7 de dez de 2018

Uma parceria peso pesado

Thomas e Jean Charles


As vezes o mundo do vinho se assemelha ao cinema ou à música. Quem já não disse, opa foi lançado um novo filme com tal ator ou atriz, vou assistir pois quando ele/a participa é garantia de que vou gostar. Ou que bom que tal cantor/cantora que eu admiro finalmente soltou um novo disco, vou comprar. Comigo acontece frequentemente que ao comprar certas marcas, já o faço de olhos fechados pois elas já são por si só garantias de qualidade. Lynch-Bages, Quinta do Crasto são duas delas. Agora o que acontece quando as duas decidem fazer uma parceria? Vinhos de altíssima qualidade com chancela de garantia duplicada. Pois bem, esta semana tive o prazer de participar de uma vertical do vinho Roquette & Cazes, um tinto elaborado no Douro em Portugal e que além de muito bom tem uma ótima relação custo benefício. A parceria iniciou em 2002 para o lançamento do Icônico XISTO, mas que com o passar dos anos animou ambos produtores a elaborarem um vinho menos custoso e mais comercial, foi assim que surgiu o Roquette & Cazes. A apresentação desta semana ficou por conta do turbinado Thomas Roquette e do calmo Jean Charles Cazes que confirmaram ser a primeira vez que apresentam este vinho juntos. O vinho é elaborado conjuntamente pelos enólogos Daniel Llose do Château Lynch-Bages, e Manuel Lobo da Quinta do Crasto, estagia 18 meses em barricas de carvalho francês (70% novas e 30% de um ano), sua composição traz três castas típicas da região (Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz) e é comercializado no Brasil a R$ 280 para o consumidor final. A vertical contou com vinhos das seguintes safras: 2007, 2009, 2010, 2012, 2014, e 2015. Vamos a descrição de cada um dos vinhos provados

Roquette e Cazes 2007 Corte com 60% de Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz com 14% de álcool e estágio de 18 meses por barricas francesas e 18 meses em garrafas. Produção 22m garrafas – Granada, média concentração halo de evolução. Cereja madura, ervas aromáticas, balsâmico, eucalipto, pimenta, e floral lembrando violetas. Na boca ótima acidez taninos ainda verdes, corpo médio, retrogosto frutado. Um vinho austero, direto que promete ainda mais guarda.
Roquette e Cazes 2009 Corte com 60% de Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz com 15% de álcool e estágio de 24 meses por barricas francesas e 4 meses em garrafas. Produção 22 mil garrafas. Rubi média concentração halo bem delicado. Complexo, fruta vermelha madura, cereja no licor, violetas, pimenta preta e toque delicado de baunilha. Na boca, tripé Acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, delicado, taninos resolvidos bem suaves, encorpado, final de boca com fruta maduras e ótimo frescor. Um vinho estruturado, maduro e harmonioso, em seu auge
Roquette e Cazes 2010 Corte com 60% de Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz com 14% de álcool e estágio de 18 meses por barricas francesas. Produção 15 mil garrafas – Rubi média concentração sem halo. Olfativamente marcado por aromas florais, violeta, frutas vermelhas maduras, pimenta e baunilha. Boa acidez, taninos presentes, sensação de álcool mais pronunciada, final de boca mais terciário e tânico. Um vinho um pouco mais rústico com potencial gastronômico.
Roquette e Cazes 2012 Corte com 60% de Touriga Nacional, 25% Touriga Franca e 15% Tinta Roriz com 14,5 % de álcool e estágio de 18 meses por barricas francesas. Produção 44 mil garrafas. – Violáceo, média concentração, sem halo. Frutas negras maduras, violetas, tostado, eucalipto, e baunilha. Na boca muito elegante, com ótima acidez, taninos muito finos, corpo médio final de boca frutado e fresco. Um vinho jovem, mas já pronto e muito elegante.
Roquette e Cazes 2014 Corte com 60% de Touriga Nacional, 25% Touriga Franca e 15% Tinta Roriz com 14% de álcool e estágio de 18 meses por barricas francesas. Produção 66 mil garrafas. Rubí violáceo média concentração, sem halo. Fechado direto frutas negras confitadas, muita violeta, menta e tostado, na boca belíssima estrutura, harmonioso, macio com final de boca suculento marcado pelas frutas e agradável tosta. Um vinho com tudo em seu lugar persistente e harmonioso.
Roquette e Cazes 2015 Corte com 60% de Touriga Nacional, 25% Touriga Franca e 15% Tinta Roriz com 14% de álcool e estágio de 18 meses por barricas francesas e 18 meses em garrafas. Produção 63 mil garrafas. – Violáceo, ralo, sem halo. Frutas vermelhas maduras, eucalipto, especiarias lembrando pimenta, e toque floral. Na boca elegante, mais tímido, corpo curto, taninos finos, final de boca com frutas maduras e bala toffe.
Minhas safras favoritas foram respectivamente 2009 e 2014 para serem tomadas hoje e surpreendentemente 2007 para guarda.

Para finalizar nossa degustação fomos agraciados com a abertura de um exemplar do Xisto da safra 2013 elaborado com as três castas já citadas mescladas com uma parcela de vinhas velhas, 14,5% de álcool, e passagem de 20 meses por barricas francesas. Produção 6 mil garrafas. – Violáceo, media concentração, sem halo. Olfativamente complexo, muita fruta negra, violeta, tabaco, eucalipto, e balsâmico. Na boca perfeito, macio, elegante, tripé acidez, álcool e taninos harmonioso, final de boca longo, mas muito sedoso e delicado. Uma verdadeira jóia, até no preço R$ 1.100,00
Os vinhos desta joint venture são distribuídos no Brasil pela simpática importadora Qualimpor


Qualimpor: Site- www.qualimpor.com.br . Fone – (011) 5181 4492

4 de dez de 2018

Família Zuccardi os inovadores


Alberto Zuccardi fundou a vinícola que leva seu nome em 1963, mas sua história iniciou bem antes, em 1950 quando desenvolveu um sistema de irrigação para os vinhedos que lá sofriam por falta de água, era o início de uma história sempre marcada pela inovação, um dos quatro pilares da empresa. José Alberto filho do fundador teve fundamental importância para o reconhecimento da Zuccardi como uma empresa de produtos de altíssima qualidade, outro pilar fundamental da empresa, assim como de expandir enormemente a distribuição para um sem número de países no mundo, mas sem esquecer de trabalhar em harmonia com o meio ambiente, e ser útil à comunidade da qual eles fazem parte o que completa os quatro pilares mencionados.  Hoje os três filhos de José Alberto são os que tocam o dia a dia da empresa: Sebastian o filho mais velho está à frente da área de vinhos, Julia cuida da área de turismo, e Miguel é responsável pelo nova área de azeites. Sebastian esteve recentemente no Brasil e nos proporcionou uma verdadeira aula de Terroir que caracterizam seus diferentes vinhedos: La Consulta, Vista Flores, Altamira, Santa Rosa e Maipú. Para Sebastian o conhecimento profundo de cada vinhedo seus solos e clima serão o que ditarão o futuro dos vinhos de qualidade na Argentina. Para tanto nos submeteu a uma prova de cinco diferentes vinhos elaborados com a Malbec de vários de seus vinhedos de Altamira, para que pudéssemos notar como as diferentes localidades geram vinhos com características diferentes. Ao final provamos os vinhos de corte elaborados com tais vinhos base apresentados anteriormente e que levam o nome de Zuccardi Aluvional Parajem Altamira.

O primeiro exemplar vinha de solos de cascalho calcário sem uso de madeira e trazia fruta azeda, leve herbáceo, mais austero, terroso, tanino presente, curto com pontinha de álcool. O segundo de solo limoso calcário com uso de madeira. Frutado, toque floral leve tabaco, na boca mais macio, taninos finos, redondo e suculento. O terceiro de argiloso calcário sem madeira mais floral, e mineral, macio, taninos presentes direto, e elegante. O quarto de cascalho calcário sem madeira, mineral, floral, taninos mais intensos, corpo médio, final mais direto lembrando um Cabenet Franc, com grafite e salinidade. O quinto de limoso calcário sem madeira com muita mineralidade frutas negras e toque achocolatado, boca direta fresca com taninos presentes.  A seguir provamos os dos vinhos prontos: Zuccardi Aluvional Parajem Altamira 2012 e o 2014. Em geral os vinhos apresentavam ótima complexidade olfativa com frutas negras acompanhadas de notas florais, mineralidade, e certa salinidade. Na boca, vivos de boa estrutura taninos ainda presentes, mas muito finos e com final mineral lembrando pedra molhada. A diferença é que no de safra 2012 apareceu mais a fruta e a madeira enquanto o 2014 foi mais mineral e leve. Grandes vinhos !

O Aluvional e vendido pela Grand Cru em sua safra 2012 por R$ 840 a garrafa.

Grand Cru: Site - www.grandcru.com.br  – Fone 0800 777 8558

24 de nov de 2018

Os Abatidos 54 – Anne Gros Richebourg Grand Cru 2009



13 de Novembro de 2018

Variedade:  Pinot Noir

Origem: Borgonha França

Produtor: Anne Gros

Onde encontrar - ?

 Preço: 750 Euros

Detalhes – A família Gros é tradicionalíssima na região de Borgonha e diversos membros da mesma tem marcas próprias. Anne começou sua atividade em 1984 ajudando seu pai, mas já em 1995 decidiu seguir sua carreira solo, tornando-se uma das mais respeitadas marcas dos “Gros”.  A história dos Gros começou com o patriarca Louis Gros, seguido de sua segunda geração: Gustave Gros com seu Domaine Gros Frere et Soeur, Jean e Janinne Gros com o Domaine Jean Gros, Francoise Gros com o Domaine trazendo seu nome. Já na terceira geração Bernard Gros assume a Domaine Gros Frere et Seur, Michel Gros assume o Domaine Jean Gros e funda o Domaine Michel Gros, Ane Francoise Gros funda o Domaine A.F. Gros, e finalmente Anne Gros assume o Françoise Gros e funda o Domaine Anne Gros. Com o altíssimo padrão de vinhos por ela produzidos foi capaz de expandir sua área de vinhedos de 3 para 6,5 hectares em uma das mais caras denominações de vinhos do mundo Vosne Romannée. Estava guardando este vinho comprado a quatro anos atrás para um momento especial, e ele apareceu em um convite que recebi dos amigos da Confraria Wine Street para uma degustação de vinhos TOP no Mundo, onde tivemos os seguintes exemplares: Barolo Borgogno 1999, Almaviva 2003, Brunello di Montalcino Biondi Santi 2005, Penfold Grange 2001, Opus One 2005, Barca Velha 2004, Veja Sicília Único 2005, e Chateaux Margaux 2004. O resultado da degustação às cegas foi unânime dando ao Anne Gros a primeira posição desta grande noitada O vinho provado tinha ainda a cor rubi com muito delicado halo de evolução. Olfativamente muito complexo com diversas camadas aromáticas todas muito delicadas destacando cereja madura, damasco, flores escuras, leve couro,e muita mineralidade. Na boca tripé acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, elegante e final de boca austero repetindo as frutas com delicado tostado. Antes da degustação achei que estaríamos cometendo um infanticídio, mas posso dizer que foi um dos 3 melhores vinhos tintos que tomei em minha vida.

Avaliação 5 * com louvor

23 de nov de 2018

Baron Knyphausen uma referência para grandes Riesling



Tradição é uma palavra que muito poucos produtores realmente podem usar. Um deles é Frederick Baron Knyphausen herdeiro da 8ª geração da vinícola que leva o sobrenome da família, comprada a 200 anos atrás no vale do Reno. A vinícola foi criada em um anexo chamado de Draiser Hof da abadia de Eberbach. Draiser Hof, fundado em 1141, já era usado pelos monges cistercienses como adega. A tradição de produtor de grandes vinhos veio desde o início, mas a Baron Knyphausen passou para a classe produtor de qualidade em 1972 como membro da VDP Rheingau (Associação de vinícolas predicadas alemãs). VDP (Verband Deutscher Prädikats é o mais alto nível de qualidade do vinho alemão e tem a ver com a Associação Alemã de Qualidade, desde 1910. A mesma abrange as treze regiões vinícolas da Alemanha com cerca de 200 produtores. A Baron Knyphausen elabora 70 mil garrafas por ano sendo 75% de Riesling, 15% de Pinot Noir, e 10% de outras variedades. No final do mês de Outubro tive o prazer de jantar com Frederick a convite de Michael Schutte e me deliciar com uma série de Riesling , em um dos eventos organizados pela Vin Dame  por ocasião da semana dos vinhos desta variedade, vamos aos vinhos provados:

Baron Knyphausen Riesling Rheingau Gutswein - 2013 - Palha verdeal, brilhante. Mineral, petrolato, ervas aromáticas, cítrico, querosene. Boa acidez, macio, retrogosto com fruta agradável e ligeiro dulçor. Vinho básico, mas com muitos predicados. R$ 179

Baron Knyphausen Riesling Kiedricher Sandgrub Spatlese 2012 – Palha, brilhante. Frutas amarelas maduras, mel, mexerica, muito leve. Elegante, alta acidez, macio, sedoso, final de boca frutado e toque de mel, tudo bem delicado, delicioso. Um tremendo custo benefício. R$ 279

Baron Knyphausen Riesling Erbacher Steinmorgen Erste Lage 2011 - Palha indo para dourado. Mineral, pedra molhada, fósforo, pêssego, abacaxi. Ótima acidez, estruturado, maduro, picante, ponta de álcool. Um vinho pleno, nervoso, com grande estrutura final de boca frutado com delicado dulçor. Vinho de alta qualidade com grande potencial de guarda. R$ 469

Baron Knyphausen Riesling Kiedricher Sandgrub Auslese 2005 - Dourado brilhante. Mel, flor de laranjeira, botritis, lírio, anís, e muita mineralidade. Ótima acidez, sedoso, corpo médio para amplo, retrogosto com mel muita botrytis e mineral. Um vinho maduro para os grandes apreciadores desta casta - R$ 599
Weingut Freiherr Riesling Zu Knyphausen Eerbacher Michelmark Trokenbeerenauslese 1976 - Ambar esverdeado brilhante. Frutas secas, figo, tâmara, rapadura, grama cortada, botrytis, e menta. Boa acidez, corpo médio, sedoso, elegante, complexo, retrogosto com figo seco, e dulçor na medida exata. Uma joia de vinho, para poucos, e para ocasiões especiais, sensacional!  R$ 2.950

A Vin Dame continua aumentando seu portfólio, a caminho de se tornar uma das mais representativas importadoras do Brasil. Agora cá entre nós, para os vinhos alemães de alta categoria certamente já estão na ponta a algum tempo. Parabéns Michael !
Vin Dame – Site: www.vindame.com.br – Fone  (011) 2384 6946

13 de nov de 2018

Nicolas Catena o verdadeiro rei da Malbec



O mundo do vinho não podia ser diferente de nosso dia a dia, nele encontramos todos os tipos de pessoas, desde as mais humildes às mais arrogantes, das mais sensíveis às insensíveis, as criativas e as áridas, as educadas e as grosseiras. Quem conhece Nicolas Catena só pode usar adjetivos positivos sobre sua pessoa. No alto de seus 78 anos Nicolas nunca deixa de ter um sorriso aberto no rosto, atende a todos com calma e educação, enfim, é um verdadeiro gentleman. Sobre a criatividade, suas realizações e sucesso acho que não precisamos comentar pois sua história fala por si só. Pois é foi este senhor que tive o prazer de reencontrar ontem à noite em jantar oferecido por Ciro Lilla seu eterno e fiel importador aqui no Brasil.

 O objetivo do encontro foi o lançamento do Catena Zapata Malbec Argentino, vinho ícone da variedade Malbec por ele produzido. A história da família Catena com a Malbec inicia em 1902 quando Nicola Catena chega da Itália para a região de Mendoza e planta as primeiras mudas de Malbec na região. Seu filho Domingo consolida o nome da família como uma das maiores vinícolas da região sempre tendo a Malbec como uma das principais variedades utilizadas. Nicolas seu filho inicia um novo ciclo com visitas a França e a Itália em busca de mais conhecimento, mas foi nos idos de 80 que tudo muda com uma fatídica viagem de Nicolas para o Napa Valley, em meio a uma verdadeira revolução no mundo do vinho americano, causada pelo Julgamento de Paris, que havia colocado os USA no topo mundial da produção de vinhos de alta gama. Com esta nova visão Nicolas passa a focar seus esforços na Cabernet Sauvignon e na Chardonnay, utilizando a alta tecnologia que havia absorvido nestas suas viagens. De volta a Argentina e implantando as mudanças, o sucesso foi rápido e estrondoso, sendo imitado por quase todas as outras vinícolas argentinas. Mas faltava algo, realizar o gosto dos seus ancestrais, em lançar um grande Malbec, e isto foi realizado em 1994 por insistência da filha Laura com o desenvolvimento do Catena Alta, tornando-se um sucesso foi ainda maior  e já em 1995 recebeu 94 pontos de Robert Parker o que abriu as portas dos Estados Unidos e posteriormente do Mundo para o Malbec argentino. Esta história teve por objetivo mostrar a importância de Catena para a Malbec e da Malbec para a Catena, assim como a nova safra hoje lançada no mercado brasileiro, o Catena Zapata Malbec Argentino tem tudo a ver com esta linda história e é uma homenagem a casta Malbec. Durante o evento tivemos a oportunidade de provar:
Catena Alta Chardonnay 2016 – Um delicioso branco que certamente rivaliza com seus ancestrais borgonheses

DV Catena Malbec Malbec 2014 – Uma das estrelas da linha de Malbecs da Catena, Um grande vinho com ótimo custo benefício R$ 180

Angelica Zapata Malbec 2014 – Um Malbec elaborado apenas para o mercado argentino, mas que Ciro por sua amizade com Nicolas também traz para o Brasil. Este exemplar para mim estava perfeito, com perfeita harmonia entre acidez, taninos, e álcool, com uma elegância que quase ofusca o lançamento. Maravilhoso. R$ 275

Catena Alta Malbec 2014 - Um Malbec mais estruturado sem perder a elegância que se tornou uma estrela da linha por já ter sido considerado um dos 100 melhores vinhos do mundo. R$ 310

Catena Zapata Malbec Argentino 2015 – Vinho ícone da Catena Zapata que nasceu para frequentar o reduzido grupo dos melhores vinhos do mundo, e que já em sua primeira safra recebeu 98 pontos de Robert Parker. Um vinho com tremendo potencial de envelhecimento, mas que já pode ser tomado com muito prazer nos dias de hoje. Vinho para ficar na história. R$ 820

OBS: Apenas para registro, a Catena Zapata já recebeu duas notas máximas de Robert Parker: 100 pts para o  Catena Zapata Adrianna Vineyard River Stones Malbec 2016; e 100 pts. Gran Enemigo Single Vineyard Gualtallary Cabernet Franc 2013.

Parabéns a Nicolas pela sua história e realizações, a Laura por seguir os passos de seu pai, sem esquecer o criativo e competente enólogo Alejandro Vigil, e a Mistral através de Ciro Lilla por nos proporcionar este maravilhoso encontro.

Mistral: Site www.mistral.com.br – Fone (011) 3372 3400