19 de jan de 2013

Um momento dedicado a elegância


Nesta 6ª feira tive o grande prazer em almoçar com dois participantes do Grupo de ” Vinhos do Velho Mundo” do Facebook, o Daniel Darahem e o  mineiro Magno Gonzáles que estava de passagem por São Paulo. Gentil como sempre Daniel queria me fazer provar um um vinho que tomei recentemente da safra 2006 mas já em um estágio mais evoluído e este foi o primeiro vinho tomado : Pichler Grüner Veltliner, Smaragd, Loibner Klostersatz, 1993 , mas o segundo não ficou atrás , aliás pelo contrario ( tenho que admitir que este tradicional  produtor é um dos meus favoritos da atualidade)  um Egon Müller Sharzhofberger Spätlese 1990, e para finalizar um surpreendente Pinot Noir Alsaciano o  Albert Mann, Clos de la Faille Pinot Noir 2006 (13% de álcool) . Local escolhido, “3 Bicchieri” do novo Shoping JK.

Egon Müller Sharzhofberger Spätlese Riesling  1990 (8,5% álcool) Minha definição para este vinho é que ele ser filho da sensual Scarlett Johannson e do camaleão David Bowie – Visualmente palha, ainda com reflexos esverdeados ( vamos lembrar que ele era 1990 ou seja  23 anos nas costas digo na garrafa) Olfativamente um Camaleão abriu com hortelã, mineral, pimenta branca,e mel, depois de mais algum tempo de decanter começou a trazer aromas de borracha , petrolato, após 10 minhutos extremamente  floral, e ao final do almoço trazia  casca de limão verde, pedra molhada . Fico imaginando se lá ficassemos mais tempo . Na boca muito  sensual, delicado, corpo médio, ótima acidez e final de boca macado pelo cítrico e pelo mel, tudo muito sutil .Gente como eu gosto deste produtor Nota 93/100

 Pichler Grüner Veltliner, Smaragd, Loibner Klostersatz, 1993 (13% de álcool) –Esse Gruner  é realmente um vinho surpreendente, depois de tomar um  M de 2008 a dois mêses  atrás que me deixou nas nuvens realmente estava curioso para ver como este “Kaiser”  ia envelhecer, ontem finalmente provei este exemplar de 1993 . Visualmente dourado mostrando mais evolução que o Egon, No nariz manga doce, intenso foral, mineral e que com o passar do tempo em taça nos proporcionou um gostoso creme brulee . Na boca impressiona a acidez, e austeridade, corpo médio certamente devido ao peso dos anos , ligeira tanicidade e o final de boca com wassabi  e uma leve ponta adocicada.  Mesmo um degrau fora do ponto ideal de consumo o vinho estava maravilhoso e realmente coloca a Áustria nos vinhos a serem comprados e guardados. Obrigado Daniel por matar minha curiosidade e nos deliciar com este fantástico branco. Nota 90/100

Clos de La Faille Pinot Noir  – Albert Mann 2006 ( 13% de álcool)  . Vinho trazido diretamente da matriz e fortemente recomendado por uma de suas prop rietárias a ativa Marie Thérèse Barthelme. O vinho certamente estava muito mais agradavel do que 6 meses atrás quando o tomei pela primeira vez, Rubi indo para granada. Olfativamente muito mais complexo do que em minha primeira experiência quanto estava extremamente frutado, agora tinha mais complexidade com cereja azeda, couro, estrebaria, azeitona preta, e pimenta preta. Na boca delicado, suculento, tripé correto, fresco com final de boca frutado e trazendo novamente o couro . Vinho altamente gastronômico. Nota 90/100



Obs: A comida do "3 bicchieri" estava maravilhosa, mantendo o padrão da casa mãe. Os  vinhos já foram comentados acima e acho que dá para ter uma noção do padrão dos mesmos, só faltou comentar a companhia  que não poderia ser melhor pois tive o prazer de conhecer pessoalmente o Magno e sua delicada esposa, e de rever já amigo Daniel. 
 Salute 

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