24 de jul de 2017

Casa Lapostolle é vendida mas ganha liberdade



 Em 1880, Alexandre Marnier Lapostolle iniciou a produção de seu afamado licor Grand Marnier, no coração de Cognac , que nada mais era do que Cognac com essência de laranja amarga destilada e açúcar, um verdadeiro assombro para os tradicionais apreciadores de Cognac da região mas que se mostrou uma idéia genial pelo sucesso que o produto teve e continua tendo até os dias de hoje. E a empresa sobreviveu saudável ao tempo chegando a sua 5ª geração gerenciada por Alexandra Marnier Lapostolle com a tradicional família crescendo e investindo em novos segmentos como foi o caso da Casa Lapostolle uma moderna vinícola localizada no Chile. Recentemente o grupo Campari fez uma oferta irrecusável de 741 nilhoes de Usd  e o consenso da família foi o de finalmente vender a empresa. O interessante é que a Campari após a aquisição não mostrou interesse em continuar com vinícola chilena e Alessandra e seu filho Charles não perderam tempo e recompraram os ativos e hoje são os únicos proprietários da mesma. 
E foi o simpático Charles que recebemos recentemente em jantar organizado por sua importadora Mistral onde o objetivo era de nos apresentar seu novo lançamento o segundo vinho do premiadíssimo Clos Apalta  considerado o melhor vinho do mundo em 2008 pela revista Wine Spectator. O nome dado ao vinho foi “Petit Clos”, e não é que o Charles chegou, mas o vinho não ! Ficou preso no Chile devido aos problemas logísticos causados pela nevasca ! Mas o Ciro e o Otavio Lilla não perderam tempo e colocaram em seu lugar o maravihoso Borobo para mim uma surpresa pois nunca havia tomado o mesmo.  O jantar foi muito descontraído e cheio de novidades como o rosé da casa que abriu nossa degustação e que eu também nunca tinha provado, o futuro lançamento do Lapostolle um corte bordalês mas que tem também um pouco de Syrah que se dá muito bem nas terras da família. Charles promete mais novidades em breve afinal agora ele é sua mãe podem se concentrar só na paixão deles pelos vinhos.

Vinhos provados:

Lapostolle Le Rosé 2005 - Corte de Syrah, Cabernet Franc e Carmenere com 13,5 de álcool de R$ 226

Cuvée Alexandre Chardonnay 2013 - Varietal 100% Chardonnay com 14,5 de álcool de R$ 192.

Cuvée Alexandre Merlot 2013 - Corte de Merlot e Carmenere com 13,5 de álcool de R$ 188.

Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon 2013 - Varietal 100% Cabernet Sauvignon com 14,5% de álcool de R$ 192.


Borobo 2011 - Corte de Cabernet Sauvgnon, Syrah, Carmenere, Pinot Noir e Merlot com 155 de álcool de R$ 685.


Clos Apalta 2012 - Corte de Carmenere, Cabernet Sauvignon e Merlot com 15% de álcool de R$ 685 .

Devo dizer que este rose me agradou demais, um vinho fresco delicado e elegante, o outro vinho que gostei muito foi o Cuvée Cabernet Sauvignon marcado por sua tipicidade e mostrando grande potencial de guarda, claro que o Clos Apalta, não podia ficar fora de meus favoritos confirmando sua fama de um dos melhores vinhos do mundo. Agora minha surpresa mesmo foi este Borobo que tem seu nome formado pela região das uvas que o geram BO ( Bordeaux pela Cabernet  Sauvignon , Merlot e Carmenere) RO ( Rhône pela Syrah) e BO ( Borgonha pela Pinot Noir) um vinho com envelope olfativo amplo, e na boca muito fresco, direto que promete ir longe.

DICA: Com o lançamento do Petit Clos o Clos Apalta deverá ter forte aumento de preços  portanto aqueles que ainda querem comprar este vinho aos preços atuais CORRAM, não me digam depois que não avisei.


Esperando agora a chegada deste Petit Clos  que nos deixou tão curiosos !!

Parabéns ao Chales  por produzir e ao Ciro por importar estes Lapostolle  definitivamente Grandes Vinhos  !!


Mistral: Site - www.mistral.com.br  - Fone (011) 3372 3400 

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