22 de nov de 2011

Os tradicionais vinhos da Bodega Weinert


Walter Tommasi e Hubert Weber

A Argentina se tornou popular no mundo dos vinhos por três motivos: A fantástica adaptação da varietal francesa Malbec em suas terras, especialmente em Mendoza, pelo seu boom ter ocorrido logo em seguida ao estrondoso sucesso dos vinhos americanos nas provas as cegas contra os tradicionais franceses, e finalmente pelo baixo preço de seus vinhos. Junto com os EUA, Chile, e Austrália os argentinos passaram a ser os principais representantes da nova onda de vinhos frutados, estruturados e alcoólicos. Mas por sorte toda regra tem exceção e nosso destaque de hoje a Bodega Weinert, junto com a outra tradicionalista Bodega Lopes decidiram manter o estilo tradicional típico dos vinhos do velho mundo. A Bodega Weinert já se faz presente a muito tempo no mercado brasileiro e tem um público bastante fiel entre os quais eu me incluo. Já passaram pelas mãos de outras duas importadoras mas agora apostam suas fichas, na Praeda uma importadora menor que certamente lhe dará atenção de forma mais pessoal. A nova orgulhosa importadora resolveu formalizar a parceria convocando a mídia especializada de São Paulo para um jantar apresentação aproveitando a presença no Brasil do enólogo da casa, o suíço Hubert Weber. Particularmente acho que a Praeda, deu uma boa cartada em apostar nesta vinícola que manteve sua tradição de produzir vinhos frescos no estilo velho mundo, pois o tempo dos vinhos potentes pode ter chegado ao fim. Sou de opinião que a espera e a persistência destes poucos produtores que conseguiram passar incólumes pela era do Swatzenegher agora serão recompensados e assim seus representantes. 

Vamos agora aos vinhos degustados: 

 Montfleury  Gran Rose 2010. Um rose típico do novo mundo com 14,5% de álcool elaborado com 48,5%  de Malbec, 48,5% de Cabernet Sauvignon e 2% de Cabernet Franc. R$ 55,00 - Rubi, claro , brilhante sem halo. Olfativamente marcado por frutas vermelhas, cassis, mineral. Na boca potente, fresco encorpado, longo com ligeiro amargor. Esse vinho nem parece ser produzido pelo mesmo enólogo dos tintos, bem elaborado, mas muito estruturado e alcoólico. Nota 80/100

Malbec Weinert 2006 – Um varietal 100% Malbec elaborado com uvas de vinhedos de 60 a 90 anos. R$ 70,00. - Rubi, média concentração, sem halo. Olfativamente agradável, com especiarias, pimenta, toque vinoso, e ligeiro herbáceo. Na boca redondo, macio, taninos finos, bom corpo persistência longa e retrogosto frutado, ligeiro toque adocicado. Vinho elegante, com o estilo tradicional da casa, mas um pouco mais frutado do que os exemplares anteriores a esta safra que eu havia provado. Nota 87/100




Cabernet Sauvignon Weinert 2005 – Um varietal 100% Cabernet Sauvignon elaborado com uvas de vinhedos entre 20 e 25 anos de vida. R$ 70,00 -Rubi, média concentração , sem halo. No nariz, marcado por cassis, especiarias, floral, balsâmico e toque tostado. Na boca, tripé correto, elegante, vivido, persistência longa e retrogosto austero. Este vinho tinha a cara da bodega lembrando vinhos do velho mundo. Nota 88/100






Cavas de Weinert 2004 – Corte de Cabernet Sauvignon, Malbec, e Merlot com 14,5% de álcool. R$ 79,00 - Violáceo, média concentração, sem halo. Olfativamente complexo, floral, especiarias, cereja, cassis, animal, couro, e toque terroso. Na boca tripé perfeito, elegante, suculento, longo com retrogosto trazendo frutas negras café e alcaçuz. Continua sendo um dos melhores vinhos produzidos na Argentina. Nota 91/100






Cosecha de Outoño 2010 – Um late harvest 100% Sauvignon Blanc – R$ 68,00 – Dourado brilhante. Olfativamente, delicado, cítrico doce, mel, floral. Na boca, deliciosamente boa acidez, com doçura na medida certa, e final de boca muito macio e agradável. Um bom late harvest. Nota 85/100


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