15 de out de 2016

Bocelli, seus vinhos e uma grande emoção


 
Alessio e seu pai Alberto Bocelli 
Andrea Bocelli uma das vozes mais bonitas do mundo esteve no Brasil para uma série de shows para deleite dos fãs brasileiros, e aproveitando a oportunidade seu irmão Alberto organizou um evento junto a sua importadora no Brasil a ItáliaMais. A ideia foi a de pela primeira vez mostrar parte de sua linha de vinhos para a mídia especializada brasileira, assim como para alguns clientes preferenciais da importadora que já possuem seus vinhos nas cartas de seus restaurantes. 
Antonio Sanguinetti e Alexandro Paesani

A apresentação coube a Alexandro Paesani proprietário da importadora e a Antonio Sanguinetti Project manager da vinícola que contaram uma breve história da longa vida da Poggioncino ou Bocelli Family Wines que já completou 150 anos de vida. Alberto Bocelli e seu filho Alessio que atualmente é quem toca a vinícola também estiveram presentes. Mas o melhor estava por vir, pois em um determinado momento Alberto sai da sala e volta de mãos dadas com quem? Sim o próprio Andrea Bocelli que saiu de sua intensa programação para saudar aos presentes, um momento único, uma atitude muito simpática que deixou todos os presentes envaidecidos. Alias vale ressaltar a simplicidade e simpatia de todos os Bocellis presentes,
 
Andrea Bocelli ao centro
A vinícola fica na Toscana, mais especificamente na província de Pisa, e produzem vinhos em Lajatico onde fica a sede da empresa e residência dos Bocellis, e seu Teatro Del Silenzio , Bolgheri e no Vêneto. Todas as vendas são direcionadas para o mercado internacional e atingem um total de 400 mil garrafas ano sendo 40 mil da sua vinícola original de Lajatico.

Para a apresentação de ontem foram selecionados 5 vinhos descritos a seguir: 


Pinot Grigio IGT - 12% de álcool , sem passagem por madeira elaborado de vinhedos de 25 anos de vida - R$ 159 - Palha  indo para dourado, brilhante. Pera madura, maça, flores brancas, menta, e mineral. Na boca, ótima acidez, boa estrutura, leve tanicidade, final marcado pela mineral e frescor trazendo de volta a maça e a pera. Nota 89/100





Bocelli IGT 2013 – Varietal 100% Sangiovese com 13 de álcool com 33% do vinho passando por barricas francesas por 4 meses - R$169 -  Rubi, ralo, leve  halo. Ofativamente, trazendo baunilha, frutas vermelhas maduras com ligeiro dulçor , chocolate, e toque lácteo. Na boca, boa acidez, taninos redondos e macios , bom corpo , final de boca frutado com e toque de bala toffe, e frutas vermelhas doces. Nota 88/100







Bocelli IGT 2015 – Varietal 100% Sangiovese com 13% de álcool, com 33% do vinho passando por barricas francesas por 4 meses - R$ 169 –Violáceo, ralo, sem halo. No nariz frutas vermelhas e negras azedas, terroso, violetas e leve tosta. Na boca, alta acidez, taninos presentes finos, corpo médio, menor estrutura, final de boca frutado e tostado. Muito mais sangiovese do que o irmão de 2013- Nota 90/10







Tenor Red IGT 2015 - Corte de 34%Cabernet Sauvignon, 33% Sangiovese, e 33%  Merlot 33% com 13,5% de álcool, e 10% do vinho passando por barricas francesas por 8 meses - R$ 200 – Violáceo, média concentração de cor, sem halo. Frutas negras e vermelhas maduras, tostado, fumo, e violetas. Na boca, ótima, acidez taninos presentes ainda rascantes, corpo médio, final de boca frutado e tostado lembrando café. Um vinho com perfil mais moderno e potente. Nota 88/100






Poggioncino IGT 2013 - Corte com 60% Sangiovese, 20% Canaiolo, 10% Malvasia Bianca, 10% Colorino , e 13% de álcool com 50% do vinho passando por barricas franceses por 3 meses - R$ 265 - Rubi indo para granada, média concentração, leve halo. No nariz complexo, azeitona, couro, violetas, frutas negras maduras, e terroso. Na boca, ótima acidez, e taninos presentes, rústico, gastronômico corpo médio, final fresco e terroso. Um vinho que me remeteu para os toscanos mais antigos e rústicos, realmente encantador e personalíssimo. Nota 91/100





OBS: A Bocelli se utiliza de um processo interessante pelo qual, uma parte das uvas passam por secagem  em quartos climatizados, sendo adicionadas no final do processo de fermentação das uvas não secas o que promove uma segunda fermentação, o que amacia seus taninos e torna a  acidez menos agressiva. As uvas de produção própria são de cultura orgânica e a fermentação ocorre por leveduras indígenas.

Para aqueles que gostaram do que leram e tem interesse em provar este vinho sugiro que liguem já para a Itália mais,  pois os estoques são limitadíssimos.



Itáliamais
: Site .www.italiamais.com.br.-  Fone (011) 3044 1116

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