28 de jul de 2017

Beaujolais bons vinhos para épocas de crise e para depois também

Anthony Collet e Walter Tommasi


Os vinhos de Beaujolais são sempre olhados com certa desconfiança pela imagem criada pelo seu Nouveaux, produtos básicos, leves frutados e que tem que ser tomados logo por não terem estrutura para guarda. Mas Beaujolais não é só Nouveaux, visto exxistirem  outras 12 denominações a saber: Beaujolais, Beaujolais Villages, e os 10 Cru de Beaujolais ( Brouilly, Chénas, Chiroubles, Côte de Broulilly, Fleurie, Juliénas, Morgon, Moulin- à – Vent, Régnié, e Saint- Amour ). Todos os vinhos são mono varietais, utilizando a casta Gamay pouco divulgada fora desta região. De acordo com estatísticas existem 36 mil hectares de vinhedos desta variedade plantados no mundo, sendo 15 mil deles nesta sua  origem. Uma das características destes vinhos é a sua vinificação que se inicia com os cachos não sendo desengaçados e seguindo com o processo que segue os princípios da maceração semi-carbônica, tradicional na região, mas que pouco a pouco vai perdendo alguns seguidores que ja se utilizam dos processos normais de vinificação, como ocorre com os irmãos mais famosos, os  Pinot Noir da Borgonha. A região conta com 2.700 produtores que elaboram por volta de 100 milhões de garrafas classificadas dentro das 12 AOCs acima citadas, das quais 40% são exportadas e os outros 60% consumidas pelo próprio mercado francês. Os Beaujolais e os Villages são vinhos bem frutados e delicados na boca, os crus por sua vez são exemplares mais complexos e que  podem ser divididos em 3 grupos: 1) Os Chiroubles, Bouilly, e Régnié mais delicados e tenros. 2) Os Fleury, Saint Amour, e Côte de Brouilly um pouco mais estruturados mas finos e sedosos. 3) Os Julienás, Chénas, Morgon, e Moulin -a-Vent mais intensos e generosos.

Recentemente tive a oportunidade de participar de uma apresentação destes  vinhos organizada pela Inter Beaujolais, que já se tornou tradicional por  acontecer todos os anos nesta mesma época, e que mais uma vez  teve como apresentador  de seu competente diretor de marketing Anthony Collet. Na data provamos os seguintes vinhos:

 

- Beaujolais  Blanc Jean Paul Brun 2014 importado pela PNR (011) 3074 6868 de R$ 195 – Um vinho delicioso com boa estrutura e untuosidade, o preço pegou um pouco.

 

- Beaujolais  Le Ronsay 2014 importado pela PNR (011) 30746868 de R$ 135 . Um vinho leve frutado elaborado sem maceração semi carbônica.

 

- Villages Cottin Frères 2013 importado pela Obra Prima (041) 30850030 de R$ 95. Vinho mais gastronômico com ameixa e toques de sottobosco, elaborado com maceração carbônica.

 

- Villages Domaine de Saint Ennemond 2015 importado pela Taste Vin (011) 25371024 de R$ 68. Um vinho simples mas com ótima relação custo benefício, para comprar de caixa.

 

- Brouilly Comte de Monspey- Cuvée Du Commandeur 2013 importado pela Cantu (011) 21444455 de R$ 195. Ótimo cru, austero e com bom potencial de guarda.

 

- Fleury Domaine dês Nugues 2012 importado pela Taste Vin (011) 2537024 de R$ 118. Mais um cru de alta qualidade, muito complexo marcado pelo aroma floral, com ótimo balanço de boca. Foi meu favorito

 




Moulin-a-Vent Paul Brun Les Thorins 2013 importado pela PNR (011) 30746868 de R$ 260. Um cru mais estruturado, rico, adequado a pratos com maior peso e portencial de guarda.

 

Certamente uma boa amostra do que se produz de melhor nesta pouco valorizada, mas para mim uma das melhores, regiões de vinho da França quando levamos em consideração a relação custo benefício

 
Vamos de Bojo , a Votre Santé

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