5 de nov de 2016

Torres sempre referência de grandes vinhos


 
Miguel Torres Maczassek e Tommasi
Nesta semana tive o grande prazer de rever Miguel Torres Maczassek  da quinta geração da família, que conheci a 5 anos atrás quando ele ainda era o responsável pelas operações da Torres no Chile. Foi um prazer revê-lo agora já no comando do grupo junto com seu pai e sua irmã. Miguel,  como foi seu pai, é uma pessoa afável, calma, e de uma simplicidade que deixa a todos muito a vontade como se já o conhecessem a muito tempo. Seus vinhos? Bem eu sou suspeito para comenta-los pois são o que chamo de “Vinhos corretos da Nova Espanha”. Entre os vinhos espanhois sempre fui grande apreciador dos Tempranillos da Rioja por seu estilo mais maduro e seu perfeito balanço de boca, mas lembro muito bem quando tomei o primeiro vinho da Catalunha que me agradou ,foi o Gran Coronas o que me abriu os olhos para os vinhos da Torres e fez com que a partir deste momento estivessem sempre presentes em minha adega. A Torres é uma daquelas marcas que se fixaram na mente do consumidor como uma garantia de qualidade , e parece que isto não atingiu apenas a minha pessoas pois em 2014 em pesquisa feita pela Drinks International, a  Torres ficou em primeiro lugar como World’s Most admired wine brand, acho que isto diz tudo. Bem vamos falar de nosso encontro, um almoço no delicioso restaurante de Salvatore Loi onde nos foram servidos x vinhos seguindo esta ordem:

Viña Esmeralda 2015 – Um corte de Gewustraminer com Moscatel sem passagem por madeira, e com 11% de álcool. - Orígem Catalunia – Um vinho de entrada fresco e ligeiramente adocicado. - R$ 85

Milmanda 2012 – Varietal 100% Chardonnay com passagem de 12 meses por barricas francesas novas – Orígem Conca de Barberá – Um branco clássico que me lembra um bom Borgonha com muito abacaxi, tostado, estrutura, e elegância.- R$ 334 - OBS: este vinho foi o escolhido no recente encontro entre Obama e Fidel Castro como vinho do jantar .

Fransola 2013 – Corte de Sauvignon Blanc e Parellada com 50% do vinho passando por 8 meses de barricas  novas americanas e francesa e os outros 50% em tanques de aço inox, com 13% de álcool – Orígem de Penedes – Um vinho fresco com muita tipicidade  da Sauvignon Blanc, meu favorito entre os brancos. -R$ 251

Altos Ibéricos 2013 – Varietal 100% Tempranillo com passagem de 12 meses por barricas  de carvalho Frances e americano sendo apenas 7% novo, com 13,5% de álcool – Orígem de Rioja – Um Tempranillo básico muito bem elaborado com frutas mais frescas e médio corpo. - R$ 110

Gran Coronas 2012 – Corte de Cabernet Sauvignon 85% e Tempranillo 15% com passagem de 12 meses por barricas francesas sendo 30% novas, com 14% de álcool – Um vinho sempre correto e muito gostoso marcado por frutas negras alcaçuz boa estrutura e final de boca suculento, -R$ 135

Mas La Plana 2011 – Varietal 100% Cabernet Sauvignon com passagem de 18 meses por barricas francesas sendo 70% novas, e 14,5% de álcool – Orígem Penedes – Sem muitos comentários, para mim o melhor Cabernet Sauvignon da Espanha - R$ 465

Salmos 2013 – Corte de Garnacha, Syrah e Cariñena com passagem de 14 meses por barricas francesas, e 14,5 de álcool. – Orígem Priorato – Uma surpresa agradável, um vinho estruturado mas elegante,com frutas negras e tabaco, meio fora do padrão de vinhos musculosos da região do Priorato. - R$ 290
Floralis Moscatel Oro – Varietal 100% Moscatel de Alexandria sem passagem por madeira e 15% de álcool – Delicia de vinho de sobremesa, muitas flores, mel, pêssego e acidez refrescante. - R$ 110

Mas a coisa não parou por aí, pois Miguel nos preparou uma surpresa trazendo 3 vinhos elaborados com uvas autóctonas da Catalunha que fazem parte do projeto por eles iniciado a 30 anos atrás visando recuperar antigas variedades da região. Neste projeto foram redescobertas 45 variedades locais das quais 6 delas foram consideradas propícias para desenvolver grandes vinhos , 3 destes foram trazidos pela primeira vez ao Brasil para que o grupo de jornalistas presentes no encontro  pudesse provar e comentar




Forcada 2015 – Vinho branco elaborado com uva do mesmo nome da qual a Torres já possui 2 hectares plantados. Muito aromático, lembra aromas de lírios e outras flores brancas, assim como certa mineralidade. Ótima acidez, seco, corpo médio final trazendo giz e floral.

Moneu  2015 – Vinho Um vinho mais austero no nariz com frutas negras maduras, boca com ótima acidez, taninos marcados mas muito finos, suculento e frutado. Foi meu favorito, um vinho direto e gastronômico.

 Pirente 2015 .  Vinho tinto elaborado com uvas do mesmo nome. Muito aromático com  fruta intensas mais adocicadas e toque de especiarias, e ervas aromáticas, boca mais estruturada, redonda e frutada.

Um encontro realmente delicioso, recheado de boas risada, ótima comida, e grandes vinhos
Vida longa a Torres


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