6 de dez de 2015

Penfolds Grange o vinho do meu aniversário


Os vinhos australianos devem muito a Penfolds por ter sido ela a determinar em sua produção o que hoje em dia chamamos de "estilo australiano de fazer vinhos". A história começou em 1844 quando o médico Christopher Rawson Penfolds começou a produzir vinhos medicinais para receitar a seus clientes, mas o nascimento do Grange só ocorreu no ano em que eu nasci 1951 quando o enólogo da casa Max Schubert, quiz alterar o status quo dos vinhos lá produzidos, marcados pela leveza, ou por outros que eram fortificados para elaborar vinhos mais próximos ao estilo de Bordeaux, mais estruturados e longevos. Porém para aproveitar a uva que melhor havia se adaptado a região utilizou a Syrah originaria da Côte du Rhone, com uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon e envelheceu o vinho por 18 meses em barricas americanas, esta foi a formula do sucesso e que levou o Grange a ser considerado o melhor vinho do mundo em 1995 de acôrdo com a Wine Spectator. Claro que o caminho foi longo, e seus preço levaram muito tempo para chegar ao nivel de hoje, tenho inclusive um amigo jornalista, que tem todo o meu respeito, que no passado comprava e tomava  muitas garrafas desta jóia pagando o preço da época que variava entre Usd  60 até 120. Mas só contei esta curta história pois ao final de nosso jantar de apresentação da nova linha da Penfolds que falarei mais abaixo, os organizadores (Interfood ) nos proporcionaram a oportunidade de nos deliciarmos com taças do Grange 2001.


A Penfold tem tem atualmente 2500 hectares de vinhedos nas principais regiões da Austrália , como Clare Valley, Barossa Valley, Magil, Mclaren Valley, e Coonawarra, elaborando diversas linhas de produtos como o Penfold Rawson's Retreat, os  Koonuga seguidas dos  Bin  389 , 407, Saint Henri e Grange , e já algum tempo buscavam fazer uma linha intermediária entre os Koonuga e os Bin já citados acima. O resultado foi o lançamento dos Bin 8 e do Bin 9 que também a partir de agora passam a fazer parte do portfólio da Interfood no Brasil.
Vamos aos vinhos provados no jantar de apresentação da nova linha :

Penfolds Koonunga Hill  2013 – Varietal 100% Chardonnay  com 12,5 % de álcool, e sem passagem por madeira – R$ 155 - Dourado brilhante com ligeiro toque verdeal . Casca de limão, grapefruit, leve toque de  melão, e ponta herbácea. Na boca, boa acidez ponta de álcool, redondo, final de boca  bem frutado com toque amendoado. Vinho olfativamente complexo, mas um pouco pesado na boca,  um pouco menos de álcool o deixaria perfeito






Penfolds Bin 8  safra 2012 – Corte de 60% Cabernet Sauvignon e 40%Shiraz  com 14,5% de álcool e passagem de 12 meses em barricas americanas e francesas de segundo uso.-  R$ 266, -   Violáceo, extra tinto, sem halo.  Cereja, ameixa, café, eucalipto, e toque de  grafite. Boa acidez, taninos finos, alcoolico, encorpado, final de boca com cereja no licor Um ótimo vinho mas que ainda precisa de tempo de garrafa para amaciar .






Penfolds Bin 9 safra 2013 - Varietal 100% Cabernet Sauvignon  com 14,5% de álcool e passagem de 12 meses por blend de barricas americanas e francesas de segundo uso – R$ 266,10 - Rubi extra tinto brilhante sem halo. Olfativamente, mais direto que o anterior, trazendo ameixa, menta, pimenta, e toque balsâmico. Na boca ótima acidez, taninos finos, álcool ok, mais austero, retrogosto com frutas e sottobosco. Meu favorito entre os lançamentos






Saint Henri 2009 – Corte com 97% Syrah, e 3 % Cabernet Sauvignon,14,5% de álcool . e passagem de 14 meses por barris  francêses grandes – R$ 884 – Rubi, extra tinto, muito mentolado, pimenta ,chocolate preto, e toque metalico. Na boca,boa acidez, alcoolico, taninos resolvidos, macio, final potente com cereja no licor. Um vinho para os apreciadores dos Fruit Bombs







Grange 2007  - Corte com 97% Shiraz, e 3% Cabernet Sauvignon com 14,5% de álcool, e passagem de 21 meses por barris americanos mais 3 anos de garrafa. R$ 5.148 - Rubi extra tinto sem halo. Complexo, floral, menta, frutas negras, amoras, pimenta preta, chocolate amargo, e toque de alecrim. Na boca macio, bem balaceado, ótima acidez, taninos doçes já resolvidos, ponta de álcool mas muito leve, final de boca frutado com menta, alcaçuz, e tostado. Um grande vinho,sedoso, glicerinado, tremendamente agradável de beber.


Interfood – Fone (011) 2602 7266 – Site: www.interfood.com.br

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