15 de mai de 2013

O que a tradição de 700 anos pode trazer aos vinhos.

Stefano Bennini e Rogério D'Avila


Setecentos anos de tradição devem valer alguma coisa quando falamos de um produtor de vinho, ou não? A experiência acumulada no decorrer dos anos, o total conhecimento do que melhor podem produzir suas terras, e a possibilidade de renovadamente provar os vinhos elaborados a decadas atrás e constatar se o caminho adotado é o correto,  enfim não estamos falando de apenas um one man show, mas sim de uma instituição com comprovada história de qualidade. É assim que eu defino estes tradicionais produtores toscanos e no caso particular de hoje a “Frescobaldi”. Trazida ao Brasil pela Importadora Ravin este tradicional produtor é absoluta garantia de que você irá tomar um grande vinho. No almoço de apresentação de Stefano Benini , membro da 30ª geração da família Frescobaldi fomos premiados com uma série de rotulos que mostraram bem a todos aos felizes participantes o que esta longa experiência pode ajudar na qualidade final de seus vinhos. Iniciamos a jornada com com dois vinhos brancos seguidos de quatro tintos que vamos descrever abaixo
:

Albizzia Chardonnay IGT 2011 - Lançado pela primeira vez em 1982 este varietal segue a linha dos vinhos mais simples e fáceis de beber, sem passagem por madeira e com 12,5% de álcool. – Palha verdeal, brilhante. Olfativamente marcado por notas cítricas que lembram o grapefruit, ervas verdes, pera e mineral. Na boca, redondo, amanteigado, corpo leve, final de boca agradavelmente frutado e delicado. Vinho para todos os dias , um pouco mais de acidez o deixaria perfeito.- R$ 68,00 -  Nota 86/100  





Castello di Pomino Bianco DOC 2011 Um corte de Chardonnay com Pinot Bianco, com passagem parcial em barricas francesas  para pequena parte do conteudo e 12,5% de álcool. – Palha verdeal. Brilhante. Olfativamente, limpo, mineral, pedra molhada, pessegos brancos, maça verde e pimenta do reino. Na boca, acidez média, elegante, boa persistência e retrogosto com frutas amarelas , tostado e cravo. Um vinho realmente curioso com a parte olfativa bem mineral e a boca frutada e carregada.- R$ 98,00 - Nota 87/100





Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2008 – Um Chianti com 90% de Sangiovese e 10% de outras variedades não especificadas, 13,5% de álcool e 24 meses de barricas mais 3 meses de garrafa. – Rubi, média concentração leve halo. Olfativamente com frutas negras como cereja, ervas escuras, terroso , violetas, e ligeira baunilha. Na boca delicado, elegante, taninos bem finos, corpo médior , e final de boca muito agradável. Um vinho fácil de beber de muita qualidade . R$ 128,00 – Nota 88/100





Lamaione IGT 2007 – Um Varietal 100% Merlot com 15% de álcool e e maturação de 24 meses em barricas novas francesas. – Violáceo, alta concentração, sem halo. No nariz, austero,  frutas negras azedas, mineral e pimenta preta, com ligeira menta. Na boca potente, boa acidez, taninos resolvidos, quente, retrogosto frutado. Um vinho com nariz de velho mundo e uma boca potente mais no estilo novo mundo – R$ 428,00 – Nota 89/100






Lucente IGT 2008 – Um corte de Merlot 50%, Sangiovese 35%, e Cabernet Sauvignon 15%, com 14% de álcool, e maturação de 12 meses em barricas francesas e americanas. – Violáceo, média concentração, sem halo. Complexo, violetas, mineral, cereja azeda, alcaçuz e ligeiro toque de coco. Na boca delicioso,alta acidez, elegante, taninos finos, corpo médio, ligeira ponta de álcool , sem prejudicar o conjunto, final de boca frutado com alcaçuz. Um vinho que precisa de mais tempo de garrafa mas de excepcional qualidade – R$ 198,00 – Nota 90/100




Castel Giocondo Brunello di Montalcino DOCG 2007 – Varietal 100% Sangiovese com 14,5% de álcool e passagem por 48 meses em barricas de carvalho da Eslavônia e da França mais 4 meses de garrafa. Rubi, média concentração, leve halo. Olfativamente austero, fruta negra fresca, tabaco, floral lembrando violeta, sottobosco, e toque mineral. Na boca, alta acidez, taninos finos ainda não resolvidos, estruturado, persistência longa, retrogosto frutado com toque terroso. Um vinho de altissima qualidade mas que precisa de mais tempo de garrafa,  um exemplar que promete durar muito tempo. – R$ 398,00 – Nota 92/100




Além de Stefano Benini estiveram presentes Rogerio e Viviane D’Avila proprietários da Ravin somados aos profissionais da mídia escrita e alguns dos principais blogueiros de vinho de São Paulo. Parabéns também aos D’Avila pela escolha do restaurante, o sempre requintado e competente La Tambouille  de Giancarlo Bolla.

Ravin – Site www.ravin.com.br  Fone - (011) 5574-5789

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