4 de jan de 2018

Os vinhos de melhor custo benefício provados pelos degustadores da Go Where em 2017


O difícil ano de 2017 finalmente terminou, foi certamente um ano bastante complicado tanto para as importadoras como para os produtores, mas quando chegou ao seu final mostrou que existe uma luz no fim do túnel. Durante o ano tive a oportunidade de organizar  oito degustações para a revista Go Where Gastronomia mas me vi forçado a realizar degustações com temas mais amplos para que tivéssemos uma boa massa crítica de vinhos  durante as provas.  Neste post gostaria de apresentar a vocês os surpreendentes  vinhos considerados como de melhor custo benefício  pelo nosso grupo de degustadores  em cada uma de  nossas provas . Certamente uma boa dica para quem não quer gastar muito e exige alta qualidade: 

Espumante Jasmine Monet – Argentina importada pela Dominio Cassis  - R$ 120 – Nota 90/100

Rosso di Montalcino Val di Suga 2011 – Itália importado pela La Pastina – R$ 176 – Nota 90/100

Partners Cabernet Shiraz 2010 – Austrália importado pela KMM – R$ 112 – Nota 90/100

Avondale Syrah 2008 – África do Sul importado pela Vinhos do Mundo – R$ 73 – Nota 89/100

Vinha do Mouro Tinto 2012 – Portugal importado pela Epice – R$ 80 – Nota 89/100

Mas Amiel  Vertigo Branco 2015 - França importado pela Chez France – R$ 99 – Nota 89/100

Fleur de Cap Semillon 2014 – África do Sul importado pela Wine. Com – R$ 91 – Nota 89/100


Quinta da Neve Cabernet Sauvignon 2010 – Brasil produzido pela Decanter – R$ 66 – Nota 89/100

Que venha 2018 !!

29 de dez de 2017

Alegrias e decepções de um almoço de final de ano


Final de ano é aquela época em que as atividades das importadoras e produtores diminui mas aumentam os encontros com amigos e  confrarias. Ontem nossa “Confraria das segundas feiras” decidiu fazer um almoço extra apenas para comemorar nossa amizade. Local escolhido Barbacoa da Renato Paes de Barros que por sinal estava muito bom com serviço de primeira e carnes muito macias e suculentas. Como de praxe a qualidade dos vinhos escolhidos  pelos confrades foi de altíssimo padrão dentro do  tema  “ Tintos dos USA”.
A decepção ficou por conta do meu vinho, um  Grgich Hills Estate Merlot 2006 comprado a alguns  anos atrás nos USA e guardado com carinho para uma degustação como esta  . Come on estava Bouchoneé !!

Meu favorito do dia o Dominus Estate Napa Valey 1996 trazido pelo Esper. Tinha este vinho como sonho de consumo, mas as duas vezes que fui comprar desisti por considerar o preço abusivo. Mas posso dizer que foi um dos 5 melhores vinhos que provei em 2017. Pela primeira vez senti aromas de manteiga de cacau acompanhando suas frutas negras já com perfeita a evolução. Boca viva, tripé perfeito, com destaque para a acidez e seu final de boca absolutamente delicioso

A seguir uma surpresa muito agradável, o Gargiulo Aprile Super Oakville Blend 2014 trazido pelo Thomas, um Sangiovese americano elaborado na California, que para nosso espanto tinha muita tipicidade com seu aroma floral lembrando violetas e rosas, frutas vermelhas maduras , e tostado.  Na boca para ficar igual a um toscano só faltou um pouco mais de rusticidade de taninos  mas agradou demais ao grupo .

O próximo foi o Le Cigare Volant 2006 trazido pelo Victor um interessante Rhône americano da Califórnia, corte de Mouvedre Grenache,Syrah e Cinault . Vinho com nariz austero frutas negras frescas cereja, louro toque defumado. Boca bem fresca, taninos finos final direto mas com suculência.

Para finaizar o Arnot Roberts Syrah 2013 dos badalados amigos Arnot e Roberts produtores marginais que não participam do mainstream vitivinícola  americano mas que estão ganhando espaço entre os consumidores Geek  dos EUA trazido pelo Sidney, vinho com personalidade própria mas em minha opinião precisando de garrafa para aparar suas arestas.
Bem agora só falta esperar 2018 para recomeçar – mos nossas atividades.


Feliz  2018 a todos

11 de dez de 2017

Conheça os melhores vinhos de Portugal




Recentemente tive o prazer de participar do evento “O Melhor de Portugal“, organizado pela Vini Portugal e que teve apresentação do competente Alexandre Lalas desta vez acompanhado pelos amigos Marcel Miwa e Ibrahim Zouein que pacientemente comentaram os vinhos para um público de atentos mas barulhentos ouvintes.

 Para termos uma noção do atual status de Portugal na vitivinicultura mundial seguem algumas informações estatísticas de acordo com dados colhidos em 2016.  Portugal produz significativos 6 milhões de hectolitros de vinho fino por ano dos quais 46% se destinam para a exportação o que comprova  o forte crescimento e reconhecimento dos vinhos portugueses nos maiores mercados consumidores de vinho do mundo . A região do Douro continua capitaneando o volume de vendas, seguido do Alentejo, Lisboa, Minho, e Tejo. Portugal ocupa a 8ª posição entre os maiores exportadores, possui a 8ª maior área plantada, e é o 11º produtor de vinhos do mundo.
Voltando ao nosso tema, o concurso “O melhor de Portugal” é uma prova que ocorre todos os anos organizada pela Vini Portugal e que nesta edição colocou frente a frente 1376 exemplares que foram analisados por 100 jurados.


 Os ganhadores foram:

Melhor Vinho do Ano e Melhor Var. Tinto - VILLA OLIVEIRA TOURIGA NACIONAL,
Melhor Vinho Tinto Blend- Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, 2014
Melhor Licoroso- Kopke Colheita , 1967 DOP, 1967
Melhor Var. Branco - MUROS ANTIGOS LOUREIRO, 2016
Melhor Espumante- QUINTA DO ORTIGÃO Cuvée, 2012
Melhor Vinho Branco Blend - QUINTA DOS CARVALHAIS RESERVA, 2012


Durante nossa prova, dos vinhos acima, só não provamos o Kopke e o Quinta do Ortigão, mas em compensação tivemos outros medalhados como:

Marques Marialva Arinto Reserva 2016
Olho de Mocho Branco -Antao Vaz 2016
Esporão Reserva 2016
Titular Encruzado 2015
Cabriz Reserva 2015
Duorum  Colheita 2015
Marques de Marialva Baga  Reserva 2012
Herdade da Pimenta Grand Escolha 2014
Sandrão Porto Vintage  


Os meus favoritos foram:

O deliciosamente mineral Muros Antigos  Loureiro 2016
O surpreendente Villela Oliveira Touriga Nacional 2011
O sempre campeão Dona Maria Tinto 2014
E o repaginado Quinta do Crasto   Vinhas Velhas 2014  
E o refrescante Olho de Mocho Branco – 2016


Parabéns a Sonia Viera e Vini Portugal por mais um sensacional evento de divulgação do que de melhor se produz em Portugal. Até a próxima


Vini Portugal: www.viniportugal.pt

7 de dez de 2017

Catad' Or Ancestral o concurso de vinho que vai entrar para a história



O conceituado Concurso Catad’Or já está em sua 22 edição, mas este ano surpreendeu a todos com um segundo evento, o “Catad”Or Ancestral Wine Award” criado especificamente para promover os vinhos elaborados por pequenos produtores/ artesãos, que não produzam mais do que 10 mil litros ao ano, e que cada ano que passam ganham mais espaço no mercado chileno de vinhos com a ajuda técnico financeira do INDAP que comentarei ao final. 

Tive a honra de ser um dos jurados internacionais desta primeira edição junto a outros grandes nomes como o MW Alister Cooper da Inglaterra, Hector Riquelme e Sergio Correa Undurraga do Chile, Grant Phelhs da Nova Zelândia, Feix Guinand da França, Meinard Jan Bloem da Holanda apenas para citar alguns, o grupo também contou com a presença de Daniela Bravin e Cassia Campos do Brasil e de nosso querido chileno brasileiro Francisco Zúniga.


O Concurso foi dividido em três categorias: Vinho Camponês. Vinho Camponês a Granel, e Pequenos Produtores, e foi desenhado para produtores, cooperativas, comerciantes, importadores de vinhos de origem camponesa, e pequenos produtores de variedades tradicionais ou de outras variedades dentro de métodos ancestrais, orgânicos, ou biodinâmicos.
Sofia e Pablo

O Concurso ,criado por Pablo Ugarte e seu fiel companheiro e Roberto Olmos e nesta primeira edição ocorreu no Hotel Radisson Petra na cidade de Concepcion. Lá, o grupo composto por 18 jurados analisaram 220 amostras enviadas por 63 produtores de 24 micro regiões. Foram  23 variedades de uvas tanto sozinhas ou em corte, sendo a grande maioria elaborada com as variedades Moscatel de Alexandria, Cinsaut, e Pais.
Fiquei impressionado com a seriedade e organização do evento que em breve deve trazer ao Brasil os vinhos ganhadores deste primeiro Concurso visto a ideia e de também divulgar e quem sabe trazer para o Brasil alguns destes rótulos para comercialização.
 
O melhor vinho ancestral e sua criadora 
A premiação ocorreu nesta 2ª feira em evento que contou com todos os produtores, jurados, e equipe da organização, e teve como mestre de cerimônia Sofia Le Foulon esposa de Paulo Ugarte.

Foram entregue medalhas de ouro, prata e especiais vamosaos ganhadores :  
Medalha de ouro para vinhos com89 pontos ou mais
Medalha de Prata para vinhos de 85 a 88 pontos

Melhor vinho Ancestral - Ñipanto Reserva Cinsault 2005-- Sociedad Agrícola Valle Itata
Melhor vinhedo Ancestral -Viña Mora Reyes.
 Melhor vinho pequenos produtores. - Armidita Pajarete Antiguo Moscatel 2010- Viña Armidita
Melhor vinho a granel. - Los Nogales Moscatel de Alexandria 2017- Rosa Vidal Torres
Melhor espumante. - Kürüf Brut Moscatel de Alexandria- Piedras del Encanto
Além dos prêmios especiais acima citados o concurso distribuiu outras 61 medalhas sendo 28 de ouro e 33 de Prata
Gostaria de finalizar para dar uma salva de palmas para o INDAP ( Instituto de Desarrollo Agropecuario) um serviço Púbico dependente do Ministério da Agricultura pelo seu trabalho de fomento em  prol da agricultura familiar e dos artesões do Chile, divulgando os produtos por eles produzidos, mantendo uma legislação que lhes permita operar do jeito que são, e além do mais fornecendo apoio financeiro para seus pequenos projetos de desenvolvimento. Bem que os legisladores brasileiros poderiam usar o modelo chileno para apoiarem seus pequenos produtores e artesãos, ao invés de interditar e encerrar as atividades dos mesmos por terem que seguir regras feitas para grandes industrias. Fica aí minha sugestão
Quem quiser conhecer todos os produtores medalhados nesta edição acessem o site do Catador Ancestral  : www.catadorancestral.cl .

Para nossos legisladores fica a dica do site da INDAP : www.indap.gob.cl

27 de nov de 2017

Vinhos do Tejo cada vez mais surpreendentes


Diogo Campilho e Water Tommasi


Como jornalistas especializados temos sempre ótimas oportunidades de provar grandes vinhos e boas origens, mas é claro que é impossível ter acesso a aquelas menos conhecidas. De Portugal, participamos de muitos eventos dos vinhos do Douro, e do Alentejo que se mostram mais ativos na divulgação de seus produtos. No caso específico do Tejo até poucos anos atrás, só conhecia os vinhos de alguns produtores mais tradicionais, como a Quinta da Alorna, a Casa Cadaval. No inicio de 2015 fiz um post sobre a agradável experiência que tive em provar diversos vinhos do Tejo (até 2009 conhecido como Ribatejo), a surpresa foi ainda maior em Abril deste ano em nova investida da CVR Tejo. Lembro que me animei tanto com a  ótima relação custo benefício que acabei comprando duas caixas de vinhos de dois produtores diferentes para minha adega. Na semana passada tive a oportunidade de provar os vinhos de Diogo Campilho e sua também tradicional Quinta da Lagoalva de Cima

O jovem e dinâmico Diogo além de proprietário também atua como enólogo da empresa que conta com 45 hectares de vinhedos espalhados por diversos terroir do Tejo, e atualmente produz 350 mil garrafas ano das quais metade ficam no mercado interno e 50% são exportadas, sendo USA, Suíça França, Dinamarca e Brasil seus principais compradores. Durante o jantar por conta da passagem de Diogo pelo Brasil degustamos os seguintes vinhos: Lagoalva Rosado 2016 – R$ 104, Barrel Selection Branco 2014 – R$ 248, Lagoalva Tinto 2015 – R$ 67, Quinta da Lagoalva Vinha da Avó 2013 – R$ 147, Lagoalva de Cima 2012 – R$ 163, Dona Isabel Juliana 2012 – R$ 478, e Quinta da Lagoalva Late Harvest 2014 – R$ 318. Com base nos exemplares provados posso afirmar que esta vinícola possui vinhos para todos os gostos e estilos. Vamos aos que mais me agradaram:

Barrel Selection Branco 2014  - Um elegante Sauvignon Blanc com curta passagem por barrica que lhe deu complexidade olfativa sem lhe tirar o frescor e mineralidade da boca.


Quinta da Lagoalva Vinha da Avó 2013 – Um fresco e delicioso corte de Syrah e Touriga Nacional  que gostaria de indicar aos apreciadores dos vinhos naturais sem passagem por madeira. Muita fruta negra fresca e toque de grafite marcam este vinho.

Lagoalva de Cima  2012 – Um varietal da uva Syrah, um vinho amplo, complexo, e com perfeito balanço de boca que o tornam elegante e fácil de beber.


Dona Isabel Juliana 2012 – Um corte de Afrocheiro,Tannat, Syrah e Alicante Bouchet . Um vinho mais dentro do estilo novo mundo, com generosidade de frutas no nariz, grande estrutura de boca mas com bom balanço entre álcool, taninos e acidez.

Os vinhos da Quinta da Lagoalva são importados para o Brasil pela conceituada importadora Mistral. Aproveitem, pois os vinhos ainda devem estar em promoção por mais alguns dias


Mistral : Site - www.mistral.com.br – Fone (011) 3372 3400