependendo da safra, desde que mantido em condições normais de conservação.O exemplar que provei apresentou a cor característica da Sangiovese, um granada de média para alta concentração, com leve halo de evolução. No nariz, complexo com frutas vermelhas maduras, cerejas e ameixas, balsâmico, especiarias, pimenta preta, menta, resina, toques lácteos e aroma de madeira antiga. Na boca, muito macio, alta acidez, taninos marcados e finos, encorpado e persistente, retrogosto confirmando o olfativo, com muita fruta. Este vinho acompanhará muito bem carnes vermelhas assadas ou carne de caça, como coelho, sugiro também com risoto de funghi porccini. Um bom exemplo de vinho de guarda, recomendo decantar o vinho por uns 20 minutos antes de tomá-lo (Walter Tommasi – Editor e palestrante). Os vinhos da Tenuta Caparzo são trazidos ao Brasil pela jovem importadora paranaense MMV.

Via ViniRua Normandia 102- Moema – SP – Fone – (011) 5042-0077Site: www.viavini.com.br
Madalosso Martins Importadora Exportadora (MMV)Av. Affonso Pena 855 – Curitiba – Paraná – Fone (041) 3264-7088Site: www.mmvinhos.com.br

VINHO DO MÊS - AGOSTO/09 - VIU 1 - 2004 (Importado)

Nesta edição nosso vinho do mês será um verdadeiro ícone chileno, o Viu 1, produzido pela Viu Manent, exemplar vinícola chilena fundada em 1935, que ainda continua familiar contrastando com tantas outras que já venderam suas participações societárias a grupos internacionais. Seus vinhedos se encontram no encantador vale de Colchagua, e seu destaque fica para o Vinhedo San Carlos, o mais antigo da empresa, com mudas plantadas no século XIX, algumas delas com mais de 100 anos, e são delas, especificamente do quartel 4, que nosso destaque do mês é produzido.O Viu 1 é uma homenagem a Don Miguel Viu Manent que o idealizou pouco antes de falecer. A safra de 2004 é o quarto exemplar deste vinho, que tem em sua composição 98% de Malbec e 2% de Cabernet Sauvignon, sua fermentação alcoólica foi feita em tanques de inox, seguida de fermentação malolática natural em barricas de carvalho. Sua maturação foi realizada em barricas de carvalho - sendo 95% francês e 5 % americano -, pelo período de 20 meses. O vinho tem 14,7% de álcool. Os responsáveis por sua elaboração foram o enólogo Juan Pablo Legaros e o chief winemaker Grant Phelps, um neozelandês com vasta experiência no mundo do vinho. O vinho Viu 1 - 2004 é certamente um dos mais premiados da casa, com 92 pts dados pelo Guia de Vinos de Chile 2007, além de ser considerado o 2º melhor vinho ícone do Chile, 92 pts pela Wineacces, 92 pts pela Wine Advocado, 92 pts pela Wine and Spirits, 92 pts pela Wine Enthusiast.No Brasil, o vinho é trazido ao Brasil pela Importadora Hannover, do simpático Niels Bosner www.hannovervinhos.com.brO exemplar degustado apresentava cor rubi violáceo, ultraconcentrado. Olfativamente muito complexo, com predominância de frutas negras em compota, cereja, ameixa e agradáveis aromas terciários lembrando café, couro e especiarias, e um toque mineral. Na boca muito estruturado, alta acidez, taninos finos, persistência muito longa, mas tudo muito equilibrado, o que torna o vinho macio e com um final de boca muito agradável, com retrogosto achocolatado. Em minha opinião, o exemplar de 2004 está entrando em sua melhor fase a partir de agora e poderá ser guardado entre 5 a 8 anos sem prejuízo para sua qualidade. Recomendo este vinho com carnes mais fortes, tais como cordeiro ou carnes de caça de pelo, e queijos maduros na linha do Stilton, Gorgonzola e outros.

Preço de tabela : R$ 468,00 a garrafa

Empório Vignamazzi - Shopping Center Norte, loja 1021 - fone (011) 2221-3718Empório Santa Joana - Rua Dr. Franco da Rocha, 288 Perdizes - fone (011) 3774-1484 ou Rua Leão XIII, 23 loja 02/03 Jd. São Bento - fone (011) 2255-5822

VINHO DO MÊS - JUNHO/09 - Grand Vin Du Château Lesparre 1998 (Importado)

O Château Lesparre teve a incumbência de ser o primeiro representante dos vinhos franceses em nossa coluna O Vinho do Mês. Escolhemos o top de linha da casa, o Grand Vin Du Château Lesparre 1998, um AOC de Graves de Vayres, um pequeno distrito de Bordeaux reconhecido pelos vinhos elegantes produzidos primariamente com as uvas Merlot. Essa pequena área, no passado produtora de vinhos brancos, especialmente Sémillon, teve em 1956 uma geada que mudou seu destino, pois houve a necessidade de replantio da maioria de suas videiras, e a preferência dos produtores locais recaiu sobre as tintas Merlot e Cabernet Sauvignon, o resultado não poderia ser melhor. O Château Lesparre faz parte grupo Michel Gonet et Fils, que além de produzir excepcionais champagnes, comprovados pela equipe de degustadores da Free Time na edição 5, quando o Michel Gonet foi o primeiro entre 17 Champagne Brut, também possui o Château Durand-Bayle (AOC Graves de Vayres) o Château Lathibaude (AOC Bordeaux Superior), além dos Château D’Eck, Saint-Eugène e Haut-Bacalan, todos na AOC Pessac Léognan. O Grand Vin Du Château Lesparre é um corte de Merlot 75% e de Cabernet Sauvignon 25%, produzido com uvas de parcelas com baixo rendimento (35 hl por ha), e seu amadurecimento se faz em barricas de carvalho francês “haute futaie” novas por 10 meses, após este período o vinho é transferido para outras barricas também de primeiro uso, processo este que torna os taninos do vinho excepcionalmente finos. O Lesparre já recebeu medalhas de ouro nos concursos mundiais de Bruxellas em 2004 e 2008, a medalha de prata no Concurs Monde Selection de Bruxelas e a medalha de bronze no Challenge International du vin Bourg Blaye em 2006 .Nosso exemplar degustado foi da safra de 1998, estava prontíssimo para beber, e apresentou as seguintes características: visualmente granada, brilhante, com alta concentração de cor e halo de evolução. Olfativamente muito complexo, predominando frutas vermelhas em compota, cassis, especiarias, floral (rosas), herbáceo, toques lácteos e um tostado muito agradável lembrando café. Na boca, absolutamente perfeito, redondo, acidez correta, taninos finos e doces, corpo médio para alto, persistência longa e um final de boca macio e muito frutado.Recomendaria tomá-lo com pratos elaborados com carnes de pato e coelho, ou mesmo com carne de porco ao forno. (Walter Tommasi - Editor e palestrante)

Preço de tabela: R$ 250,00 a garrafa

Vitis Vinifera - Rua Barata Ribeiro, 370 loja 326 - Rio de Janeiro - RJ - 22040-901 - Fone: (21) 2235-3968 - contato@vitisvinifera.com.br. www.vitisvinifera.com.br Villa Vino – Fone (011) 8111-2168

VINHO DO MÊS - JUNHO/09 - Valduga Arinarnoa Identidade (Nacional)


Nesta edição decidimos apresentar para vocês um vinho produzido com uma variedade inusitada e que certamente poucas pessoas conhecem, a Arinarnoa. Esta é mais uma variedade francesa resultante do cruzamento da Merlot com a Petit Verdot, e na qual a Valduga apostou suas fichas, junto com a Marselan e a Ancelotta, para compor a tríade de varietais de sua nova linha denominada Identidade. Esta linha de produtos reforça os esforços da empresa em se tornar um novo símbolo de alta qualidade e inovação no mercado brasileiro de vinhos. A história da família Valduga é rica e iniciou-se em 1875, quando seus pioneiros trouxeram ao Brasil as primeiras mudas que foram plantadas em terras próprias no atual Vale dos Vinhedos. A empresa é hoje gerenciada pelos irmãos Erielson, Juarez e João, que também é o enólogo da casa. Tive a oportunidade de tomar todos os exemplares da linha durante o seu lançamento, e desde o primeiro momento o Arinarnoa me encantou; hoje fico realmente muito satisfeito em ver que se tornou o destaque da linha. Recentemente a jornalista Tina Margaret Gellie, da conceituada revista Decanter, teceu elogiosos comentários a esse exótico vinho produzido pela Família Valduga. Nosso vinho do mês é um varietal produzido 100% com a variedade que lhe dá o nome, as uvas, plantadas na região de Encruzilhada do Sul, foram colhidas em março de 2006. Após o processo de produção, o vinho ficou por seis meses descansando em barricas de carvalho até ser engarrafado em maio de 2007. O exemplar que provei apresentou cor rubi violáceo com alta concentração e ainda sem halo de evolução. Olfativamente muito frutado, lembrando cereja, especiarias, pimenta-branca, um ligeiro petrolato seguido de toques florais muito agradáveis. Na boca muito redondo, com ótima acidez, taninos fortes porém doces, boa estrutura e persistência, retrogosto frutado confirmando o olfativo. Devido a sua boa acidez e seus taninos o vinho deve evoluir e atingir seu ápice em 2-3 anos. Recomendaria compatibilizá-lo com pratos elaborados com carne suína, especialmente os mais condimentados. (Walter Tommasi – Editor e palestrante)



Preço de tabela R$ 58,00 a garrafa

VINHO DO MÊS - ABRIL/09 - Nobile di Montepulciano DOCG Quercetonda - Le Casalte 2005 (Importado)

A região da Toscana é reconhecida mundialmente pela produção de seus Brunellos e mais recentemente pelos Supertoscanos, mas nesta edição vou dedicar o espaço a um dos meus vinhos favoritos, o Nobile di Montepulciano. A cidade que lhe dá o nome encontra-se na província de Siena , ao sul do Chianti e a leste de Montalcino. A DOCG tem um consórcio formado por apenas 71 produtores que têm seus vinhedos nas encostas de Val di Chiana e Val D’Orcia. Está entre 250 a 500 metros do nível do mar e a principal uva utilizada para sua produção e a Sangiovese Grossa (a mesma do Brunello), que na região é chamada de Prugnolo Gentile, que deve entrar com no mínimo 70%, sendo completada normalmente pela Canaiolo. O exemplar que escolhemos, o Quercetonda, é um belo DOCG da nova geração de Nobiles que são mais estruturados e frutados do que os tradicionais. Ele é produzido pela Fattoria Le Casalte, pequena boutique de vinhos que iniciou suas atividades em 1995. O vinho tem sido reconhecido continuamente pela Associação Italiana de Somelliers com seu prêmio máximo (5 grappoli), os exemplares de 2003 e 2004 venceram as últimas duas edições.

O exemplar por mim provado foi o Nobile di Montepulciano DOCG Quercetonda 2005, que está disponível para o mercado brasileiro, importado pela Mercovino. É um Nobile elaborado 100 % com uvas Prugnolo Gentile, com 14,5% de álcool, fermentado em tanques de aço inox, passando por fermentação malolática e posteriormente envelhecido por 24 meses em barricas francesas (novas e de 2º uso). No momento da degustação, o vinho apresentou uma cor grená com boa concentração de cor e leve halo de evolução. No nariz, muito complexo, predominando aromas balsâmicos e florais (violeta), frutas maduras, leve eucalipto, tostado agradável e toques resinosos. Na boca, estruturado, mas com muito boa acidez, taninos doces ainda ligeiramente verdes, persistência longa e retrogosto lembrando alcaçuz. Certamente um vinho de guarda que ainda irá evoluir muito, está no momento certo de ser adquirido. Sugiro que o vinho seja decantado antes de ser tomado para desta forma mostrar toda a sua exuberância. A safra de 2005 para essa região é classificada pelos experts italianos como “ Ótima”, junto com as safras de 2004, 2003, 2001, 2000 e 1998.

Recomendo como boas combinações gastronômicas para o Quercetonda, as carnes vermelhas assadas, caça de pena e queijos fortes tipo pecorino.
Walter Tommasi – Editor e palestrante
Preço de tabela do produto : R$ 250,00
Mercovino
Rua Marcondes Salgado, 1538 - Boulevard
Ribeirão Preto - SP
Fone: (16)3635-5412 / (16)3625-4715
www.mercovino.com.br

Armazém dos Importados
Alameda dos Inhambiquaras, 463 - Moema
São Paulo - SP Fone: (11) 3539-0970

VINHO DO MÊS - FEVEREIRO/09 - Baron de ChirelReserva - 2002 (importado)

Para esta edição resolvemos passear por terras hispânicas e apresentar um dos mais
tradicionais produtores da região mãe dos vinhos espanhóis, a “Rioja”. Para tal, o vinho escolhido não poderia ser outro: Baron de Chirel Reserva, o produto Top dos Herdeiros do Marquês de Riscal. A história da empresa nos leva a 1858, quando o marquês decide inovar e contrata Jean Pineau, enólogo da Maison Lanessan, no Médoc, para desenvolver o primeiro vinho da Rioja dentro dos padrões bordaleses. Hoje, a empresa trabalha em três DOC (Rioja, Rueda e Castilla e León). Na Rioja, de onde vem o exemplar recomendado, a empresa possui
1.300 hectares na cidade de Elciego, e em que as variedades plantadas são: Tempranillo, Graciano, Mazuelo e Cabernet Sauvignon (as mesmas que o marquês plantou em 1858). O Baron de Chirel Reserva é um vinho de produção limitada e elaborado somente em anos
excepcionais. O Chirel é um corte em que a Tempranillo é a uva predominante com 85 por cento, restando os outros 15 por cento para outras variedades não especificadas, mas dentro das plantadas pela empresa.
Todas as uvas vêm de vinhedos antigos, alguns com mais de 40 anos, que se caracterizam pelo baixo rendimento e altíssima qualidade. A fermentação ocorre em temperatura controlada, passando por fermentação malolática e envelhecimento por 20 meses em barricas bordalesas de carvalho americano e um descanso de 1 ano em garrafa antes de ser colocado no mercado.Provei um exemplar da safra de 2002 que estava no ponto para ser tomado. Apresentando cor granada e alta concentração, tinha halo de evolução e lágrimas intensas e muito lentas. Olfativamente muito complexo, predominando frutas pretas maduras, cereja, especiarias, um
tostado bem delicado, toques balsâmicos, herbáceos, um ligeiro resinoso e café. Na boca, lumoso mas ao mesmo tempo macio, com alta acidez, bom corpo, taninos finos, longa persistência e com um final de boca agradavelmente frutado com toques de café, definitivamente sem arestas. Tomei este vinho há um ano e me impressiona como ele evoluiu; por sua boa acidez
acredito que ele ainda tenha uns bons anos de vida. Sugiro que se decante o vinho por uma hora para que suas qualidades sejam maximizadas. Por suas características, compatibilizaria este Tempranillo com receitas de carneiro e carne vermelha, mas também com risotos mais temperados e até mesmo com uma boa paella. O Baron de Chirel é um bom exemplo dos novos vinhos da região de Rioja que privilegiam maior estrutura, mais fruta, e reduzem o excesso de madeira. Walter Tommasi – Editor e palestrante)




Preço de tabela do produto: R$ 435,00


Promoção atual da Interfood: R$ 340,00 Interfood - ClassicRua Borges de Figueiredo 1133 - Mooca
Televendas: 011 6602-7255 ou 6607-5131
www.interfood.com.br

VINHO DO MÊS - FEVEREIRO/09 - Espumante Don Giovanni (Nacional)


Hoje a Don Giovanni possui 18 hectares de vinhedos na região de Pinto Bandeira, que fica a 10 km de Bento Gonçalves, região conhecida pela produção dos Vinhos de Montanha. Devido à altitude, ao clima e ao solo, a região já é reconhecida como uma das mais propícias para a produção de uvas para a elaboração de espumantes, e nosso vinho do mês comprova isto plenamente.O Espumante Don Giovanni Brut Série Ouro é elaborado com 75 % de Chardonnay e 25% de Pinot Noir, tem 12,3 % de álcool e 5 g de açúcar por litro. Esta série especial tem um diferencial, envelheceu por 24 meses sobre suas borras, o que lhe conferiu mais complexidade aromática.O exemplar que provei tinha uma coloração amarelodourada brilhante, bem intensa, com boa mousse, perlage intensa e bolhas pequenas e nervosas. Seus aromas mostravam evolução, frutas secas, leveduras, nozes, pão tostado e um delicioso toque de Jerez. Gustativamente com boa acidez, estruturado,bom corpo e persistência, final de boca bem fresco e retrogosto com toques de leveduras confirmando o olfativo. Certamente um produto com padrão de qualidade digno para competir com os champagnes.Pela sua estrutura compatibilizaria este espumante não só com peixes grelhados, ostras e pratos feitos à base de peixe cru, mas também com peixes e frutos do mar com preparos mais aromáticos e com mais peso. (Walter Tommasi – Editor e palestrante)

Preço de tabela : R$ 62,50

Don Giovanni Vinhos VRS - 805 Linha Amadeu 28 – km 12 – Pinto Bandeira – Bento Gonçalves - Rio Grande do Sul
Televendas - 054 3455.6293 / 3455.6294
Site: www.dongiovanni.com.br

VINHO DO MÊS - DEZEMBRO/08 - Tané - Valle Dell’Acate - 2002 (Importado)

Nosso vinho do mês desta edição vem das lindas terras do feudo de Bidini, província de Ragusa, na ensolarada Sicília. Famosa pelas suas escavações arqueológicas, é um verdadeiro museu ao ar livre que nos presenteia os olhos com jóias arquitetônicas das diversas civilizações que dominaram a região. Nessas históricas terras nosso vinho é produzido primordialmente com a Nero D’Avola, a mais conhecida uva da Sicília, e que até os anos sessenta era utilizada somente em cortes devido ao seu alto nível de álcool e seu grande corpo, normalmente enviado para outras regiões onde as uvas eram menos encorpadas. A vinícola foi fundada pela família Jacono no final do século 19, e sempre se caracterizou pela divulgação de uvas autóctonas sicilianas. Hoje a empresa é gerenciada por Gaetana Jacono, representante da sexta geração, que cuida pessoalmente dos100 hectares da propriedade assim como das operações de produção de seus deliciosos vinhos.O Tané é um corte IGT, potente, com 15,5 graus de álcool, da regional Nero D’Avola e da francesa Syrah, envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso, mais 12 a 14 meses de garrafa. O exemplar provado datava de 2002, visualmente apresentava um rubi com alta concentração de cor, halo alaranjado de evolução e lágrimas intensas e bem lentas. Olfativamente muito complexo, com predominância de frutas vermelhas e negras maduras, ameixa preta, especiarias, cacau, baunilha e toques herbáceos. Na boca apresenta uma estrutura impressionante, pois é alcoólico mas sua ótima acidez, seus taninos finos e sua longa persistência estão muito bem balanceados o que o deixam aveludado. Seu retrogosto confirma as frutas e traz um ligeiro alcaçuz final. Vinho que ainda resiste a um bom tempo de garrafa e que recomendamos ser decantado antes de ser consumido. Compatibilizaria este Nero D’Avola com pratos fortes e bem saborosos preparados com carnes vermelhas, especialmente as de caça, linguiças e outros embutidos temperados, assim como com queijos fortes.O Tané já obteve 91 pontos no Guida Veronelli, 2 bicchieri no Gambero Rosso (Walter Tommasi – Editor e palestrante).

VINHO DO MÊS - DEZEMBRO/08 - Miolo lote 43 (Nacional)

Tudo na vida tem um começo.Na história do vinho brasileiro uma coisa é certa, o marco inicial dos grandes vinhos verde e amarelos sempre será o Lote 43. Ele não só surpreendeu e deliciou os experts como também revolucionou nosso mercado e colocou definitivamente o Brasil como uma alternativa real de produção de vinhos de alta qualidade no mercado mundial. Produzido pela Miolo, jovem e pujante empresa, que lançou seu primeiro vinho em 1994 e hoje é um dos símbolos da revolução de qualidade de vinhos no Brasil. Tudo iniciou com a chegada ao Brasil do patriarca Giovanni em 1897, foi reforçado nos anos 70 pelo reconhecimento da família como excepcional fornecedor de uvas finas para produção de vinhos, em 1989 pelo nascimento da vinícola e finalmente em 1994 pelo lançamento de seu primeiro vinho com a marca Miolo.Daí para frente o foco na qualidade, a inovação e o empreendedorismo dos Miolo a levaram ao topo do ranking dos produtores brasileiros. O nome Lote 43 homenageia e origina-se do primeiro lote de terras recebidas pelo patriarca em sua chegada ao Brasil, o vinho é um corte de uvas Cabernet Sauvignon e Merlot produzidas no famoso lote, dentro do conceito dos Cru franceses, sua produção só ocorre em anos excepcionais, e tem como criador o enólogo da família, nosso caro Adriano Miolo. O primeiro Lote 43 foi produzido em 1999, e se tornou o ícone nacional dos produtos de alta qualidade, sendo produzido novamente em 2002, 2004 e 2005. O exemplar que degustamos é da safra 2004: de cor Rubi com alta concentração de cor, ainda sem halo de evolução e lágrimas intensas e lentas, é olfativamente complexo e elegante, predominando as frutas vermelhas em compota, ameixa preta, floral lembrando rosas, tostado agradável, couro, tabaco e um ligeiro toque balsâmico. Na boca ótima acidez, taninos finos, corpo médio para longo, persistência longa e um final de boca agradavelmente frutado. Um vinho com as características dos grandes exemplares do velho mundo, altamente gastronômico, acompanha muito bem pratos a base de carne vermelha, especialmente assados e até mesmo um bom carneiro assado ou ensopado.

VINHO DO MÊS - OUTUBRO/08 - Brunello di Montalcino – Talenti 2003 (Importado)

O Brunello é um dos ícones da vinicultura italiana e o maior representante da região da Toscana. A Talenti é uma empresa nova, fundada em 1980, logo após Pierluigi Talenti adquirir a propriedade e suas terras, localizadas nos arredores de uma vila medieval chamada Santo Ângelo, ao sul de Montalcino, província de Siena. Possui 40 hectares dos quais metade utilizados para o plantio das uvas viníferas, sendo 15 hectares para a Sangiovese Grossa e a restante com a Colorino, Canaiolo, Syrah, Merlot e Cab Sauvignon.A Vinícola tem capacidade de produção de 65 mil garrafas/ano que são vinificadas em tanques de nox e envelhecidas em tonéis de carvalho francês Alliers e eslovenos.Seguindo as regras básicas de produção deste produto, que foi o primeiro vinho italiano a receber a DOCG, os vinhos devem ser elaborados com 100 % de uvas Sangioves Grosso (na região denominada Brunello), ter mais do que 12,5% de álcool, utilizar uvas da região demarcada de Montalcino cujo plantio não pode ser em áreas acima dos 600 metros, com densidade mínima de 3 mil pés por hectare e produção não superior a 8 toneladas por hectare. O vinho também é obrigado a amadurecer por 5 anos, dos quais 2 em barris de carvalho.A Talenti tem recebido diversas premiações, como 3 bicchieri do Gambero Rosso, 5 grappoli da associação Italiana de Somelliers e outras. Tem sido também alvo de comentários muito elogiosos de críticos como Jancis Robinson que o considerou como sendo um dos melhores Brunellos de estilo clássico.Quando degustei o vinho ele apresentava as seguintes características: rubi brilhante com alta concentração de cor e lágrimas muito intensas e densas. Olfativamente muito complexo, com frutado (framboesas e ameixas), floral (violetas) aromas terrosos, funghi secos, tabaco, cacau, e toques balsâmicos.Na boca é muito harmônico, seco, com entrada potente, estruturado, boa acidez, taninos finos ainda ligeiramente verdes, bom corpo e persistência, e retrogosto balsâmico confirmando o nariz. Certamente um vinho ainda jovem para os padrões de consumo dos Brunellos mas com um tremendo potencial de evolução.Minha sugestão de compatibilização para este vinho seriam pratos fortes elaborados com carnes vermelhas, ou selvagens de pêlo acompanhados por funghi secos ou tartufos.Outra combinação imbatível é com um boa lasca de queijos maduros e salgados tipo Pecorino (Walter Tommasi – Editor e palestrante).O Brunello di Montalcino Talenti é trazido ao Brasil pela Importadora Gran Crú, jovem empresa que abriu suas portas em 2002 trazendo o que de melhor se produzia na Argentina, e que passou a ampliar seu portfólio com grandes nomes de outros países como França Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Chile, Nova Zelândia, Austrália e outros.Preço de tabela do produto R$ 264,00

VINHO DO MÊS - OUTUBRO/08 - Lidio Carraro Quorum Grande Vindima 2005 (Nacional)

Para esta edição escolhemos a primeira vinícola boutique brasileira a se especializar em vinhos TOP e super prêmio e que surpreende a todos não só com a excepcional qualidade de seus vinhos, mas também pela forma inovadora de comercialização, buscando canais de distribuição diferenciados visando o reconhecimento mundial de seus produtos, o que está começando a ocorrer com comentários elogiosos do Le Figaro e do crítico Steven Spurrier. A Lidio iniciou sua trajetória em 1998, mas seus primeiros vinhos foram elaborados só em 2002. O que tem destacado a vinícola é o forte trabalho de respeito ao terroir e à autentica expressão das características de cada variedade, por isto não utiliza madeira nem recursos enológicos que possam interferir na originalidade das castas que irão produzir o vinho.O nosso vinho do mês é um corte de 35% de Merlot, 30% de Cabernet Sauvignon, 20% de Tannat e 15% de Cabernet Franc e tem 14 graus de álcool. A origem de suas uvas é o vale dos vinhedos com produção média de 4.800kg por hectare. As uvas colhidas manualmente, são desengaçadas e conduzidas aos tanques de fermentação por gravidade. As fermentações ocorrem em tanques de aço-inox, no sistema tradicional de vinificação, com macerações variando de 14 a 18 dias. Após a fermentação malolática e trasfegas, procede-se o corte dos vinhos já prontos, permanecendo mais 12 meses no tanque até o engarrafamento. O vinho não é filtrado, visando conservar íntegras as suas características. O Quorum é elaborado apenas em safras excepcionais.Degustei um exemplar deste vinho especialmente para esta matéria antes mesmo de seu lançamento oficial, leiam suas principais características: Rubi violáceo com alta concentração de cor e lágrimas intensas e lentas. Olfativamente impressiona pelos seus aromas frutados intensos, lembrando framboesa, acompanhados por um floral agradável, e toques de especiarias, lácteos e chocolate. Na boca, mesmo jovem é surpreendentemente equilibrado, estruturado, macio, com boa acidez, taninos finos, bom corpo e persistência e um retrogosto frutado, confirmando o olfativo. Devemos reconhecer o excelente trabalho dos enólogos da casa (Juliano e Mônica) em extrair tanto das uvas, olfativa e gustativamente, sem utilizar o tradicional recurso dos tonéis de carvalho. Minha recomendação de compatibilização para este vinho seria, além das receitas com carnes grelhadas sem gordura, comidas picantes como as asiáticas (Walter Tommasi Editor e palestrante).

VINHO DO MÊS - AGOSTO/08 - Santa Helena D.O.N ( Denominación de Origen Noble) 2002 (Importado)

Santa Helena é certamente um dos poucos produtores mundiais que conseguem ser referência de qualidade em tudo que produzem, suas linhas básicas são sempre citadas como as de melhor custo benefício, mas é na linha 4 estações que a Santa Helena faz com que os grandes apreciadores a reverenciem como um dos melhores produtores do Chile.A linha 4 estações é composta de: Selección Del Diretório (1ª estação), Vernus (2ª estação), Notas de Guarda (3ª estação) e o Don (4ª estação). Pois é exatamente o top de linha deste produtor que foi considerado o vinho do mês da freetime.O DON é um magnífico blend com características bordalesas, contem 83% de Cabernet Sauvignon, 12% de Merlor e 5% de Carmenere. E suas uvas provém 85% do Vale do Colchagua e 15% do Vale de Maule, Envelhecido 100% em barricas novas de carvalho Frances, tem sua produção limitada a apenas 18 mil garrafas por ano.Quando tomei este vinho ele apresentou as seguintes características: Visual grená com boa concentração de cor e leve halo de evolução. Olfativamente, muito complexo destacando-se os aromas frutados lembrando ameixas e amoras, tostado elegante e toques florais e balsâmicos. Na boca um vinho estruturado e extremamente equilibrado, com ótima acidez, taninos doces, bom corpo e persistência e um final de boca agradável, que confirmou o olfato. Particularmente para obter o máximo deste vinho recomendaria abrir a garrafa uma hora antes de servir e deixa-lo descansar em um decanter por 15 a 20 minutos. Compatibilizaria este vinho com carne mais fortes como Cordeiro, coelho (Walter Tommasi – editor e palestrante).Os vinhos da Santa Helena são trazidos ao Brasil com exclusividade pela importadora Interfood uma empresa moderna que iniciou suas atividades em 1985 e que além da Santa Helena tem em seu portfólio outros grandes nomes como Piper Heidiseck, Rémy Martin, Codorniú Vodka Absolut e outros. Preço de tabela: R$ 300,00

VINHO DO MÊS - AGOSTO/08 - Don Laurindo Gran Reserva 2002 (Nacional)

Para esta edição decidimos escolhe um dos mais destacados produtores “ boutique” do Brasil. Don Laurindo é certamente uma unanimidade entre os conhecedores brasileiros de vinho de qualidade.Empresa tipicamente familiar tem Ademir Brandelli como enólogo responsável e o próprio Laurindo Brandelli na supervisão das videiras. A vinícola só trabalha com uvas próprias e produz 112 mil litros de vinho por ano. Respeitado por ter muito sucesso com uvas “não convencionais” em terras brasileiras ganhou fama com seus excelentes Tannat e Ancellotta, mas certamente atingiu um novo patamar com o lançamento do Gran Reserva que escolhemos para ser o vinho do mês brasileiro da Freetime nesta edição. Este vinho de 13,7 graus de álcool é elaborado somente em anos excepcionais e coincidentemente com as duas castas citadas acima como varietais de destaque da Don Laurindo, Tannat 80% e Ancellotta 20 %. O vinho passa 8 dias em maceração, posteriormente por processo de fermentação malolática, e finalmente descansa um ano em barricas de carvalho francês novas e mais dois anos em garrafa nas caves, só após isto ele é colocado no mercado para consumo.O VINHODegustei um exemplar Gran Reserva 2002 para esta edição e visualmente ele já apresenta toques de evolução com seu granada escuro, alta concentração de cor e halo alaranjado. Olfativamente é um vinho complexo destacando aromas terciários como couro, animal, mas traz um forte frutado, toques de especiarias e seu tostado é muito elegante e bem integrado. Na boca tem boa estrutura, ótima acidez, taninos finos, corpo e persistência longa e final de boca lembrando alcaçuz. Uma coisa que me impressiona é como o enólogo Ademir consegue domar os rebeldes taninos da Tannat e o Gran Reserva é mais uma prova disto. Compatibilizaria este vinho com carnes vermelhas gordas grelhadas ou ao forno, não muito salgadas e especialmente carnes selvagens de pena mais aromáticas (pato, codorna, perdiz, faisão) de preferência ensopadas.(Walter Tommasi, editor e palestrante). Preço de tabela: RS 105,00

28 de jan. de 2010

VINHO DO MÊS JUNHO/08 - Champagne Mailly Grand Cru (Importado)


Champagne Mailly Grand Cru

Nesta edição, vamos focar nossa indicação em um lançamento muito esperado e que finalmente se concretiza. Chegou ao Brasil o Champagne Mailly Grand Cru. Apenas como informação, na França existem 324 Crus na área denominada Champagne, mas apenas 17 deles são considerados aptos a usar a apelação de Gran Cru: Mailly é um deles. Dos Crus restantes 43 são Premier Cru e, 264, Crus A.O.C. A Mailly foi fundada em 1929 e sempre manteve seu compromisso e sua vocação original de manter a produção de Champagnes Grand Cru. Esse produto, por nós indicado, faz parte da linha denominada Clássica, junto com o Brut Miléssimé e o Brut Rosé. Sua composição é também clássica, com 75% Pinot Noir e 25% Chardonnay, produzido por uvas colhidas manualmente. Passa por fermentação alcoólica a 16º, complementada por malolática em cubas térmicas de aço inox, terminando seu processo com 3 anos de envelhecimento em cava.Quando provamos esse champagne, apresentou cor amarelo-palha intensa, com mousse denso e perlage intenso com bolhas pequenas bem nervosas. Olfativamente complexo com aromas de pão tostado, fermento, frutas secas, nozes e toques cítricos. Na boca, ótima acidez, mas com a estrutura dos grandes champagnes trazendo no retrogosto frutas secas confirmando o olfativo. (Walter Tommasi – Editor e Palestrante). Esse vinho é importado pela jovem e pujante Ana Import, que iniciou suas atividades em 2005, idealizada por Aninha Marques, esposa do conhecido Bell Marques criador do Chiclete com Banana. A Casa já importa exclusivamente mais de 100 rótulos de regiões como Chile, Argentina, Itália e França, e tem sua sede na Bahia e escritório de representação em São Paulo. Preço: R$ 250,00Ana Import Salvador: Rua Euclydes da Cunha 170 – Graça. Fone (71) 3337-1111 São Paulo: Rua Arandu, 281 - cj 11 e 12 – Brooklin - Fone (11) 5501-1900Site: www.anaimport.com.br

VINHO DO MÊS - JUNHO/08 - Chardonnay (Nacional)

Cordilheira de sant’ana
Chardonnay
2005
Nosso escolhido para ser o vinho brasileiro do mês foi também recentemente premiado como um dos Top Ten da Expovinis 2008 na categoria Chardonnay e para tornar o prêmio ainda mais significativo, ele concorreu com exemplares do mundo todo. Surpresa? Para quem acompanha a trajetória de Rosana e Gladistão, certamente não. Isso é apenas um justo e merecido reconhecimento a quem faz vinho de qualidade com muita paixão. A Cordilheira de Sant’Ana é uma empresa jovem e seus vinhos apareceram no cenário vinícola brasileiro há apenas dois anos, mas a experiência acumulada pelo casal é que faz a diferença. Os vinhos são produzidos na região de Palomas, na chamada Campanha Gaúcha (paralelo 31º latitude sul), terroir esse descoberto pelo conhecimento adquirido pelo casal através de muita pesquisa e de sua
experiência na região. o Vinho Este Chardonnay é um vinho complexo: uma mistura de aromas de frutas maduras, notas lácteas, fermento, toques gostosos de baunilha e um leve tostado. Na boca, mesmo com seus 14% de álcool, ele é elegante, tem ótima acidez, bom corpo e persistência. Uma característica muito interessante é que 30% do vinho é fermentado em barris de carvalho e permanece sobre os fermentos por 12 meses, o que acaba enriquecendo seu aroma e seu paladar. Por se tratar de uma vinícola boutique, a produção é restrita. Do Chardonnay 2005 a Cordilheira de Sant’Ana produziu apenas 7.250 garrafas. Compatibilizando esse vinho com alimento, minha sugestão seria para bacalhau, peixes em geral e frutos do mar, especificamente
crustáceos, como lagosta e camarão. Carnes vermelhas frias e queijos de mofo branco do tipo Brie e Camembert (Walter Tommasi Editor palestrante.