30 de ago de 2014

Vinhos de Portugal traz degustação de vinhos maduros


“Vinhos de Portugal”continua nos acostumando mal, pois nos últimos  anos  tem organizado deliciosos eventos promocionais que nos possibilitam conhecer o que de melhor se produz na “Terrinha”. No evento do ano passado nosso Master of Wine Dirceu Viana  apresentou o que ele considerou serem os 50 melhores vinhos de Portugal para o mercado brasileiro, uma verdadeira enchurrada de grandes vinhos portugueses que alegrou os participantes. Veja a nota  que coloquei neste meu blog na ocasião http://wtommasi.blogspot.com.br/2013/09/duvidas-sobre-os-50-grandes-vinhos-de .html . Neste ano não pensaram duas vezes surpreendendo a todos  com um “degustação inteligente” que nos possibilitou provar vinhos portugueses maduros ( prontos para beber) e para fazer a escolhas contrataram nada mais, nada menos que um de nossos maiores conhecedores de vinho, Jorge Lucki jornalista do Valor Econômico, Parzeres da Mesa e da CBN. Foram apenas 30 convidados de destaque do mundo do vinho dos quais tive a honra de fazer parte. Voltando agora para a minha afirmação “Degustação Inteligente”. Portugal ganhou novo impulso mundial em seus vinhos com o “boom”  dos poderosos vinhos do novo mundo onde Douro e do Alentejo  foram seus dignos representantes, sempre com vinhos mais prontos, estruturados, frutados e amadeirados,e muita gente passou a consumir tais vinhos de maneira mais pronta, pois mesmo sendo mais potententes já eram muito prazeirosos. Para os apreciadores do estilo “Velho Mundo”, especialmente os mais puristas   Portugal passou a ser mais um produtor dentro deste novo estilo globalizado  e que acabou rotulando quase todos os vinhos portugueses. Como já disse diversas vezes, existem bons e maus vinhos tanto nos de estilo mais moderno como nos de estilo mais antigo portanto generalizar não me parece a forma correta de avaliar vinhos. Particularmente gosto de vinhos mais gastronomicos e delicados mas aprecio e gosto de tomar também vinhos mais estruturados pois todos, desde que bem elaborados, tem seu momento. Saber se o vinho é bom ou não é realmente muito fácil pois sempre será aquele que mais te agradar e nisto entra a subjetividade de quem está degustando, mas existe outra forma mais segura, e esta foi a escolhida pela Vinhos de Portugal para esta apresentação,  provar os vinhos depois de anos de guarda em garrafa,  visto os  vinhos básicos feitos para consumo imediato,ou outros mal elaborados não aguentarem o rigor da passagem dos anos. 
Por isto considerei o tema “Safras antigas Portuguesas “ como uma “degustação inteligente” e dou os parabéns ao Jorge por colocar mais vinhos de regiões consideradas mais modernistas , provando que lá também se pode fazer vinhos de guarda de alta qualidade
Vamos aos oito  vinhos selecionados  no master class

Quinta de Sanjoanne Escolha 2000  Região Vinhos Verdes, elaborado por Casa  de Cello , sem importador no Brasil - Corte de Avesso, Alvarinho e Chardonnay com 6 meses em barrica 5 mil garrafas ano com 13% de alcool. - Dourado intenso, brilhante. Delicioso nariz com toques  Florais,e oxidativos,  frutas brancas  maduras, cogumelos e ligeiro tostado. Na boca. Ótima acidez, suculento, corpo médio, e  retrogosto com frutas secas,e  tamaras. Vinho branco sensacional , acidez marcada e complexidade olfativa depois de 13 anos de garrafa, tenho certeza que depois de alguns importadores tomarem seus vinhos encontrará alguem interessado em trazer a marca ao Brasil.   Nota 90/100



Quinta Dos Termos Reserva 2002 – Região de Beira Interior ,  elaborado pela  Quinta dos Termos, Importador  Galeria dos Vinhos fone  (011) 3345 1950 - Corte de Rufete, Marufo, Trincadeira Preta, e Jaen, com  12 meses passagem por carvalho, e 12,5% de alcool. -  Granada, média concentraçao, halo de evolução. Frutas vermelhas maduras, toque madeira velha, azeitona, erva doçe. Alta acidez, taninos ainda ligeiramente adstringentes,  corpo médio, suculento, linear,  retrogosto marcado pelos terciarios e pela  fruta fresca vermelha .Vinho miuto atrativo com bom potencial de guarda por mais uns 10 anos. Nota 90/100




Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2004 – Região do Douro, Elaborado pela Quinta do Crasto, Importador Qualimpor -  Corte de Vinhas Velhas com mais de 30 castas, passagem por barricas de carvalho por  18 meses , e 14,5% de alcool. - Rubi violáceo ,alta concentração, sem halo. No nariz , com frutas negras maduras, toque adocicado, herbáceo, e boa mineralidade. Na boca, ótima acidez, taninos intensos, corpo amplo,  ligeiro álcool ainda presente, retro frutado, cereja no licor ,e toque tostado . Um vinhio de estilo moderno muito bem elaborado . Nota 90/100




Marques de Borba reserva Tinto 2003 – Região do Alentejo , elaborado pela João Portugal Ramos Wines , importado pela  Casa Flora - Corte de Trincadeira, Aragones, Alicante Bouchet, e Cabernet Sauvignon ,com 18 meses em barrica francesa , e 14% de álcool casa flora. -  Rubi indo para granada, média concentração  halo de evolução. Olfativamente , maduro, frutas negras cozidas, pimenta, canela, ervas aromaticas, azeitonas, e tostado.  Na boca, ótima acidez, taninos ainda presentes, suculento, corpo médio, retrogosto com frutas compotada, e ligeiro amargor que não prejudica o conjunto. Um vinho auster direto, madiro deliciosamente gastronômico. Nota  90/100



Cortes de Cima Reserva 1998 – Região do Alentejo , elaborado por Cortes de Cima de Hans Kristian Jorgensen , importadado pela Adega Alentejana - Corte com 85% Aragones, e 15% de Cabernet Sauvignon com 12 meses de barricas 80% francesas e 20% americanas, e 14%  de álcool. - Rubi, média concentração, leve halo. Olfativamente complexo e agradável, azeitona, fosforo, frutas negras com toque de evolução,  pimenta do reino,e  ervas aromaticas.  Na boca tripé perfeito, boa acidez,  taninos intensos e muito finos, corpo medio para amplo,  retrogosto fresco ,frutasa com evolução, e couro. Esse vinho me surpreendeu demais é a primeira vez que o provo com idade e a sensação não podia ser melhor .  Nota 93/100




Pêra Manca 1998  - Região do Alentejo, elaborado pela Fundação Eugênio de Almeida, importado pela Adega Alentejana. – Corte  com 70% de Trincadeira e 30% de Aragones , com estágio em pipas de madeira de 3000 litros com 13% de álcool. - Granada ralo, halo intenso. Olfativamente austero, chá preto,o frutas vermelhas maduras com ligeiro toque de oxidação, terroso, herbáceo. Na boca, ótima acidez, volumoso, taninos finos ainda presentes, corpo médio, retrogosto frutado com evolução e presença de  empireumaticos. Como sempre uma garantia de grandes vinhos, especialmente como este tomado no momento certo. Nota  93/100



Moscatel de  Setubal Centenario . – Região de Setubal, elaborado por Venâncio Costa Lima , importado por M&C , fone (011) 992131504. - Varietal  100% Moscatel de Alexandria  com passagem em barricas francesas por 25 anos.-  Ambar, média para baixa concentração , brilhante.  Olfativamente marcante, figos secos, damasco, e melaço. Na boca acidez sensacional,  corpo médio para amplo, retrogosto com figos secos,  tâmaras,e  tostado . Adoro Moscatel de Setubal e este estava perfeito com acidez marcada, e dulçor no ponto certo, ainda não está no Brasil. Nota 92/100




Porto Burmester Colheita 1955 – Região do Douro , elaborado pela Sigevinus, e importado pela Adega Alentejana, com diversas castas , em guarda desde 1955 e engarrafado em 2011 - Granada esverdeado, ralo halo de evoluçao.  No nariz muito complexo, uvas passas, canfora, tâmara, e outras frutas secas como nozes e avelãs . Na boca, fresco, corpo médio, e ponta de álcool , retrogosto frutado , muito fresco. Delicioso exemplar de Porto, foi um dos favoritos de grande maioria dos presentes . Nota 91/100





Após o master class participei da feira de vinhos onde pude conhecer alguns outros vinhos sensacionais mais este sera tema para outro post


Vonhos de Portugal: Site  www.winesofportugal.info

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