16 de out de 2014

Abrindo os segredos da confraria das 2as feiras

Javera, Victor, Walter, Esper,Sidney,Paulo, Alessandro , e André 

Viver neste e deste mundo do vinho é para muitos motivo de glamour e de sonhos. Muitos me dizem “Pô Walter você é quem leva a vida só comendo e bebendo do bom e do melhor” , e eu já parodiando o amigo Didu que sempre diz que é melhor do que vender parafuso ,uso “Certramente melhor do que vender Fertilizantes”. As pessoas esquecem que tudo o que é feito em excesso  pode as vezes cansar , e esquecem que nem todos os dias tomamos os vinhos de nossos sonhos. Sim tomamos grandes vinhos quase que diariamente , mas normalmente os vinhos são lançamento e necessitam de muitos anos de guarda para estarem no ponto. Mas asseguro vocês que se pudesse ter “me mudado”para esta profissão antes certamente  o teria feito sem pestanejar. Having said that, nos também temos momentos onde colocamos à mesa grandes vinhos , prontinhos para serem bebidos e normalmente isto ocorre em jantares famíliares, com amigos, ou naquelas confrarias de amantes de vinhos que todos nois temos uma, duas , tres .....

Hoje vou desvendar para vocês uma dessas reuniões de nossa Confraria das 2as feiras que literalmente nos levou a loucura  anteontem no delicioso e sempre competente Restaurante Bela Sintra .que recebeu nosso time completo ( Javera, Esper, Victor, André, Sidney, Paulo, Alessandro , e esse que vos escreve). O tema proposto foi “Vinhos tintos do K7” onde cada um podia escolher seu vinho tinto de preferência, ou de que gosta muito.
A prova ocorreu com conhecimento do que estavamos tomando  ou seja  com os rotulos a mostra, pois o grupo por maioria queria curtir o que estava bebendo sem uma preocupação maior em fazer uma classificação, o  que no final acaba sendo utópico pois todos acabam classificando os vinhos tomados deixando bem claro suas preferências . Pela degustação  ter sido feito desta forma os comentários sobre os vinhos são única e exclusivamente pessoais  não representando a opinião do grupo. Vamos à pancadaria :

Dom Pérignon 2000 – O diabo veste Prada , classuda , com muita energia passando por cima de tudo que viesse pela frente . Dourado, mousse rapida, perlage intensa,  bolhas bem pequenas. Nariz envolvente , mineral, pedras molhadas, levedura, citrico, pera com evolução , manga e brioche. Boca perfeita, cremosa, alta acidez, corpo cheio ,retrogosto com  frutas amarelas acidas e toque de avelã, final de boca   Nota  94







Weingut Knoll Riesling Smaragd Loibner 2000 – Carinhosamente apelidado de de  Klóvis – um puro camaleão de aromas e sabores só não proponho a troca de apelido para David Bowie por razões de uso capeão. Sensacional como sempre. – Dourado, brilhante. Olfativamente um vulcão de aromas começando com querosene, rosas,  mineral,  pedras molhadas,e mexerica . Na boca, acidez cortante,  álcool presente mas sem prejudicar o conjunto, encorpado,   final de boca muito fresco  mineral trazendo  pitanga  e toda aquela mineralidade que tanto nos agrada . Nota 93

Romanée St-Vivant - Marey - Monge – 1994 – Acho que o amigo Esper fez  um feliz comentário sobre este vinho durante a degustação que foi  “ levemente decadente, mas nobreza decadente a gente gosta.”  Quem não gostaria de prova-lo ? – Granada, média ,  halo de evolução.  Olfativamente austero, carne,  azeitona s,  delicadas frutas negras maduras, toque  balsâmico, pelo de animal, e suor .Na boca altissima acidez, taninos finissimos ainda presentes , corpo médio, final de boca frutado com tostado . Ae seus taninos estivesem mais reoilvidos poderia ter sido meu vinho favorito. Mas é sempre tomar esse ícone 93




Barolo  Oddero 1967 – Um vinho com uma acidez incível das delicadas terras de La Morra de onde trouxe toda a sua elegância, mas para mim a fruta já estava decadente. Se me perguntassem se tomaria de novo a resposta seria sim a garrafa inteira , mas estou analisando os vinhos tecnicamente. Granada, ralo, halo intenso. Olfativamente com muita tipicidade, fruta vermelha evoluida, terroso,  flores murchas, violetas, e chá. Na boca ótima acidez, taninos definidos e doces, fluido, e final de boca com fruta evoluida  com toque terroso. Para um vinho de alta qualidade mas que já passou pelo sem momento ideal de consumo. Nota 91 





Vega Sicília – Único 1990 – É a segunda vez em menos de 6 meses que tomo a mesma safra por culpa do mesmo cidadão Victor , na primeira vez as cegas eu achei que o vinho seria meu melhor da noite e foi, ontem fiquei curioso como seria ? Foi Miyamoto Musashi uma mistura de guerreiro e monge, um vinho intenso quando jóvem e reflexivo ao atingir seu momento ideal de consumo. Foi para mim o 2º favorito, por estar um pouco menos pronto do que seu irmão abatido anteriormente. Quero maissssssssssssss -  Granada,  média concentração,  leve halo. Olfativamente bem floral, com violetas, ameixa, tostado, balsâmico, e leve tostado. Boca exuberante trazendo ótima acidez, taninos muito finos,  corpo médio para amplo, final de boca com frutas azedas e delicado tostado  Nota 94


Marques de Arienzo - Gran Reserva 1996 – Um vinho perfeito ainda fora de seu ponto ideal de consumo. Durante a degustação ele mesmo perguntou a mim “What i’m doing here “? Foi um campeão de pesos médios enfrentando pesos pesados  queria ter tomado ele sozinho sem compara-lo. Granada, alta concentração, halo de evolução. Chá tostado, coco, frutas vermelhas , e terroso,. Na boca ,boa acidez taninos presentes finos, encorpado,  final de boca com frutas maduras  e tostado . Um  vinho ainda jovem apesar de seus quase 20 anos de garrafa  Nota 90





Chateau Ducru Beaucaillou 1975 – Minha definição para ele seria “o perfume” . Fazia tempo que nao sentia aromas tão  limpos em um vinho, ele me conquistou pelo nariz com suas diversas camadas , todas muito sutis me lembrando Giuseppe Baldini agitando seu lenço para sentir suas diferentes fragrâncias dos perfumes criados por Jean-Baptiste Grenouille. Um vinho perfeito para ser consumido hoje e nos próximos 20 anos WOTN ( Wine of the Night) – Granada,  alta concentração, halo de evolução. Olfativamente,  limpo,  rosas.  frutas negras  maduras, ameixas, especiarias. Na boca,óotima acidez, taninos finos,  corpo médio,  limpo  elegante,  muito delicado,  feminino, just perfect  Nota  94




Opus One 2006 – Difícil comentar este vinho assim como foi o Marques de Arienzo acho que estão em diferentes categorias. Mas devo dizer que este americano tinha um tremendo potencial de evolução com excesso em tudo ontem,  ele era Hulk mas em alguns anos ( 20 no mínimo) ele será seu verdadeiro eu , ou seja Bruce Banner!  Em seu momento Hulk ele tinha tudo a mais por todos os lados mas mantendo o equilibrio o que o qualifica a um grande envelhecimento . - Rubi . extra tinto,  brilhante. Frutas vermelhas maduras, baunilha, tostado, alta acidez,  alcool a mais,  taninos intensos ainda não prontos,  encorpado,  retrogosto frutado com ligeiro alcacuz. Como dito anteriormente ,um vinho pra daqui 20 anos  Nota 90



Warre's - Vintage Port 1963 – Todos de joelhos para a beatificação . Um vinho para ser dividido com o papa no intuito de saber como melhorar o controle das finanças do Vaticano . Dominus Vobiscum – Ambar , ralo brilhante. Olfativamente me lembrando um quarto com muitas porta cada uma trazendo uma série de aromas, predominância para as frutas secas como ivapasso, figo Ramí, nozes, acompanhado pelas frutas vermelhas com evolução, mel flor de larangeira etc etc etc. Na boca seda em forma de liquido, ótima acidez, alcool ainda aparente mas balanceado pela linda acidez, corpo médio e final de boca com tudo aquilo sentido no nariz. Sensacional Nota 94






Para finalizar só tenho que agradecer a generosidade de nossos confrades.  Salute!  e até a próxima !

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