6 de fev de 2019

Os Abatidos 63: Nozze D’Oro Bianco DOC Sicília 2008



6 de Fevereiro de 2019

Variedade: Inzolia 73%, Sauvignon Blanc 27%

Origem: Sicília - Itália

Produtor: Tasca D’Almerita

Onde encontrar – Mistral

 Preço:  R$ 283 para a safra 2011

Tasca D’Almerita é um dos mais importantes produtores de vinho da Itália localizado no coração da ilha Sicília. Fundada em 1830 na famosa Tenuta Regaleali é também uma das mais tradicionais vinícolas em atividade. Pela sua alta qualidade a vinícola expandiu e conta hoje com 500 hectares divididos em vários vinhedos, a saber: Tenuta Regaleali no centro da Sicilia, Tenuta di Tascante na região do Vulcão Etna, Tenuta di Capofaro na Ilha de Salina é uma das sete ilhas que compõem o arquipélago das ilhas Eólias, a norte da Sicília,  Tenuta di Sallier de La Tour di Camporeale perto de Palermo, e finalmente Tenuta di Whitaker na  província di Trapani. O vinho provado hoje tem uma história. No ano de 1984 o Conte Giuseppe Tasca D’Almerita celebrou seus 50 anos de casado com sua esposa Franca com a criação de um vinho que registrasse a história de seu principal vinhedo. Um corte de Inzolia e Sauvignon Blanc vinhedos estes presentes em Regaleali desde a primeira guerra mundial. O vinho foi um sucesso e continua sendo produzido até os dias de hoje. O exemplar provado era de cor dourado intenso, bem brilhante. No nariz fruta amarela madura lembrando abacaxi, notas cítricas, amêndoas, toque lácteo, e baunilha. Na boca vigoroso com excelente acidez, grande estrutura, longo e final de boca vibrante trazendo novamente o abacaxi maduro e as notas terciárias. Um vinho maduro pronto, mas com potencial ainda grande de guarda. Pesquisei a ficha técnica do vinho pra ver quanto tempo de barrica o vinho teria, e a mesma não informa passagem por madeira, também senti um toque lácteo, mas a mesma ficha informa que vinho não fez malolática. Curioso.

Avaliação 3*

4 de fev de 2019

Uma confraria generosa



Uma das boas coisas do mundo do vinho é poder dividir seus melhores vinhos com seus melhores amigos, e é assim a nossa “Aprendizes do Paladar” que se reúne em média a cada 2 meses. Ela foi criada com dois objetivos principais: 1) Reunir os casais amigos em um almoço ou jantar sempre muito animado e aguardado. 2) Compatibilizar vinhos com pratos especialmente preparados pelo confrade anfitrião.
Os eventos ocorrem  na casa de um de nossos confrades o que torna o encontro muito mais descontraído e familiar, e a generosidade de todos os confrades pode ser notada pelo capricho com que os anfitriões sempre nos recebem, que vai desde deliciosos pratos até à costumeira decoração da mesa que embeleza nosso encontro.
Neste mês nossos anfitriões foram a Alice e o Paulo Sampaio e o menu foi: Salada de Toranja, Abacate e Presunto Cru, seguido do prato principal, que foi nossa referência para a escolha do vinho a ser levado, Lula recheada com camarão e pupunha.

Os cinco vinhos trazidos pelos confrades foram:
Cordero de Montezemolo Langhe 2016 - Itália - Elaborado com a uva Arneis
Lapeyere Jurançon Sec 2016 – França - Elaborado com a uva Gros Manseng.
Batàr Toscana 2009 – Itália – Elaborado com 50% de Chardonnay e 50% Pinot Blanc
Pitton Paille Bones Blanches Anjou Loire 2011 – França – Elaborado com a uva Chenin Blanc
Silex Pouilly Fumé Loire 2010 – França - Elaborado com a uva Sauvignon Blanc
Surpreendentemente o toscano Batar venceu tanto na compatibilização com o prato como na prova apenas entre os vinhos, o que não costuma ocorrer normalmente. Com os pratos que é o tema de nossa prova o Silex ficou em segundo, o Pithon Paille em terceiro, o Cordero de Montezemolo em quarto e o Lapeyere em quinto.
Descritivo:
Cordero de Montezemolo Langhe 2016 – Palha brilhante. Nariz marcado por aromas cítricos, pêssego, floral lembrando acácia e mineralidade. Na boca ótima acidez, bom corpo, final, floral com ligeiro amargor

Lapeyere Jurançon Sec 2016 – Dourado brilhante. Fechado, pêssego fresco, leve floral e notas cítricas. Na boca seco, bom corpo pontinha de álcool, final frutado, e mineral.Um vinho mais direto seco, mineral.

Batàr Toscana 2009 Dourado intenso e brilhante. Complexo, abacaxi maduro, pera, baunilha, leve tostado. Na boca deliciosamente balanceado, boa acidez grande estrutura, longo final frutado e fresco. Um vinho maduro em seu auge, e noema que tem 10 anos de garrafa.

Pitton Paille Bones Blanches Anjou Loire 2011 – Dourado brilhante, Notas químicas, flores brancas, palha, canela, e mineral.  Na boca ótima acidez, boa estrutura, fresco e final mineral lembrando pedra molhada.

Silex Pouilly Fumé Loire 2011 – Palha com toque verdeal. Olfativamente fechado, mineral, com tempo de taça abre aromas florais, grapefruit, ervas aromáticas, defumado, e notas salinas. Na boca ótima acidez, elegante corpo médio final de boca leve e refrescante, mas aumentando sua complexidade com o tempo de taça. Este vinho precisava ser decantado. Poderoso.
Obrigado a todos por mais esta maravilhosa noitada

22 de jan de 2019

Os Abatidos 62: Joh Jos Prum Graacher Himmelreich Spatlese 2016



10 de Janeiro de 2019

Variedade: Riesling

Origem: Mosel - Alemanha

Produtor: Joh Jos Prum

Onde encontrar – Mistral

 Preço:  R$ 440 para a safra 2011

Detalhes Um ótimo e vinhos da região de Mosel, sempre na minha lista de favoritos. Fundada em 1911 por Johann Josef Prüm,  ganhou destaque quando Sebastian seu filho assumiu o gerenciamento da vinícola criando nos anos de 1930 e 1940  o estilo de vinhos elegantes que é seguido até hoje pelos herdeiros. Sua propriedade conta com 14 hectares plantados com a branca Riesling em 5 diferentes vinhedos a seguir: Wehlener Sonnenuhr, Graacher Himmelreich, Bernkasteler Lay, Bernkasteler Badstube and Zeltinger Sonnenuhr. O vinho provado foi uma Spatlese ( Colheita tardia) quando as uvas são colhidas uma semana após a colheita normal, em minha opinião cometemos um infanticídio, na boca o mesmo estava fresco com boa acidez e elegância tradicional dos vinhos da Joh Jos Prum mas olfativamente me incomodou demais a sensação de doçura que chegou a lembrar o aroma de açúcar refinado, sensação também sentida no final de boca. Foi degustado às cegas junto a outros 5 exemplares e para mim acabou ficando em penúltimo lugar. Nem por isto vai deixar de fazer parte de minha adega, mas certamente serão tomados com guarda de pelo menos 8 a 10 anos.

Avaliação 2*

15 de jan de 2019

Os Abatidos 61: Peter Lauer Sekt (Cremant Reserve) 1991



07 de Janeiro de 2019

Variedade: Riesling

Origem: Mosel - Alemanha

Produtor: Peter Lauer

Onde encontrar – ?

 Preço: 44 Euros na Europa

Detalhes – Vinícola familiar com fundação datada de 1830 tem hoje como proprietários, Floriam , que hoje é responsável pela parte enológica, e Peter III. São produtores orgânicos localizados em Saar na região de Mosel. Florian é um enólogo minimalista reduzindo sua interferência no processo apenas no controle a temperatura, e da clarificação do vinho antes da fermentação e battonage, sendo todos seus vinhos elaborados com leveduras indígenas. Evitando seguir o estilo de vinhos que tornaram a região conhecida como os vinhos de Egon Muller. Os vinhos de Florian são caracterizados pela mineralidade, alta acidez, e frescor. O espumante provado estava perfeito, trazendo no nariz e retrogosto a fruta madura, mas não passada, que a safra poderia trazer, nariz mineral, e com leve toque oxidativo e nenhum dulçor. Na boca direto com boa mousse ótima persistência e final trazendo uma delicada fruta madura e a refrescante mineralidade. Vou guardar minha última garrafa para toma-la em 2021 com 30 aninhos de descanso.

Avaliação 3*

11 de jan de 2019

Os Abatidos 60 – Comte de Raybois Crozes Hermitage 2009



 02 de Janeiro de 2019

Variedade: Syrah

Origem: Côte du Rhône - França

Produtor: Ogier

Onde encontrar – Vinci

 Preço: R$ 124 para garrafas de 375 ml

Detalhes – A Ogier é um tradicional produtor com mais de 150 anos de experiência na região do Côte de Rhone. Hoje de propriedade do grupo Ad Vini que possui mais de 30 Domaines, Chatêaus, e vinícolas contando com 2.330 hectares de vinhedos  espalhados pela França em regiões como Borgonha, Côte de Rhône, Provence, Languedoc, Bordeaux e outros além de uma vinícola na África do Sul. Em 1995 com a chegada do enólogo  Didier Couturier a vinícola, passa por uma forte renovação em seus processos, gerando em uma melhoria substancial  na qualidade de seus vinhos. O vinho provado é definitivamente um ótimo “custo benefício” Marcado pelos aromas de cerejas, especiarias, e tostado muito bem integrado pela curta passagem de 6 meses por foudres Na boca mostra certa potência, mas sua boa acidez o deixa refrescante, taninos delicados ainda presentes e final de boca confirmando as cerejas negras. 

Avaliação 3*